Fale Conosco | Marxismo + Brasil | Editorial | Busca: 

Visite a página do Partido Comunista do Brasil

Nova pagina 1

Especiais

 

 

11º Congresso do PCdoB

Crise e corrupção - O Governo sob ataque

Guerra no Iraque

Brasil Sim 
Alca Não

Cuba

Governo Lula

Sindicais

Guerrilha do Araguaia

Juventude

Visite a página da União da Juventude Socialista

Cadastre-se

Receba notícias do Vermelho por e-mail
 


2003 - Top 3
2004 - 1º Lugar
2005 - Top 10

  Brasil

Brasil, quinta-feira, 20 de novembro de 2008

25 DE MARÇO DE 2006

DISCURSO DE UM "BOMBEIRO"

Palocci pede à oposição "serenidade"
para não criar "crise sem fim"

-
Palocci teme 'uma eleição agressiva'

Por Bernardo Joffily

O ministro Antonio Palocci (Fazenda) fez nesta sexta-feira (24) o seu primeiro pronunciamento público desde o dia 14, quando a CPI dos Bingos ouviu o caseiro Francenildo Costa. No improviso de 40 minutos, defendeu a sua política econômica, e a de seus antecessores. Não entrou no mérito das denúncias que povoam o noticiário e o discurso oposicionista. Admitiu que "certamente" cometeu erros. Mas basicamente chamou a oposição a ter "serenidade", "equilibrar" o processo político, para não criar "uma crise sem fim", "um nível de exacerbação além do razoável".

Palocci iniciou afirmando que abandonaria o discurso "longo e chato" que preparara, junto com "uns gráficos chatérrimos". Disse preferir "deixar de lado a razão e ter um discurso franco, com o coração".

Num dos trechos mais citados no noticiário, ele indagou "Como é possível um país ter uma economia que começa a voar em céu de brigadeiro e um ministro que está mais para o inferno, ali no terceiro e o quarto círculos do inferno de Dante", referindo-se ao poema fundador da literatira italiana, de Dante Alighieri, que descreve os nove supostos círculos infernais. E respondeu que "isso é possível porque a economia e as instituições brasileiras começam a ganhar uma maturidade que eu penso ser definitivas".

A fala foi para 500 empresários e banqueiros da Câmara Americana de Comércio do Brasil (Amcham, na sigla em inglês), em São Paulo. E agradou seu público. Sergio Haberfeld, ex-presidente da Amcham e dono da Dixie Toga, empresa de embalagens com vendas anuais na casa do bilhão, fez talvez o comentário mais eloquente: "Não é uma discussão de caseiro que deveria derrubar o nosso melhor ministro". Os próximos dias dirão se os argumentos do ministro e da platéia lograrão conter os ímpetos paloccicidas do bloco conservador oposicionista-midiático.

Veja os trechos mais relevantes do discurso, em uma tentativa de agrupamento por temas:

A economia em "um céu de brigadeiro"

"O governo construiu pilares fudamentais no campo econômico. Esses alicerces permitiram ao Brasil atingisse um grau de profundidade nas suas políticas que as tornam mais permanentes do que as pessoas. Só assim é possível haver essa dicotomia entre um céu de brigadeiro da economia e um inferno do ministro."

"Fala-se muito que os bancos vão muito bem. Que bom que eles vão bem! É preferível um sistema financeiro enxuto, robusto, do que termos de fazer um sistema de socorro a eles. Eu penso assim. Não sei se estou certo, mas penso assim."

"Penso que conseguimos realizar um trabalho muito importante. Conseguimos trazer o país para uma situação muito melhor. [...] Temos como desafio neste e nos próximos anos continuar esse trabalho".

"Não penso que isso (o recrudescimento político) vá prejudicar a economia, vá abalar os alicerces da economia brasileira. Como assistimos nesse último ano, mesmo nos momentos de maior tensão política que ocorreram no ano passado não tivemos um desarranjo no processo econômico".

"Está aí, agora, uma oportunidade única, de que o Brasil, governado por esse ou por aquele partido, cresça e seja um país estável por dez, quinze anos. Todos precisam acreditar que a nossa economia estará caminhando num caminho positivo, convictos de que a economia brasileira está com bases bastantes sólidas."

"Estamos atentos para aquilo que está conquistado nesses fundamentos, que apresentei aqui, não sofram o impacto indesejado do processo político."

"Ajuste do Plano Real foi fundamental"

"Insisto, sempre digo isso, desde a minha posse, nunca atribuo essas conquistas à minha pessoa ou à minha equipe. Acho que é resultado de muito esforço que foi realizado. Quando foi feito há uma década o ajuste do Plano Real, aquilo foi fundamental para a estabilidade econômica."

