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Cuba criticou ontem a política
migratória dos Estados Unidos, que enquanto
põe muros à entrada de mexicanos e outros
cidadãos do mundo, estimula as saídas
ilegais da ilha com inumerável saldo de
vítimas.
O jornal Granma publicou ontem uma nota
de protesto em que repudia um caso de
tráfico de pessoas ocorrido no dia anterior
com o apoio do país vizinho. A ação resultou
em uma morte. “O governo desse país, cada
vez mais tolerante diante das atividades
criminosas, é o principal culpado pelas
milhares de vidas que sua Lei assassina (lei
de ajuste cubano ou de pés secos pés
molhados) custou ao povo de Cuba, denuncia o
jornal.
O incidente ocorreu na segunda-feira,
quando as autoridades cubanas tiveram
conhecimento de uma saída ilegal organizada
com apoio dos Estados Unidos, por uma zona
do litoral da província de Havana.
A embarcação tinha 14 pessoas, entre elas
mulheres e crianças, e na margem do litoral
ficou abandonado o corpo de uma mulher,
acrescentou o jornal. O órgão oficial do
Comitê Central do Partido Comunista de Cuba
denunciou que nos últimos tempos aumentou o
número de embarcações procedentes da Flórida
dedicadas ao tráfico de pessoas.
"O Governo desse país, cada vez mais
tolerante diante destas atividades
criminosas é o culpado principal das
milhares de vidas que sua lei assassina
custou ao povo de Cuba", afirma uma nota
oficial publicada em primeira página.
Segundo dados do Serviço de Guarda Costeira
americano, no ano passado foram
interceptados mais de 2.600 balseiros
cubanos no mar, o número mais alto desde
1994, quando 37.000 pessoas foram
interceptadas.
Cuba também acusou Washington de
descumprir os compromissos migratórios
assinados entre 1994 e 1995, que obrigam os
EUA a concederem pelo menos 20.000 vistos
anuais a cidadãos cubanos. Os Estados Unidos
negam estas acusações e sustentam que o
Escritório de Interesses americano em Havana
(Sina) cumpre seus compromissos e concedeu
no último ano fiscal (outubro 2004-outubro
2005) 20.075 vistos a cidadãos cubanos.
Da Redação,
Com agências.
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