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Depois de 11 dias de funcionamento,
com a visita de cerca de 800 mil pessoas -
expectativa da organização antes do balanço
final -, a 19ª Bienal Internacional do Livro
de São Paulo acabou. Esta, que trouxe 320
expositores ao Anhembi e lançou 3 mil
títulos, cobrou R$ 10,00 pelo ingresso e
atraiu (esse sim, dado oficial) 390 mil
pessoas nos seis primeiros dias - número que
cresceu nos últimos dias, segundo a
assessoria da Bienal.
"Se eu tivesse dinheiro, sairia com
caixas de livros daqui", disse o estudante
Vinícius de Oliveira, de 23 anos, que
passeava ontem de mãos dadas pelos
corredores com a namorada. Ele reclamou um
pouco dos preços. "Deveria ser mais barato.
Apesar que aqui dá sempre pra conseguir um
desconto".
Como Vinícius, o analista de suporte
Valdinei Carlos da Silva, de 24 anos, fez da
bienal um programa romântico. A diferença
era a filha Laís, de 7 anos, forte
consumidora. "Ganhei três livros, e fui eu
que escolhi", disse orgulhosa.
Orgulho mesmo foi o da estudante Fabiana
Kodama, de 15 anos. "Eu li o livro do nenê
inteirinho", disse. Trata-se de um livro
infantil, "Diário de um Bebê", escrito por
Nani, da Editora Record. É um livro pequeno,
que se lê rapidamente. E Fabiana, que
detesta ler, fez a façanha ali mesmo, no
estande da Record. Ela não comprou nenhum
livro. "Vim acompanhar minha prima; essa sim
já comprou 13!"

Da Redação
Com agências.
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