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Veja abaixo os últimos
lançamentos da editora Anita Garibaldi para
2006.
Agrarismo
e industrialismo
Octávio Brandão
O livro de Octávio Brandão é pioneiro na
reflexão dos comunistas sobre a sociedade
brasileira. Restam poucos originais da
primeira edição publicada em 1926 – um dos
quais se encontra no acervo do Arquivo
Edgard Leuenroth (AEL) da Unicamp com a
preciosidade maior de ter em suas margens
anotações do próprio Brandão, revisando o
texto publicado. Reeditar o livro com os
comentários de Brandão era um projeto
antigo; agora encampado pela Editora Anita
Garibaldi (com total apoio do AEL/Unicamp e
da Secretaria de Cultura de Alagoas), sob
coordenação de José Carlos Ruy e João
Quartim de Moraes.
Em 28 de julho de 1924, pouco mais de
dois anos depois da fundação do Partido
Comunista do Brasil (PCB), Brandão iniciou a
redação de Agrarismo e industrialismo,
Ensaio marxista-leninista sobre a revolta de
São Paulo e a guerra de classes no Brasil,
como anuncia o subtítulo. Nas precárias
condições da clandestinidade, escondendo-se
da polícia de Artur Bernardes, concluiu “a
parte fundamental” do livro menos de um mês
depois. Este texto, ainda incompleto,
circulou em cópias datilografadas, servindo
de subsídio para as teses que Astrojildo
Pereira apresentou no II Congresso do PCB
(16 a 18 de maio de 1925). O livro só foi
publicado em abril de 1926, sob o pseudônimo
de Fritz Mayer e com indicação falsa do
lugar de edição (Buenos Aires) para
despistar a polícia política de Artur
Bernardes.

Partido renovado, Brasil soberano,
futuro socialista (11º Congresso do
PCdoB)
O livro contém a Resolução política e
demais documentos do 11º Congresso do
Partido Comunista do Brasil, recentemente
realizado. Entre as singularidades do nosso
tempo, a Resolução Política do 11o Congresso
do PCdoB ressalta no plano internacional a
ofensiva imperialista norte-americana
empreendida por meio de guerras e ameaças
contra os povos e uma economia capitalista
prenhe de paradoxos, crises e instabilidade.
Sublinha, noutro pólo, a intensificação da
resistência dos povos e países em sua luta
pela paz e pelo direito ao desenvolvimento.
Ressalta, ainda, que do bojo dessa realidade
contraditória emerge uma nova luta pelo
socialismo.
No plano nacional, apresenta importante
sistematização da luta pela superação do
neoliberalismo nos marcos de uma experiência
concreta e inconclusa – o governo Lula – e
reflexões políticas importantes sobre o
ineditismo histórico, no caso brasileiro, da
participação dos comunistas no governo da
República; governo este de composição ampla
e heterogênea.
A Resolução Política sistematiza
concepções e caminhos de edificação de um
Partido à altura dos desafios dessa época
histórica no qual o movimento revolucionário
percorre um longo período de acumulação de
forças.

China: infra-estruturas e crescimento
econômico
Elias Jabbour
Aborda o enfrentamento dos problemas
decorrentes do estágio de desenvolvimento
alcançado pela China desde 1978 até a
segunda metade da década de 1990, e as
demandas pela superação dos efeitos da crise
asiática de 1997, tendo por base o objetivo
estratégico de formação de uma economia
pós-fordista de caráter continental. O livro
é uma adaptação de dissertação de mestrado
em geografia pela FFLCH/USP, com
apresentação de Armen Mamigonian e prefácio
de Luiz Gonzaga Belluzzo. Trata-se de
obra-síntese de mais de uma década de
estudos e pesquisas voltados para a
compreensão da construção do socialismo em
formações sociais periféricas e de forma
mais específica o processo de construção e
evolução da República Popular da China, em
especial o período que compreende o início
da política de Reforma e Abertura –
capitaneada por Deng Xiaoping – datada de
1978.
O jovem autor paulistano de 30 anos de
idade, com artigos publicados no Brasil e no
exterior, é pesquisador do Laboratório de
Geografia Política e Planejamento
Territorial e Ambiental (LABOPLAN) do
Departamento de Geografia da FFLCH-USP e do
Núcleo de Estudos Asiáticos (NEAS) do
Departamento de Geociências do CFH da
Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC) e desde 2004 compõe a Comissão
Editorial da revista Princípios.
A globalização do capital e os Estados
nacionais
Davidson Magalhães
O livro faz uma abordagem das relações
entre o Estado e o processo histórico de
acumulação do capital. São analisadas as
diferentes fases do desenvolvimento
capitalista e identificadas as relações
específicas e as articulações mútuas
existentes entre o Estado e a reprodução do
capital. A globalização do capital, atual
fase do desenvolvimento, inaugurou um novo
padrão de acumulação. Ao analisar as
diversas concepções acerca desse novo
momento, concluímos que a globalização do
capital não modificou as contradições
fundamentais do capitalismo entre o trabalho
e o capital e entre sua tendência endógena à
globalidade dos seus fluxos econômicos e a
territorialidade de sua gestão política. O
acirramento das contradições endógenas do
capitalismo, na fase da globalização do
capital, torna a ação do Estado cada vez
mais ampla, reafirmando a sua necessidade
permanente e crescente.
Davidson de Magalhães Santos é mestre em
Economia pela Universidade Federal da
Bahia., professor de economia da
Universidade Estadual de Santa Cruz, desde
1990. Vereador por dois mandatos (1989 a
1996) e secretário de Indústria, Comércio e
Turismo do município de Itabuna (2001 a
2003). Coordenador de atividades para o
Nordeste da ANP (Agência Nacional do
Petróleo, Gás Natural e Biocombustível).

