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Brasil, quinta-feira, 20 de novembro de 2008

21 de fevereiro de 2006

nações unidas
Cuba denuncia manipulação dos EUA no Conselho de Direitos Humanos
 

Cuba advertiu ontem que não será cúmplice nem espectadora silenciosa frente ao que chamou de “evidente pretensão de impor a criação de um Conselho de Direitos Humanos sob as condições dos Estados Unidos e seus aliados”. A advertência cubana, divulgada em um comunicado de imprensa da missão do país socialista às Nações Unidas, ocorre às vésperas da apresentação de um projeto de resolução para a criação desse Conselho.

O documento esclarece que nas últimas semanas tem sido feitas pressões para criar esse organismo segundo os interesses imperiais proclamados no denominado “Projeto para um Novo Século Americano”, o plano de Washington para dominar o mundo.

“Cuba defenderá até as últimas conseqüências a verdade e a razão, e trabalhará para reivindicar o direito dos povos deste planeta de contar com um Conselho de Direitos Humanos que responda a seus interesses e expectativas de um futuro melhor”, afirma.

Estados Unidos e União Européia têm pressionado para introduzir critérios excludentes no momento de eleger os integrantes desse novo mecanismo das Nações Unidas, que substituirá a atual Comissão de Direitos Humanos (CDH) em Genebra. “Ninguém espere que Cuba permanecerá como espectador silencioso frente à consumação desta abominável mentira”, afirma a nota.

O comunicado cubano pontua que “se algum governo não merece ser membro do conselho, é aquele que representa um Estado que se beneficiou da escravidão”. Esse estado, agrega, manteve um “compromisso construtivo” para prolongar a existência do regime do apartheid, protege e estende impunidade às violações de direitos humanos perpetradas pelo ocupante israelense da Palestina e outros territórios árabes.

Além disso, “apoiou as sangrentas ditaduras militares na América Latina, que hoje tortura e assassina em nome de uma liberdade que não beneficia a maioria de seus próprios cidadãos”. O texto lembra que há poucos anos, em um evidente voto de castigo diante da prepotência e das manipulações de Washington, o Conselho Econômico Social da ONU impediu, com seu voto, a reeleição dos Estados Unidos no CDH.

Esta condição não a recuperou “até que dois governos cúmplices mansamente lhe oferecessem seu apoio”. “Cuba irá impedir que se esclareça a questão de estabelecer critérios claros para deter a manipulação política das chamadas resoluções de países”, disse.

O documento esclarece que foram a seletividade e o duplo corte que impõem os Estados Unidos, a União Européia e outros países do Norte ao tratamento deste assunto nos trabalhos da Comissão, a causa real de sua crise. “Cuba não pode permitir que o Conselho continue sendo um tribunal inquisidor contra os povos do Sul, ainda mais quando hoje se pretende manipular a causa comum da liberdade e da promoção da democracia como pretexto para desencadear guerras preventivas”.

Cuba saberá cumprir seu dever e responsabilidade nesta hora histórica para os povos do Sul e as grandes maiorias de todo o planeta, diz a nota, que assegura que a administração de George W. Bush exige agora um Conselho de Direitos Humanos a sua imagem e cometendo arbitrariedades.

Da Redação,
Com informações da
Prensa Latina

 

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