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Novela que estreará dia 13 de março
na Rede Record vai abordar o desaparecimento
de presos políticos e a Guerrilha do
Araguaia. "Cidadão Brasileiro", de Lauro
César Muniz, aposta no tema que vivenciado
por diversas famílias de ex-militantes que
pedem a abertura de inquérito para
investigar as mortes e identificar o que
ocorreu com os corpos de seus parentes
presos que atuavam na guerrilha.
A ação de resistência do Partido
Comunista do Brasil (PCdoB) contra a
ditadura militar aconteceu na região do
Araguaia, no Sul do Pará, entre os anos de
1967 e 1975. O partido enviou cerca de 69
militantes à região - que compreende uma
área de 6,5 mil quilômetros entre as cidades
de São Domingos e São Geraldo, às margens do
rio Araguaia – e que foi uma das maiores e
mais importantes frentes de resistência à
repressão no país. Cerca de metade dos
desaparecidos políticos de que se tem
denúncia foram seqüestrados e mortos durante
a guerrilha do Araguaia, entre 1972 e 1974.
Entre os anos de 1991 e 2001, corpos
foram retirados de cemitérios no Estado do
Tocantins (TO) e de uma aldeia indígena no
Pará (PA), mas eles ainda não foram
identificados. Até hoje, apenas uma ossada
foi identificada: a de Maria Lúcia Petit.
A personagem que participará da Guerrilha
do Araguaia será Tereza, vivida pela atriz
Luíza Tomé. Ela será uma professora,
ativista política e simpatizante do Partido
Comunista do Brasil, que se envolve em 1970
com a guerrilha buscando sua filha, Eleni,
que se engajou na luta armada.
Lauro César vai retratar, anos depois - a
novela vai se passar em três fases e um
epílogo, de 1955 e 2006 -, o drama da
família em busca do corpo de uma parente
morta. Ele não confirma, mas provavelmente é
Tereza. "Mostrarei as consequências de uma
personagem que desapareceu nos "porões" da
ditadura, morta durante a guerrilha, e cujo
corpo leva muito tempo para ser entregue à
família. Isso será bem perto do final da
novela, nos anos 90", explica.
O lado da repressão também estará sendo
representado, através do personagem Atílio,
interpretado por Floriano Peixoto. "Ele
acaba por ser o representante da ditadura
militar em sua cidade, mantendo vigilância
sobre os prefeitos eleitos", conta o autor.
Atílio será o vilão, antagonista de
Antônio Maciel (Gabriel Braga Nunes), o
protagonista da história e personagem-título
da trama.
Da Redação,
Com informações do jornal O Estado de S.
Paulo
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