Por Christopher Marquis
Cuba, uma nação de economia
marxista, com grandes dificuldades econômicas,
é líder na América
Latina em educação primária,
segundo estudos feitos na região
por funcionários da UNESCO
De acordo com o coordenador desses estudos,
o desempenho das crianças cubanas
de terceira e quarta séries em
matemáticas e linguagem foi tão
dramaticamente superior, comparado com
o restante das demais nações,
que a agência das Nações
Unidas que administrava esse teste resolveu
retornar a Cuba e examinar de novo os
estudantes.
“Eles regressaram a Cuba e reexaminaram
os estudantes, porque havia algo de anormal”,
disse Jeff Puryear, co-diretor da Associação
para a Revitalização Educacional
nas Américas, que ajudou a organizar
esse estudo. “Este estudo deu bons
e sólidos resultados para poder
chegar a comparações”,
ressaltou o sr. Puryear.
O estudo reforçou os resultados
da primeira análise de estudantes
de escolas primárias da região
feita anteriormente pela UNESCO.
“Cuba foi de longe a primeira colocada
na avaliação de conhecimentos
de terceira e quarta série em matemáticas
e linguagem da região,” relata
o informe. “Mesmo os estudantes
cubanos de mais baixo nível conseguiram
índices superiores à média
da região”.
Os resultados são especialmente
notáveis, porquanto a Ilha tem
vivido sob embargo econômico dos
EEUU durante décadas e apesar de
ter perdido a ajuda soviética e
o comércio com ela.
Os resultados para o resto da América
Latina foram sinistros. O estudo, que
foi apresentado recentemente pelo presidente
do Banco Interamericano de Desenvolvimento
(BID), deu a conhecer que para o restante
da América Latina a qualidade permanece
baixa, a desigualdade continua alta e
a existência de poucas escolas de
adequada responsabilidade para com os
pais e as comunidades locais é
notória.
Segundo os resultados da primeira investigação
internacional realizada pelo Laboratório
Latinoamericano de Avaliação
da Qualidade do Ensino (LLECE, em espanhol,
órgão da UNESCO), os alunos
cubanos obtiveram resultados que quase
duplicam os dos mais países que
mais se aproximaram, em provas de matemáticas
e linguagem aplicadas pelo LLECE.
O estudo se realizou entre maio e dezembro
de 2005 com 4000 estudantes de terceira
e quarta séries de cerca de 100
escolas selecionadas de forma aleatória,
de cada um dos dos países participantes.
Montou-se uma escala de 400 pontos e a
média regional foi de 250 pontos,
inclusive Cuba. Cuba foi o único
país que conseguiu resultados muito
superiores a esta média, em todos
os extratos: megacidades, urbano e rural.
Resulta igualmente significativo que
a Ilha supere com sobras os índices
alcançados pelas escolas privadas
de todas as nações latinoamericanas
nas quais se concentram importantes recursos
materiais.
Resumo do artigo publicado pelo New York
Times de terça-feira, 28 de fevereiro,
edição On line
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