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O Carnaval de Olinda é considerado
o melhor Carnaval de rua do mundo. Todo ano,
atrai mais de um milhão de foliões, para as
ruas e ladeiras do Sítio Histórico. Uma
festa que, por sua magnitude em termos
culturais e pela importância mundial do
cenário onde se desenvolve, exige do governo
municipal a tomada de iniciativas que
possibilite a convivência entre a
preservação do patrimônio histórico e o
exercício da mais pura manifestação popular
do Brasil, com resultados positivos para
ambos.
Ao mesmo tempo em que preserva o
patrimônio histórico, o governo de Olinda
também se preocupa em resgatar a cultura da
cidade, que tem o Carnaval como uma de suas
mais importantes manifestações.
Ao assumir em 2001 a administração da
cidade, o Governo Popular buscou preservar a
riqueza cultural da festa ao proibir a
execução de som eletrônico nas ruas e
ladeiras do Sítio Histórico, não como um
exercício de preconceito contra esse ou
aquele ritmo, mas como a melhor forma de
preservar a autenticidade da folia
olindense, que há três décadas se
caracteriza pelo chamado “Carnaval
Participação”.
História
Em seus primórdios, a história do
Carnaval de Olinda confunde-se com a
história da folia no Recife e em Pernambuco,
originária do antigo entrudo - festa pagã
européia, que chegou ao Brasil com os
colonizadores portugueses. Era uma
brincadeira onde os foliões lançavam
farinha, tinturas e água suja. Foi proibida
oficialmente e aos poucos incorporou
elementos como o confete e a serpentina.
Em Pernambuco, o entrudo português mudou
no século XVII, quando assimilou costumes
africanos. No século XIX, surgiram o frevo e
o passo, o que deu ao Carnaval de Pernambuco
uma singularidade única no Brasil. A partir
de então, começaram a ser organizadas as
primeiras agremiações nos bairros populares.
O Carnaval de Olinda como o conhecemos
hoje também é um evento relativamente
recente. Data do início do século XX,
coincidindo com o surgimento de diversas
agremiações, algumas das quais ainda
presentes nos carnavais da atualidade, como
o Clube Carnavalesco Misto Lenhadores,
fundado em 1907, e o Clube Carnavalesco
Misto Vassourinhas, de 1912.
O Carnaval de Olinda preserva as mais
puras tradições da folia pernambucana e
nordestina. Todo ano, pelas ruas e ladeiras
da Cidade Alta desfilam centenas de
agremiações carnavalescas e tipos populares,
que mantêm vivas as genuínas raízes da mais
popular festa do Brasil. São clubes de
frevo, troças, blocos, maracatus,
caboclinhos, afoxés, cujas manifestações
traduzem a mistura dos costumes e tradições
de brancos, negros e índios, base da
formação do nosso povo e de nossa cultura.
Sem falar nos bonecos gigantes, dos
quais, todo ano, são criados novos tipos e
hoje já somam mais de cem calungas
desfilando nas ruas e ladeiras da cidade. Na
Terça-Feira Gorda, eles se reúnem e mostram
toda sua graça entre os largos do Guadalupe
e do Varadouro, em um encontro que por si só
já é uma tradição da folia em Olinda. Esses
bonecos são uma herança européia e têm sua
origem nas procissões do século XV. Lá, os
bonecos acompanhavam os cortejos religiosos,
aqui, enfeitam a festa pagã. O primeiro
boneco a sair às ruas de Olinda foi o Homem
da Meia-Noite, que anima a folia desde 1932.
Os tipos populares são também outra
tradição. A cada ano, eles enchem as
ladeiras da Cidade Alta encarnando
personagens inspirados tanto nos noticiários
do dia a dia, como nos mais tradicionais
costumes, todos retratando em suas fantasias
a irreverência e a crítica social
tradicionalmente presentes na folia da
cidade.
Hoje o Carnaval de Olinda é, sem nenhum
favor, a maior e mais autêntica festa
popular do Brasil, atraindo todo ano
milhares de foliões de vários recantos do
país e do Exterior. A interação com a rica
diversidade cultural do Nordeste,
representada por troças, clubes,
caboclinhos, maracatus e bonecos gigantes,
aliada ao calor do frevo e à descontração e
alegria do povo da cidade, tornam a folia
olindense irresistível para um contingente
cada vez maior de foliões.
Tema deste ano
Este ano, o Carnaval de Olinda celebra a
conquista do título de primeira Capital
Brasileira da Cultura. A idéia é trazer para
a festa mais popular do Brasil a
multiculturalidade do povo brasileiro, que a
cidade representa, este ano, com muito
orgulho, homenageando, dessa forma, saberes
e fazeres cultivados ao longo de milhões de
anos de história e enriquecidos por mais de
cinco séculos de miscigenação com as
diversas etnias européias e africanas.
Uma mistura que resulta no grande momento
cultural que é o Carnaval de Olinda, a festa
maior da nação chamada Brasil. A conquista
do título é um motivo a mais para fazer
desse evento um momento inesquecível para as
centenas de pessoas que ocupam as ruas e
ladeiras do Sítio Histórico nos quatro dias
da folia olindense.
Em 2006, o Carnaval de Olinda conta com
mais uma atração. Para comemorar o título de
Capital Brasileira da Cultura e antecipar as
celebrações do centenário do frevo, a
Prefeitura de Olinda, por intermédio da
Secretaria do Patrimônio, Ciência, Cultura e
Turismo, instituiu o concurso para escolha
do frevo tema da folia deste ano, uma
iniciativa inédita no município.
Frevo
O frevo tema do Carnaval 2006 foi
composto por J. Michiles e tem como
intérprete o cantor Silvério Pessoa, que
gravou a música “Olinda Capital da Cultura”
nas versões frevo-canção, oficial e
frevo-de-rua. A banda do Centro de
Criatividade Musical de Olinda (CEMO)
participou da gravação.
As dez músicas mais votadas pela comissão
julgadora integrarão um projeto cultural
elaborado pela Prefeitura de Olinda, que
incluirá a gravação de um CD com as músicas.
Os compositores que terão suas músicas no
disco são Rogério Rangel, Getúlio
Cavalcanti, Rômulo Pimentel, Lourenço Gato e
Luciano Padilha, Toinho Alves, Eduardo
Alves, Severino Araújo, Wilton Rosemberg,
Climério Hänig e Cláudio Martins.
Além de eleger o frevo oficial do
Carnaval 2006, a prefeitura buscou também,
com o concurso, estimular o reencontro do
frevo com seus antigos compositores, revelar
novos talentos e fomentar a criação de novas
músicas, dando inclusive o passo inicial
para o registro do frevo como Patrimônio
Imaterial de Olinda.
Quem não conhece os imortais sucessos de
frevo que fazem o Carnaval do Recife e
Olinda: "Bom Demais", "Me Segura Senão eu
Caio", "Diabo Louro", "Fazendo Fumaça",
"Roda e Avisa"...? José Michiles da Silva é
o responsável pelas letras e melodias dessas
famosas canções. Michiles também já criou
consagradas letras de maracatu, coco, forró
e famosos jingles para campanhas
publicitárias e políticas.
Este ano, venceu o concurso instituído
pela Prefeitura de Olinda para a escolha do
frevo tema do Carnaval da primeira Capital
Brasileira da Cultura, com a música “Olinda
Capital da Cultura”.
As informações são da Prefeitura.
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