"Nesta eleição nós vamos ter um processo de conservação econômica e isso é consequência do que foi feito pela nossa equipe e também por outras equipes, pelo nosso governo e durante muito anos de dedicação ao equilíbrio das instituições econômicas do Brasil."

Sempre um "bombeiro" do "recrudescimento preocupante"

"A política está cobrando seu preço. Nesse momento há um recrudescimento do quadro político de maneira muito preocupante."

"Neste momento, acho que as forças políticas se encontram em um processo de conflito extremamente negativo para o país.

"As coisas que fazem parte de um ano político às vezes chegam a uma exacerbação além do razoável. Não atribuo isso a partidos, a lideranças. Acho que há dentro do jogo político pessoas que não têm limites. Pessoas que não observam limites entre investigar o que é justo e percebível. Não vêem limites entre a crítica e o respeito às pessoas. Esta é uma questão que está presente no atual momento político do Brasil e que nós temos que ter serenidade para atravessar. Caso contrário nós corremos o risco de termos uma eleição muito agressiva. Uma eleição que vai acabar agredindo o eleitor em vez de oferecer à ele a oportunidade de debater democraticamente os diferentes programas para melhorar o Brasil."

"Neste período de crise houve erros de todos os lados. Eu não sou daqueles que acha que só a oposição está errada, não."

"Se nós não conseguirmos equilibrar este processo político, nós poderemos ter problemas. Podemos comprometer o próprio processo, e o ambiente de uma eleição positiva que nós podemos e devemos ter no Brasil, na medida que os candidatos que estão colocados são pessoas de alto nível. São pessoas respeitosas, competentes, e podem dar ao Brasil um debate programático de altíssima qualidade."

"Este ano pode ser que a política caminhe para um debate mais aguerrido, ou pode ser que seja mais ameno. Eu vou trabalhar sempre do lado dos bombeiros, mesmo quando as coisas ficarem mais difíceis. Não podemos deixar o país abalado por causa da uma crise política interminável. Nós precisamos articular para saber como agir para que se encontre o caminho do diálogo, o caminho do equilíbrio."

Palocci sobre Palocci, situação e perspectivas

"Sou político, não me recuso a fazer debate político, não me recuso a debater inclusive as coisas que me envolvem. Fui ao Congresso três vezes ano passado e uma vez esse ano com toda a disposição para dar qualquer esclarecimento."

"Nesta semana muitos jornais, colegas da Imprensa, me criticaram porque eu me afastei, não quis falar com os jornalistas. Eu quero que vocês compreendam que eu não posso como Ministro da Fazenda debater todo o tipo de acusação baixa e ofensas que são alimentadas em um jogo politiqueiro. Não posso. Se fizesse isso, aí, sim, comprometeria a condução da economia."

"Às vezes eu me silencio, fico um pouco longe, mas não deixo de cumprir meus compromissos. Trabalhei a semana toda, vim cumprir meu compromisso aqui com muita felicidade, mas não posso fazer no Ministério da Fazenda um debate destes temas que estão sendo colocados."

"O governo cometeu erros, meu partido cometeu erros, eu certamente cometi erros. E todos nós temos que pagar pelos erros que cometemos. Agora, não se pode transformar o debate político numa crítica sem fim. Em uma crítica ligada a todas as coisas. Em uma agressão às vidas pessoais. Não se pode permitir. Quando chega a este ponto eu me afasto. Não sei se é certo ou errado."

"Quero explicar aos colegas da Imprensa porque eu fiquei um pouco retraído esta semana. E vou fazer isto sempre que a discussão resvalar para um plano que desrespeita a instituição, que desrespeita as pessoas, o trabalho de cada um. Digo isto inclusive a alguns colegas jornalistas. Alguns colegas precisam prestar atenção no que publicam. Porque fazem pré-julgamentos. Ofendem pessoas, ofendem famílias."

"Por mais que nos próximos períodos eu enfrente alguns problemas de cunho pessoal, eu vou optar por manter a serenidade necessária para poder levar a diante o meu trabalho, por que espero não envolver jamais o Ministério da Fazenda nesse tipo de debate."

Eu sei que eu sou um ser público e, embora eu não esteja interessado em candidatura, tudo isso faz parte do ambiente político. É preciso buscar num momento como este os melhores instrumentos. Nós não podemos nos perder. A minha parte eu vou fazer com muita dedicação.”

Fonte: Amcham
e agências

Clique aqui para ver a íntegra do discurso

Hit Counter

Untitled Document

Voltar

Comente este artigo
Imprimir
Enviar

..:: Diário Vermelho ::..

NACIONAIS

• Até o momento não há Notícias Nacionais

INTERNACIONAIS

• Até o momento não há Notícias Internacionais

 
VERMELHO.ORG.BR