São Paulo: realidade e perspectivas –
efeitos do liberalismo tucano no estado
Rita Casaro
O livro reúne textos de vários autores
que desmontam os argumentos e políticas do
tucanato em São Paulo, com base em seminário
realizado sobre o tema. Mostra que os
governos do PSDB têm sido nocivos ao povo e
aos trabalhadores paulistas e que a mudança
se torna necessária. Especialistas das áreas
de economia, política, energia, saneamento,
habitação, transporte, educação, cultura,
saúde e segurança apontaram a necessidade
premente de resgatar o papel do governo
estadual, que precisa ir além do mero
encontro de contas ao final de cada ano
fiscal, a bem da população paulista e de
todo o país.
Escrevem: Rita Casaro, Marcio Pochmann,
Wilson Cano, Maria Izabel Noronha, Jamil
Murad, Vanderlei Siraque, Sérgio Mamberti,
Nivaldo Santana, Murilo Celso de Campos
Pinheiro, Nazareno Stanislau Affonso, Paulo
Teixeira, Angelo Del Vecchio e Nádia
Campeão.

As delícias do amargo & uma homenagem
Adalberto Monteiro
Terceiro livro de poemas de Adalberto
Monteiro, As delícias do Amargo & uma
Homenagem se fez a partir de uma diversidade
de motivações poéticas. Nele comparecem o
lirismo, o erotismo, a temática social e
ecológica e a poesia falando de si e
dialogando com as outras manifestações
artísticas. A homenagem a que se refere o
título do livro, sexta e última parte da
obra, é um tributo do poeta a um dos
principais líderes do movimento
revolucionário e dos comunistas brasileiros,
João Amazonas. Com esse intrigante As
Delícias do Amargo, a poesia convida o
leitor a romper com a rotina alienante e o
conduz aos campos do inusitado, aos mares de
prazeres desconhecidos ou pouco explorados.
O autor, Adalberto Monteiro, tem 48 anos,
é jornalista e poeta. Como jornalista é
editor da revista Princípios e integra a
equipe editorial do portal Vermelho.
Ativista político, é membro da direção
nacional do Partido Comunista do Brasil e
preside o Instituto Maurício Grabois.
Adalberto é piauiense de Cocal e residiu
muito tempo em Goiânia, Goiás. Nos últimos
anos, mora em São Paulo.
Hip-Hop
a lápis: o livro – 2ª edição
Toni C., org.
O sucesso do livro que conquistou o
Brasil. O livro é uma antologia que reflete
de forma crítica as questões do hip-hop, da
juventude da periferia, da desigualdade
social, a violência e outros temas. A
publicação surgiu a partir de colunas de
diversos autores do próprio movimento
hip-hop no portal Vermelho. Esgotado em três
meses na sua primeira edição, indicado a
prêmios, Hip-Hop a lápis aparece agora em
nova edição da Editora Anita Garibaldi. Com
orelha do rapper Aliado G, do grupo Face da
Morte e presidente da Nação Hip-Hop Brasil.
Os autores são Toni C., Mano Shetara,
Marcelo Buraco, Nina Rodrigues e convidados.
Toni C., o organizador, é DJ, produtor,
documentarista e membro da equipe do portal
Vermelho.
Casamento
da Chapeuzinho Vermelho com o Pequeno
Polegar mais 2 histórias
Costa Senna
O livro traz dois cordéis (cada um com 32
estrofes, de 7 versos, de 7 sílabas) e mais
um conto popular conhecido em Portugal como
Lenga lenga, que foi adaptado pelo autor. No
cordel Criança, que bicho é este? as
crianças podem aprender a rimar com a
leitura. No cordel Casamento da
Chapeuzinho... o autor juntou audaciosamente
dois contos num só, o que tem encantado as
crianças.
Costa Senna é cantor, ator e poeta
popular. Seu trabalho é formado por
literatura de cordel, música, provérbios,
“causos”, informações e brincadeiras que
compõem o universo cultural brasileiro.
Receita certa para enriquecer o conhecimento
de estudantes, educadores, pesquisadores e
apreciadores da cultura popular. Ele
trabalha de maneira poética, lúdica e
engraçada as composições extraídas das
estrofes, rimas e métricas do cordel.
Constrói, assim, um caminho facilitador para
o trabalho com a matemática, a gramática, a
geografia, o humanismo social, a ecologia
etc. É autor de diversos livros e dezenas de
obras de literatura de cordel. Trabalhou em
várias peças teatrais, gravou três CDs e
participou recentemente de um documentário
sobre Paulo Freire.
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