Com a
colaboração da Venezuela e de Cuba, o
presidente da Bolívia, Evo Morales, pôs em
marcha na segunda-feira uma campanha massiva
de alfabetização que procura ensinar a ler e
escrever, a médio prazo, mais de um milhão
de pessoas no país andino. “A Bolívia
iniciou aqui um esforço massivo para
alfabetizar mais de um milhão de habitantes,
em benefício de seu país e de sua revolução
democrática e popular”, disse o presidente
Morales.
O programa
nacional de alfabetização “Yo si puedo” (Eu
sim posso) foi lançado com a presença dos
ministros da Educação de Cuba, Luis Ignácio
Gómez e da Venezuela, Aristóbulo Istúriz, em
um ato popular no estádio da cidade de
Camiri, localizada a 800 quilômetros a
sudoeste de La Paz.
Cuba
colaborou com o envio de 32 assessores, do
método cubano “Yo si puedo” e de meios
técnicos e materiais de ensino. A Venezuela
enviou mais 18 alfabetizadores.
O presidente
Morales chamou de histórica a jornada e
saudou a presença de ambos ministros, pela
experiência alcançada em seus países, únicos
que tem erradicado o analfabetismo no
continente. Ele disse que este esforço
alfabetizador – que em uma primeira etapa
alcançará 200 mil bolivianos – “põe fim a
séculos de submissão e exclusão que datam da
colônia, quando os conquistadores tiraram os
olhos dos primeiros indígenas que aprenderam
a ler”.
Depois de
citar fatos históricos que demonstram que os
setores dominantes tem mantido o povo
ignorante para justamente submetê-lo, disse
que a educação não tem sido tradicionalmente
atendida pelos governos justamente porque é
um instrumento para a libertação dos povos.
“A educação deve continuar, além de saber
ler e escrever”, disse o chefe de Estado ao
lembrar que a educação é um elemento
fundamental para transformar o país.
Ele destacou
a importância que o presidente de Cuba,
Fidel Castro, atribui à educação em Cuba e
disse que a alfabetização será feita em
benefício do país e da revolução democrática
e cultural da Bolívia. O ministro da
Educação venezuelano, depois de saudar o
presidente boliviano como “comandante Evo”,
disse que a campanha alfabetizadora
realizada previamente com êxito na
Venezuela, dará fim a exclusão dos pobres.
Istúriz
disse também que o governo venezuelano está
disposto a apoiar em tudo que for necessário
esta tarefa no país. Ele advertiu que Evo
“não está sozinho e contará com tudo o que
precisar, porque seu êxito e o de seu
governo democrático e popular será o dos
pobres e excluídos do mundo”.
O ministro
cubano Luis Ignácio Gómez fez um resumo da
assistência, que Cuba brinda à Bolívia,
mesmo com o bloqueio norte-americano e por
estar consciente das necessidades da nação.
“Contem com nossa modesta experiência, para
contribuir para que esta América nossa, a
pátria grande com que sonharam Bolívar,
Sucre e Martí, seja finalmente livre e
independente”, disse.
Da Redação,
Com informações da Agência Bolivariana de
Notícias (ABN)
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