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| Lula
comemora popularidade em alta |
A
pesquisa CNT/Sensus, que será
divulgada neste terça-feira (14),
deve apontar uma vantagem de 10 pontos
percentuais do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva sobre o prefeito de São
Paulo, José Serra (PSDB), nas
intenções de voto para
as eleições de 2006. Na
pesquisa anterior, Lula somente perdia
as eleições para Serra
no segundo turno. Agora, ele ganha de
todo os demais presidenciáveis
e com folga.
Na
pesquisa anterior da série CNT/Sensus,
divulgada em novembro, Serra teria 41,5%
dos votos e Lula 37,6%. Serra era o
único adversário a superar
a pontuação do atual presidente.
A pesquisa é encomendada trimestralmente
ao instituto Sensus pela Confederação
patronal do setor de transportes.
A
sondagem da CNT também deve indicar
melhoras em outros indicadores do presidente
e do governo, como por exemplo, a avaliação
popular sobre a situação
da economia.
A
notícia da pesquisa CNT/Sensus
foi o principal ingrediente a entusiasmar
os petistas, que comemoraram em Brasília
um ano de dificuldades sem precedentes
na sua trajetória desde a fundação
em 1980. Lula foi longamente aplaudido
ao chegar na sede da AABB (Associação
Atlética Banco do Brasil), em
Brasília,
Petistas
em festa com a notícia
"Isso
mostra que o presidente tem musculatura
e é um forte candidato. A pesquisa
confirma a tendência que vinha
desde o Ibope", comemorou o ministro
Jaques Wagner (coordenador político
do governo), ao participar do jantar
comemorativo do aniversário do
PT de 26 anos.
"Nada
de euforia e nada de tristeza. Maturidade
política, bom senso e vontade
de brigar é o que um petista
tem que ter nesta hora", disse
Lula aos participantes da festa, que
pagaram entre R$ 200 e R$ 5.000 por
convite, nestes tempos de vacas magras
para as finanças do partido.
O
presidente também se pronunciou
sobre o foco atual do discurso oposicionista,
que o acusa de se valer da máquina
de governo para uma campanha não
declarada. "Não tem porque
o PT decidir se vai ter candidato agora
ou não. O PT está investigando
o quadro político. Não
posso deixar de governar para entrar
em uma campanha que só os adversários
querem que eu entre. Vou caminhar até
o limite da lei", argumentou.
Para
Wagner, FHC ajudou
Para
Jaques Wagner, o momento é tão
positivo que até as declarações
do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso,
segundo quem a “ética do PT é
roubar”, favoreceram Lula na pesquisa.
“A entrevista do Fernando Henrique acabou
ajudando”, disse ele.
Wagner
avalia que a demora das CPIs em apresentar
resultados tangíveis também
favoreceu Lula. “Ao povo interessa a
investigação e a punição
dos culpados. Quando se prorroga, acaba
se perdendo o tom. Acaba cansando esse
tipo de noticiário e acaba mostrando
que não é uma investigação
sincera, mas um processo de desgaste”,
disse.
Efeitos
na disputa tucana
As
últimas pesquisas dos institutos
Ibope e Datafolha também apontam
uma recuperação da imagem
do governo e do desempenho eleitoral
de Lula. Uma sondagem não registrada,
encomendada pelo PSDB ao instituto Ipsos,
apontou no mesmo sentido. Mas a CNT/Sensus
é a primeira, desde a eclosão
da crise política do Valerioduto,
a indicar dez pontos de vantagem do
presidente sobre o seu adversário
melhor situado.
Um
efeito colateral da recuperação
de Lula nas pesquisas pode incidir sobre
a disputa no interior do PSDB, entre
os presidenciáveis José
Serra e Geraldo Alckmin. O fato de aparecer
em primeiro nas pesquisas era o principal
trunfo do primeiro. A inversão
dessa tendência favorece o último
no braço de ferro entre tucanos.
O prefeito paulistano teria que abandonar
o cargo três anos antes do prazo
para concorrer à Presidência.
Já o governador Paulista, no
fim do seu segundo mandato, nada tem
a perder.
Com
agências