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Brasil, quinta-feira, 20 de novembro de 2008

28 de MARÇo de 2006

café com o presidente

Lula estimula adesão à "Farmácia Popular"

 

A drogaria que quiser fazer parte do Programa Farmácia Popular pode procurar o Ministério da Saúde, disse ontem (27/3) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu programa semanal de rádio Café com Presidente. "Pode ser uma farmácia de uma cidade pequena, pode ser uma farmácia de uma periferia, pode se cadastrar e passar a fazer parte do programa", afirmou. "Há interesse dos prefeitos, há interesse da população, há interesse que na sua cidade tenha uma farmácia com o selo do Farmácia Popular". Para aderir ao programa Farmácia Popular, o farmacêutico pode ligar para o Disque Saúde (0800 611997).

O selo vermelho escrito "Farmácia Popular" na porta do estabelecimento indica: ali o cidadão vai encontrar remédios mais baratos. Criado em 2004, o programa tinha cerca de 120 unidades, expandiu e conta agora com o apoio da rede privada. São aproximadamente 1,2 mil farmácias privadas que vão vender remédios para diabetes e hipertensão até 90% mais baratos.

Para que os medicamentos sejam oferecidos em drogarias e farmácias privadas, o Ministério da Saúde desenvolveu sistema de co-participação. Isso significa que governo federal e pacientes dividirão as despesas, sendo que o governo arcará com 90% do valor de referência do medicamento.

Para saber onde estão localizadas as farmácias com remédios mais baratos, a população pode acessar o site: www.saude.gov.br

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que se a população não encontrar uma unidade próxima, pode pedir ao farmacêutico para aderir ao programa. "Eu acho que o povo pode pedir. Se uma mulher ou um homem vai a uma farmácia comprar um remédio e naquela farmácia não tem o selo da Farmácia Popular, eles mesmos vão tratar de convencer o farmacêutico a entrar para poder vender. Ou senão eles vão procurar outra farmácia para comprar", observou.

Investimento em saúde

Pacientes com hipertensão e diabetes podem encontrar medicamentos mais baratos em um dos estabelecimentos credenciados junto ao programa Farmácia Popular. Criado em 2004, o programa deu origem a cerca de 120 unidades de drogarias em 88 cidades do país. Na semana passada, o governo federal anunciou expansão do Farmácia Popular. A partir de agora, cerca de 1,2 mil farmácias privadas venderão remédios para hipertensão e diabetes até 90% mais baratos.

O presidente Lula disse ainda que a população agora tem mais opção na hora de comprar o medicamento. "Tem o posto de saúde que ele pega de graça, tem a farmácia popular construída pelo governo federal que ele vai pagar mais barato. E agora tem o acordo do governo com as farmácias privadas em que ele vai economizar 90% em cada remédio que comprar para hipertensão e para diabetes."

O presidente explicou que para comprar o remédio não há burocracia. Basta levar o CPF e a receita médica. "Homem ou mulher que entrar em uma farmácia e tiver Farmácia Popular ninguém vai perguntar quanto ele ganha de salário, ninguém vai perguntar a origem social dele. Se tiver um selo "Farmácia Popular", ele vai comprar o remédio para hipertensão e para diabetes", disse.

Segundo o presidente, o programa busca evitar que a pessoa saia do médico e não compre remédio porque é caro. De acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), 51,7% dos brasileiros abandonam o tratamento médico por falta de dinheiro para comprar os remédios prescritos. "Nós não queremos que o Brasil continue sendo um país em que as pessoas vão no médico, saem com a receita, não têm dinheiro para comprar, guardam a receita e muitas vezes até morrem sem poder comprar o remédio", ressaltou.

Desde sua criação, o programa já forneceu aos brasileiros cerca de 15 milhões de medicamentos indicados para tratar as doenças de maior incidência no país. Dos dez mais procurados, oito são indicados para o tratamento de diabetes e hipertensão. O Ministério da Saúde estima que no Brasil 16,8 milhões de pessoas com idade igual ou superior a 40 anos sofrem de hipertensão. Desse total, cerca de 7,7 milhões estão cadastrados no Sistema Único de Saúde e já recebem os medicamentos gratuitamente. No caso do diabetes, o número de portadores no Brasil é de cerca de 5 milhões na mesma faixa etária. Desses, 2,6 milhões são pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

As informações são da Agência Brasil

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