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Brasil, sexta-feira, 10 de outubro de 2008

19 de fevereiro de 2006

história do Brasil
Novela da Record abordará drama de familiares de guerrilheiros do Araguaia
 

Novela que estreará dia 13 de março na Rede Record vai abordar o desaparecimento de presos políticos e a Guerrilha do Araguaia. "Cidadão Brasileiro", de Lauro César Muniz, aposta no tema que vivenciado por diversas famílias de ex-militantes que pedem a abertura de inquérito para investigar as mortes e identificar o que ocorreu com os corpos de seus parentes presos que atuavam na guerrilha.

A ação de resistência do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) contra a ditadura militar aconteceu na região do Araguaia, no Sul do Pará, entre os anos de 1967 e 1975. O partido enviou cerca de 69 militantes à região - que compreende uma área de 6,5 mil quilômetros entre as cidades de São Domingos e São Geraldo, às margens do rio Araguaia – e que foi uma das maiores e mais importantes frentes de resistência à repressão no país. Cerca de metade dos desaparecidos políticos de que se tem denúncia foram seqüestrados e mortos durante a guerrilha do Araguaia, entre 1972 e 1974.

Entre os anos de 1991 e 2001, corpos foram retirados de cemitérios no Estado do Tocantins (TO) e de uma aldeia indígena no Pará (PA), mas eles ainda não foram identificados. Até hoje, apenas uma ossada foi identificada: a de Maria Lúcia Petit.

A personagem que participará da Guerrilha do Araguaia será Tereza, vivida pela atriz Luíza Tomé. Ela será uma professora, ativista política e simpatizante do Partido Comunista do Brasil, que se envolve em 1970 com a guerrilha buscando sua filha, Eleni, que se engajou na luta armada.

Lauro César vai retratar, anos depois - a novela vai se passar em três fases e um epílogo, de 1955 e 2006 -, o drama da família em busca do corpo de uma parente morta. Ele não confirma, mas provavelmente é Tereza. "Mostrarei as consequências de uma personagem que desapareceu nos "porões" da ditadura, morta durante a guerrilha, e cujo corpo leva muito tempo para ser entregue à família. Isso será bem perto do final da novela, nos anos 90", explica.

O lado da repressão também estará sendo representado, através do personagem Atílio, interpretado por Floriano Peixoto. "Ele acaba por ser o representante da ditadura militar em sua cidade, mantendo vigilância sobre os prefeitos eleitos", conta o autor.

Atílio será o vilão, antagonista de Antônio Maciel (Gabriel Braga Nunes), o protagonista da história e personagem-título da trama.

Da Redação,
Com informações do jornal O Estado de S. Paulo

 

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