A assessoria da Caixa Exonômica
Federal informou neste sábado
(25) que o presidente do banco estatal,
Jorge Mattoso comparecerá à
Polícia Federal às 10
horas de segunda-feira (27) e prestará
todos os esclarecimentos necessários.
A assessoria reafirmou também
a disposição da Caixa
de colaborar com as investigações
sobre a violação do sigilo
bancário do caseiro Francenildo
dos Santos.
Ao
lado do ministro Antonio Palocci (Fazenda),
Mattoso é no momento o principal
alvo dos ataques da oposição,
que pede a sua cabeça. No caso
do presidente da Caixa, o argumento
é a violação do
sigilo do caseiro.
A
Polícia Federal intimou Mattoso
neste sábado, pela segunda vez,
a prestar depoimento no inquérito
que apura a quebra de sigilo
que viola um direito do cidadão
previsto no texto constitucional. Na
primeira convocação, na
quinta-feira, Mattoso deixou de comparecer
por entender que a colaboração
da diretoria e as informações
dadas pela Consultoria Jurídica
da CEF seriam suficientes.
Perícia
do notebook
O delegado Rodrigo Carneiro Gomes, encarregado
do inquérito, requisitou neste
sábado as fitas do circuito interno
da CEF e o registro de entradas e saídas
de pessoas na sede do banco em Brasília.
O objetivo é detectar quem esteve
no prédio no último dia
16, data em que um notebook da Caixa
foi usado para imprimir um extrato dos
movimentos ba poupança do caseiro.
O extrato revelou depósitos em
dinheiro no valor de R$ 38.860, que
Francenildo atribuiu ao seu pai biológico,
um empresário de ônibus
piauiense, filiado ao PSDB.
Localizado em São Paulo, o notebook
foi lacrado na presença da PF
e levado para Brasília na sexta-feira
à noite para ser periciado no
Instituto Nacional de Criminalística
(INC). A perícia, que começa
nesta segunda-feira, vai verificar se
as informações dadas pela
Caixa batem com os dados do computador.
Os peritos da PF também vão
verificar se houve adulteração
da máquina ou tentativa de apagar
operações feitas desde
a retirada dos extratos do caseiro,
na noite de 16 de março, até
a entrega do equipamento, na sexta-feira
à noite.
Há dois servidores, cujos nomes
são mantidos em sigilo, suspeitos
de violar o sigilo do caseiro. Por meio
da assessoria, o delegado Carneiro informou
que não vê razões,
por enquanto, para intimar o jornalista
Marcelo Neto, assessor do ministro da
Fazenda, Antônio Palocci. A imprensa
atribui a ele a encomenda da quebra
de sigilo.
Com agências