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Brasil, sábado, 11 de outubro de 2008

24 de MARço de 2006

Economia
Emprego cresceu 0,9% em janeiro, revela pesquisa do IBGE


Uma pesquisa divulgada ontem (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou um crescimento do emprego de 0,9 ponto percentual em relação a janeiro. Ainda assim, é a menor taxa de desemprego para o mês em 4 anos, desde a data de início da série da pesquisa, em 2002. A taxa atingiu 10,1% da população. A alta era esperada, já que tradicionalmente há uma redução de trabalhos temporários e aumento no número de pessoas procurando emprego. A redução no número de empregos ocorreu entre os trabalhadores sem carteira assinada, de 3,4% na comparação mensal.

Na comparação com fevereiro de 2005, a taxa de desocupação teve queda de 0,5 ponto percentual. O número de pessoas desocupadas ficou em 2,232 milhões nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, alta de 9,5% sobre janeiro e queda de 3,5% por cento frente a fevereiro de 2005. Entre os trabalhadores com carteira assinada, a situação ficou estável com relação a janeiro. Já na comparação com fevereiro de 2005, foi registrado um crescimento de 5,1%.

Comparação

O maior aumento na taxa de desocupação foi registrado em São Paulo, com alta de 1,3 ponto percentual, subindo de 9,2% em janeiro para 10,5% em fevereiro. Belo Horizonte e Rio de Janeiro também registraram alta na comparação mensal, de 8,1% para 9,1%, e de 6,9% para 7,9%. A única queda foi observada em Salvador, de 14,9% para 13,6%. As demais capitais pesquisadas apresentaram estabilidade. Apesar da queda na ocupação, o rendimento médio do trabalhador apresentou alta de 1,1% em relação ao janeiro, atingindo R$ 999,80 em fevereiro.

Na comparação com fevereiro de 2005, o quadro também foi de recuperação (2,5%). Em relação a janeiro, houve retração na renda do trabalhador em Recife (-2,0%), Salvador (-1,9%) e Rio de Janeiro (-2,4%). O cenário foi de alta em Belo Horizonte (2,1%), São Paulo (3,3%) e Porto Alegre (1,2%). Na comparação anual, a maior alta foi registrada em Salvador, de 6,9%. Também apresentaram alta Recife (0,9%), Belo Horizonte (1,8%), Rio de Janeiro (1,2%) e São Paulo (3,9%). Em Porto Alegre, houve perda de 1,0% no poder de compra do trabalhador.

Com agências
 

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