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Brasil, quinta-feira, 20 de novembro de 2008

26 DE MARÇO DE 2006

CASO FRANCENILDO

Presidente da Caixa depõe segunda
na PF sobre violação de sigilo


A assessoria da Caixa Exonômica Federal informou neste sábado (25) que o presidente do banco estatal, Jorge Mattoso comparecerá à Polícia Federal às 10 horas de segunda-feira (27) e prestará todos os esclarecimentos necessários. A assessoria reafirmou também a disposição da Caixa de colaborar com as investigações sobre a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos.

Ao lado do ministro Antonio Palocci (Fazenda), Mattoso é no momento o principal alvo dos ataques da oposição, que pede a sua cabeça. No caso do presidente da Caixa, o argumento é a violação do sigilo do caseiro.

A Polícia Federal intimou Mattoso neste sábado, pela segunda vez, a prestar depoimento no inquérito que apura a quebra de sigilo – que viola um direito do cidadão previsto no texto constitucional. Na primeira convocação, na quinta-feira, Mattoso deixou de comparecer por entender que a colaboração da diretoria e as informações dadas pela Consultoria Jurídica da CEF seriam suficientes.

Perícia do notebook

O delegado Rodrigo Carneiro Gomes, encarregado do inquérito, requisitou neste sábado as fitas do circuito interno da CEF e o registro de entradas e saídas de pessoas na sede do banco em Brasília. O objetivo é detectar quem esteve no prédio no último dia 16, data em que um notebook da Caixa foi usado para imprimir um extrato dos movimentos ba poupança do caseiro. O extrato revelou depósitos em dinheiro no valor de R$ 38.860, que Francenildo atribuiu ao seu pai biológico, um empresário de ônibus piauiense, filiado ao PSDB.

Localizado em São Paulo, o notebook foi lacrado na presença da PF e levado para Brasília na sexta-feira à noite para ser periciado no Instituto Nacional de Criminalística (INC). A perícia, que começa nesta segunda-feira, vai verificar se as informações dadas pela Caixa batem com os dados do computador. Os peritos da PF também vão verificar se houve adulteração da máquina ou tentativa de apagar operações feitas desde a retirada dos extratos do caseiro, na noite de 16 de março, até a entrega do equipamento, na sexta-feira à noite.

Há dois servidores, cujos nomes são mantidos em sigilo, suspeitos de violar o sigilo do caseiro. Por meio da assessoria, o delegado Carneiro informou que não vê razões, por enquanto, para intimar o jornalista Marcelo Neto, assessor do ministro da Fazenda, Antônio Palocci. A imprensa atribui a ele a encomenda da quebra de sigilo.

Com agências

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