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Brasil, quinta-feira, 20 de novembro de 2008

22 de março de 2006

educação
Morales lança campanha massiva de alfabetização na Bolívia

Com a colaboração da Venezuela e de Cuba, o presidente da Bolívia, Evo Morales, pôs em marcha na segunda-feira uma campanha massiva de alfabetização que procura ensinar a ler e escrever, a médio prazo, mais de um milhão de pessoas no país andino. “A Bolívia iniciou aqui um esforço massivo para alfabetizar mais de um milhão de habitantes, em benefício de seu país e de sua revolução democrática e popular”, disse o presidente Morales.

O programa nacional de alfabetização “Yo si puedo” (Eu sim posso) foi lançado com a presença dos ministros da Educação de Cuba, Luis Ignácio Gómez e da Venezuela, Aristóbulo Istúriz, em um ato popular no estádio da cidade de Camiri, localizada a 800 quilômetros a sudoeste de La Paz.

Cuba colaborou com o envio de 32 assessores, do método cubano “Yo si puedo” e de meios técnicos e materiais de ensino. A Venezuela enviou mais 18 alfabetizadores.

O presidente Morales chamou de histórica a jornada e saudou a presença de ambos ministros, pela experiência alcançada em seus países, únicos que tem erradicado o analfabetismo no continente. Ele disse que este esforço alfabetizador – que em uma primeira etapa alcançará 200 mil bolivianos – “põe fim a séculos de submissão e exclusão que datam da colônia, quando os conquistadores tiraram os olhos dos primeiros indígenas que aprenderam a ler”.

Depois de citar fatos históricos que demonstram que os setores dominantes tem mantido o povo ignorante para justamente submetê-lo, disse que a educação não tem sido tradicionalmente atendida pelos governos justamente porque é um instrumento para a libertação dos povos. “A educação deve continuar, além de saber ler e escrever”, disse o chefe de Estado ao lembrar que a educação é um elemento fundamental para transformar o país.

Ele destacou a importância que o presidente de Cuba, Fidel Castro, atribui à educação em Cuba e disse que a alfabetização será feita em benefício do país e da revolução democrática e cultural da Bolívia. O ministro da Educação venezuelano, depois de saudar o presidente boliviano como “comandante Evo”, disse que a campanha alfabetizadora realizada previamente com êxito na Venezuela, dará fim a exclusão dos pobres.

Istúriz disse também que o governo venezuelano está disposto a apoiar em tudo que for necessário esta tarefa no país. Ele advertiu que Evo “não está sozinho e contará com tudo o que precisar, porque seu êxito e o de seu governo democrático e popular será o dos pobres e excluídos do mundo”.

O ministro cubano Luis Ignácio Gómez fez um resumo da assistência, que Cuba brinda à Bolívia, mesmo com o bloqueio norte-americano e por estar consciente das necessidades da nação. “Contem com nossa modesta experiência, para contribuir para que esta América nossa, a pátria grande com que sonharam Bolívar, Sucre e Martí, seja finalmente livre e independente”, disse.

Da Redação,
Com informações da Agência Bolivariana de Notícias (ABN)

 

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