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Brasil, quinta-feira, 20 de novembro de 2008

2 DE MARÇO DE 2006

MUNICÍPIOS

Movimentos populares de Guarulhos
questionam obras da Febem


Uma vistoria de três unidades da Febem, que o governo do estado de São Paulo realiza no bairro do jardim Aracília, em Guarulhos, constatou
várias irregularidades. O projeto está provocando destruição de afluentes, contaminação do solo e remoção indiscriminada de terra. Segundo a Cetesb - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, ligada à própria administração estadual, o terreno fora embargado por contaminação de solo, sendo impróprio para qualquer tipo de construção.

Participaram da vistoria a União da Juventude Socialista (UJS) de Guarulhos (SP), junto com a Amoca(Associação de Moradores Cidade Aracília), a Uges (União Guarulhense dos Estudantes Secundaristas), Facesp (Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo), vereadora Luiza Cordeiro, Secretaria Municipal do Meio-Ambiente e a Secretaria Municipal de Assistência e Promoção Social.

De acordo com a Presidente da UJS de Guarulhos, Ana Flávia Marques, “o governo estadual demonstrou desrespeito e falta de compromisso com a Juventude construindo uma Febem numa área contaminada e imprópria a vida humana, e sem contar a discussão quanto ao modelo fascista de Febem que o Alckmin impõe em Guarulhos e nos outros Municípios”.

Já o coordenador geral da Uges, Fábio Garcia, acha que o governo do estado "impõe uma instituição prejudicial a população, sem discutir com a sociedade se este modelo deve ou não continuar, tratando-nos como meros coadjuvantes da construção social que queremos".

“Junto com a Facesp, UJS, Amoca e CMDCA, estamos movendo uma ação Judicial contra o Governo do Estado que não respeita a consulta que se deve ter a comunidade quanto a localidade e a construção de obras desse tipo, conforme diz a lei federal 10257/2001” disseFábio Garcia.

O representante da Facesp em Guarulhos, Deusdete José da Silva, reinvidicará ao Ministério Público que a área seja descontaminada e se destine construção de moradias, pois o terreno pertence ao CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo), e não deve ser usada para construção de Febems.

O governo do estado não respondeu aos questionamentos surgidos com a vistoria. Para os participantes, já se esperava, "como práxis do governo neoliberal de Geraldo Alckmin, medidas que novamente desrespeitarão a juventude e o povo paulista". Os movimentos populares de Guarulhos esperam impedir que a "obra vergonhosa" seja concluída.

De Guarulhos (SP),
Auriel Filho



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