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Na luta por reajuste salarial e
melhores condições de ensino no Rio de
Janeiro, professores e funcionários da rede
estadual resolveram manter a greve geral da
categoria. A decisão foi tomada nesta
terça-feira, no Largo do Machado, em
assembléia convocada pelo Sepe (Sindicato
Estadual dos Profissionais de Educação).
Após a reunião, cerca de 3.000
profissionais fizeram passeata até o Palácio
da Guanabara, sede do governo, onde
organizaram ato público contra a política
educacional de Rosinha Garotinho. O assessor
da Secretaria de Governo, Sérgio Cobel,
recebeu, simultaneamente, representantes do
Sepe, da FAETEC, da Polícia Civil e da UERJ.
Cobel anunciou que o governo ainda estuda
a proposta de reajuste salarial — um piso
emergencial de 34%. De acordo com o
assessor, o governo não poderá fazer
contrapropostas enquanto não analisar a
arrecadação estadual. Sem acordo nem
previsão de novas datas de negociação, a
greve atinge hoje o 14º dia e conta com a
adesão de 60% da categoria, segundo o Sepe.
Na próxima sexta, dia 31, professores e
funcionários farão o enterro simbólico de
Cláudio Mendonça, em frente à Secretaria
Estadual de Educação. Denominada “Adeus ao
secretário”, a manifestação ocorre na mesma
data em que Mendonça deixa o cargo, para se
candidatar nas eleições 2006. A próxima
assembléia ficou marcada para dia 3 de
abril, às 14h, no Clube Municipal.
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