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Uma pesquisa divulgada ontem (23) pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) mostrou um crescimento do
emprego de 0,9 ponto percentual em relação a
janeiro. Ainda assim, é a menor taxa de
desemprego para o mês em 4 anos, desde a
data de início da série da pesquisa, em
2002. A taxa atingiu 10,1% da população. A
alta era esperada, já que tradicionalmente
há uma redução de trabalhos temporários e
aumento no número de pessoas procurando
emprego. A redução no número de empregos
ocorreu entre os trabalhadores sem carteira
assinada, de 3,4% na comparação mensal.
Na comparação com fevereiro de 2005, a
taxa de desocupação teve queda de 0,5 ponto
percentual. O número de pessoas desocupadas
ficou em 2,232 milhões nas seis regiões
metropolitanas pesquisadas, alta de 9,5%
sobre janeiro e queda de 3,5% por cento
frente a fevereiro de 2005. Entre os
trabalhadores com carteira assinada, a
situação ficou estável com relação a
janeiro. Já na comparação com fevereiro de
2005, foi registrado um crescimento de 5,1%.
Comparação
O maior aumento na taxa de desocupação
foi registrado em São Paulo, com alta de 1,3
ponto percentual, subindo de 9,2% em janeiro
para 10,5% em fevereiro. Belo Horizonte e
Rio de Janeiro também registraram alta na
comparação mensal, de 8,1% para 9,1%, e de
6,9% para 7,9%. A única queda foi observada
em Salvador, de 14,9% para 13,6%. As demais
capitais pesquisadas apresentaram
estabilidade. Apesar da queda na ocupação, o
rendimento médio do trabalhador apresentou
alta de 1,1% em relação ao janeiro,
atingindo R$ 999,80 em fevereiro.
Na comparação com fevereiro de 2005, o
quadro também foi de recuperação (2,5%). Em
relação a janeiro, houve retração na renda
do trabalhador em Recife (-2,0%), Salvador
(-1,9%) e Rio de Janeiro (-2,4%). O cenário
foi de alta em Belo Horizonte (2,1%), São
Paulo (3,3%) e Porto Alegre (1,2%). Na
comparação anual, a maior alta foi
registrada em Salvador, de 6,9%. Também
apresentaram alta Recife (0,9%), Belo
Horizonte (1,8%), Rio de Janeiro (1,2%) e
São Paulo (3,9%). Em Porto Alegre, houve
perda de 1,0% no poder de compra do
trabalhador.
Com agências
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