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A sabedoria dos povos indígenas do Acre tem
sido usada por falsos terapeutas para atrair
interessados em curas milagrosas. O alerta é
dos próprios índios. Os líderes da
comunidade Yawanawa denunciaram o uso
indevido de uma substância retirada da
barriga da rã Phyllomedusa bicolor,
conhecida popularmente como vacina do sapo
kambô. O índio Joaquim Luiz explicou que a
secreção é, para os povos indígenas do Acre
(Yawanawa, Katukina e Kaxinawa), uma espécie
de vacina que protege contra as doenças, as
energias negativas, além de rejuvenescer as
energias de uma pessoa.
No entanto, o material é utilizado com os
cuidados próprios de uma cerimônia milenar.
"A gente está ouvindo muito falar que, no
Sul do país, as pessoas usam a vacina sem
respeito, visando o lucro com a venda do
leite do sapo pela Internet e aplicação do
mesmo sem nenhum tipo de preparo e nenhuma
permissão dos povos indígenas, com risco até
de morte", disse Joaquim Luiz.
De acordo com ele, as comunidades
indígenas estão envolvidas em um projeto com
a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
para proibir o uso do sapo kambô até que
haja uma lei que proteja o conhecimento dos
índios. Há dois anos, Anvisa já havia
determinado a suspensão de toda propaganda
da vacina veiculada nos meios de
comunicação. A venda é considerada crime
ambiental.
A informação é da
Agência Brasil
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