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  Brasil

Brasil, sexta-feira, 10 de outubro de 2008

17 de março de 2006

livros
Editora Anita Garibaldi lança 8 títulos
 

Veja abaixo os últimos lançamentos da editora Anita Garibaldi para 2006.

 

Agrarismo e industrialismo
Octávio Brandão

O livro de Octávio Brandão é pioneiro na reflexão dos comunistas sobre a sociedade brasileira. Restam poucos originais da primeira edição publicada em 1926 – um dos quais se encontra no acervo do Arquivo Edgard Leuenroth (AEL) da Unicamp com a preciosidade maior de ter em suas margens anotações do próprio Brandão, revisando o texto publicado. Reeditar o livro com os comentários de Brandão era um projeto antigo; agora encampado pela Editora Anita Garibaldi (com total apoio do AEL/Unicamp e da Secretaria de Cultura de Alagoas), sob coordenação de José Carlos Ruy e João Quartim de Moraes.

Em 28 de julho de 1924, pouco mais de dois anos depois da fundação do Partido Comunista do Brasil (PCB), Brandão iniciou a redação de Agrarismo e industrialismo, Ensaio marxista-leninista sobre a revolta de São Paulo e a guerra de classes no Brasil, como anuncia o subtítulo. Nas precárias condições da clandestinidade, escondendo-se da polícia de Artur Bernardes, concluiu “a parte fundamental” do livro menos de um mês depois. Este texto, ainda incompleto, circulou em cópias datilografadas, servindo de subsídio para as teses que Astrojildo Pereira apresentou no II Congresso do PCB (16 a 18 de maio de 1925). O livro só foi publicado em abril de 1926, sob o pseudônimo de Fritz Mayer e com indicação falsa do lugar de edição (Buenos Aires) para despistar a polícia política de Artur Bernardes.


Partido renovado, Brasil soberano, futuro socialista (11º Congresso do PCdoB)

O livro contém a Resolução política e demais documentos do 11º Congresso do Partido Comunista do Brasil, recentemente realizado. Entre as singularidades do nosso tempo, a Resolução Política do 11o Congresso do PCdoB ressalta no plano internacional a ofensiva imperialista norte-americana empreendida por meio de guerras e ameaças contra os povos e uma economia capitalista prenhe de paradoxos, crises e instabilidade. Sublinha, noutro pólo, a intensificação da resistência dos povos e países em sua luta pela paz e pelo direito ao desenvolvimento. Ressalta, ainda, que do bojo dessa realidade contraditória emerge uma nova luta pelo socialismo.

No plano nacional, apresenta importante sistematização da luta pela superação do neoliberalismo nos marcos de uma experiência concreta e inconclusa – o governo Lula – e reflexões políticas importantes sobre o ineditismo histórico, no caso brasileiro, da participação dos comunistas no governo da República; governo este de composição ampla e heterogênea.

A Resolução Política sistematiza concepções e caminhos de edificação de um Partido à altura dos desafios dessa época histórica no qual o movimento revolucionário percorre um longo período de acumulação de forças.


China: infra-estruturas e crescimento econômico
Elias Jabbour

Aborda o enfrentamento dos problemas decorrentes do estágio de desenvolvimento alcançado pela China desde 1978 até a segunda metade da década de 1990, e as demandas pela superação dos efeitos da crise asiática de 1997, tendo por base o objetivo estratégico de formação de uma economia pós-fordista de caráter continental. O livro é uma adaptação de dissertação de mestrado em geografia pela FFLCH/USP, com apresentação de Armen Mamigonian e prefácio de Luiz Gonzaga Belluzzo. Trata-se de obra-síntese de mais de uma década de estudos e pesquisas voltados para a compreensão da construção do socialismo em formações sociais periféricas e de forma mais específica o processo de construção e evolução da República Popular da China, em especial o período que compreende o início da política de Reforma e Abertura – capitaneada por Deng Xiaoping – datada de 1978.

O jovem autor paulistano de 30 anos de idade, com artigos publicados no Brasil e no exterior, é pesquisador do Laboratório de Geografia Política e Planejamento Territorial e Ambiental (LABOPLAN) do Departamento de Geografia da FFLCH-USP e do Núcleo de Estudos Asiáticos (NEAS) do Departamento de Geociências do CFH da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e desde 2004 compõe a Comissão Editorial da revista Princípios.


A globalização do capital e os Estados nacionais
Davidson Magalhães

O livro faz uma abordagem das relações entre o Estado e o processo histórico de acumulação do capital. São analisadas as diferentes fases do desenvolvimento capitalista e identificadas as relações específicas e as articulações mútuas existentes entre o Estado e a reprodução do capital. A globalização do capital, atual fase do desenvolvimento, inaugurou um novo padrão de acumulação. Ao analisar as diversas concepções acerca desse novo momento, concluímos que a globalização do capital não modificou as contradições fundamentais do capitalismo entre o trabalho e o capital e entre sua tendência endógena à globalidade dos seus fluxos econômicos e a territorialidade de sua gestão política. O acirramento das contradições endógenas do capitalismo, na fase da globalização do capital, torna a ação do Estado cada vez mais ampla, reafirmando a sua necessidade permanente e crescente.

