Uma vistoria de três unidades da
Febem, que o governo do estado de São
Paulo realiza no bairro do jardim Aracília,
em Guarulhos, constatou
várias irregularidades. O projeto
está provocando destruição
de afluentes, contaminação
do solo e remoção indiscriminada
de terra. Segundo a Cetesb - Companhia
de Tecnologia de Saneamento Ambiental,
ligada à própria administração
estadual, o terreno fora embargado por
contaminação de solo, sendo
impróprio para qualquer tipo de
construção.
Participaram
da vistoria a União da Juventude
Socialista (UJS) de Guarulhos (SP), junto
com a Amoca(Associação de
Moradores Cidade Aracília), a Uges
(União Guarulhense dos Estudantes
Secundaristas), Facesp (Federação
das Associações Comunitárias
do Estado de São Paulo), vereadora
Luiza Cordeiro, Secretaria Municipal do
Meio-Ambiente e a Secretaria Municipal
de Assistência e Promoção
Social.
De
acordo com a Presidente da UJS de Guarulhos,
Ana Flávia Marques, “o governo
estadual demonstrou desrespeito e falta
de compromisso com a Juventude construindo
uma Febem numa área contaminada
e imprópria a vida humana, e sem
contar a discussão quanto ao modelo
fascista de Febem que o Alckmin impõe
em Guarulhos e nos outros Municípios”.
Já
o coordenador geral da Uges, Fábio
Garcia, acha que o governo do estado "impõe
uma instituição prejudicial
a população, sem discutir
com a sociedade se este modelo deve ou
não continuar, tratando-nos como
meros coadjuvantes da construção
social que queremos".
“Junto com a Facesp, UJS, Amoca e CMDCA,
estamos movendo uma ação
Judicial contra o Governo do Estado que
não respeita a consulta que se
deve ter a comunidade quanto a localidade
e a construção de obras
desse tipo, conforme diz a lei federal
10257/2001” disseFábio Garcia.
O representante da Facesp em Guarulhos,
Deusdete José da Silva, reinvidicará
ao Ministério Público que
a área seja descontaminada e se
destine construção de moradias,
pois o terreno pertence ao CDHU (Companhia
de Desenvolvimento Habitacional e Urbano
do Estado de São Paulo), e não
deve ser usada para construção
de Febems.
O
governo do estado não respondeu
aos questionamentos surgidos com a vistoria.
Para os participantes, já se esperava,
"como práxis do governo neoliberal
de Geraldo Alckmin, medidas que novamente
desrespeitarão a juventude e o
povo paulista". Os movimentos populares
de Guarulhos esperam impedir que a "obra
vergonhosa" seja concluída.
De
Guarulhos (SP),
Auriel Filho
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