Davidson de Magalhães Santos é mestre em Economia pela Universidade Federal da Bahia., professor de economia da Universidade Estadual de Santa Cruz, desde 1990. Vereador por dois mandatos (1989 a 1996) e secretário de Indústria, Comércio e Turismo do município de Itabuna (2001 a 2003). Coordenador de atividades para o Nordeste da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível).


São Paulo: realidade e perspectivas – efeitos do liberalismo tucano no estado
Rita Casaro

O livro reúne textos de vários autores que desmontam os argumentos e políticas do tucanato em São Paulo, com base em seminário realizado sobre o tema. Mostra que os governos do PSDB têm sido nocivos ao povo e aos trabalhadores paulistas e que a mudança se torna necessária. Especialistas das áreas de economia, política, energia, saneamento, habitação, transporte, educação, cultura, saúde e segurança apontaram a necessidade premente de resgatar o papel do governo estadual, que precisa ir além do mero encontro de contas ao final de cada ano fiscal, a bem da população paulista e de todo o país.

Escrevem: Rita Casaro, Marcio Pochmann, Wilson Cano, Maria Izabel Noronha, Jamil Murad, Vanderlei Siraque, Sérgio Mamberti, Nivaldo Santana, Murilo Celso de Campos Pinheiro, Nazareno Stanislau Affonso, Paulo Teixeira, Angelo Del Vecchio e Nádia Campeão.


As delícias do amargo & uma homenagem
Adalberto Monteiro

Terceiro livro de poemas de Adalberto Monteiro, As delícias do Amargo & uma Homenagem se fez a partir de uma diversidade de motivações poéticas. Nele comparecem o lirismo, o erotismo, a temática social e ecológica e a poesia falando de si e dialogando com as outras manifestações artísticas. A homenagem a que se refere o título do livro, sexta e última parte da obra, é um tributo do poeta a um dos principais líderes do movimento revolucionário e dos comunistas brasileiros, João Amazonas. Com esse intrigante As Delícias do Amargo, a poesia convida o leitor a romper com a rotina alienante e o conduz aos campos do inusitado, aos mares de prazeres desconhecidos ou pouco explorados.

O autor, Adalberto Monteiro, tem 48 anos, é jornalista e poeta. Como jornalista é editor da revista Princípios e integra a equipe editorial do portal Vermelho. Ativista político, é membro da direção nacional do Partido Comunista do Brasil e preside o Instituto Maurício Grabois. Adalberto é piauiense de Cocal e residiu muito tempo em Goiânia, Goiás. Nos últimos anos, mora em São Paulo.


Hip-Hop a lápis: o livro – 2ª edição
Toni C., org.

O sucesso do livro que conquistou o Brasil. O livro é uma antologia que reflete de forma crítica as questões do hip-hop, da juventude da periferia, da desigualdade social, a violência e outros temas. A publicação surgiu a partir de colunas de diversos autores do próprio movimento hip-hop no portal Vermelho. Esgotado em três meses na sua primeira edição, indicado a prêmios, Hip-Hop a lápis aparece agora em nova edição da Editora Anita Garibaldi. Com orelha do rapper Aliado G, do grupo Face da Morte e presidente da Nação Hip-Hop Brasil.

Os autores são Toni C., Mano Shetara, Marcelo Buraco, Nina Rodrigues e convidados. Toni C., o organizador, é DJ, produtor, documentarista e membro da equipe do portal Vermelho.


Casamento da Chapeuzinho Vermelho com o Pequeno Polegar mais 2 histórias
Costa Senna

O livro traz dois cordéis (cada um com 32 estrofes, de 7 versos, de 7 sílabas) e mais um conto popular conhecido em Portugal como Lenga lenga, que foi adaptado pelo autor. No cordel Criança, que bicho é este? as crianças podem aprender a rimar com a leitura. No cordel Casamento da Chapeuzinho... o autor juntou audaciosamente dois contos num só, o que tem encantado as crianças.

Costa Senna é cantor, ator e poeta popular. Seu trabalho é formado por literatura de cordel, música, provérbios, “causos”, informações e brincadeiras que compõem o universo cultural brasileiro. Receita certa para enriquecer o conhecimento de estudantes, educadores, pesquisadores e apreciadores da cultura popular. Ele trabalha de maneira poética, lúdica e engraçada as composições extraídas das estrofes, rimas e métricas do cordel. Constrói, assim, um caminho facilitador para o trabalho com a matemática, a gramática, a geografia, o humanismo social, a ecologia etc. É autor de diversos livros e dezenas de obras de literatura de cordel. Trabalhou em várias peças teatrais, gravou três CDs e participou recentemente de um documentário sobre Paulo Freire.


 

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