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Comunistas
ao lado do local onde aconteceu
a Chacina da Lapa |
Para lembrar os trinta
anos da Chacina da Lapa, ocorrida em
dezembro de 1976, militantes e dirigentes
do PCdoB prestaram hoje uma homenagem em
frente ao número 767 da Rua Pio XI, na
capital paulista, onde Ângelo Arroyo,
João Batista Drummond e Pedro Pomar foram
mortos pelos agentes da ditadura militar.
Em ato simbólico, os comunistas que
participaram do curso da Escola Nacional
de Formação caminharam até o local,
onde hoje funciona um prédio comercial, e
levantaram com as mãos as bandeiras do
Brasil e do PCdoB, para relembrar a
importância da luta comunista e
prestigiar aqueles que deram suas vidas
pela bandeira da liberdade e do socialismo
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Frente
da casa construída no número 767,
onde
em 76 foram mortos os dirigentes do
PCdoB |
Esta foi a terceira de
uma série de homenagens prestadas desde
quinta-feira aos célebres dirigentes do
PCdoB. Como forma de manter aceso o
espírito combativo dos três comunistas
assassinados, na tarde do dia 9 o
secretário nacional de Formação,
Adalberto Monteir, apresentou proposta,
acatada pelos presentes, de dar à quarta
turma da Escola Nacional de Formação o
nome "Arroyo, Drummond e Pomar -
heróis da Lapa"
Após a leitura, pelo
professor Augusto Buonicore, de um
histórico que contava as circunstâncias do
crime, Renato Rabelo ressaltou que "o
PCdoB é diferente porque defende uma
grande causa. Seu objetivo não pára no
hoje, mas mira-se no amanhã, na construção
da nova sociedade socialista. É o partido
da ciência, daí a importância da formação
dos comunistas. E é também um partido de
mártires, homens e mulheres que deram suas
vidas por esta bandeira. O PCdoB foi
construído com a argamassa feita pelo
sangue dessas pessoas". Finalizando a
homenagem, o auditório ouviu a canção
"Sangue em Flor", uma composição
portuguesa que lembra a saga dos três
comunistas mortos pela ditadura.
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Dyneas
Aguiar durante homenagem
na tarde de 5ª feira |
Ainda na tarde de
quinta-feira, logo após a aula de Renato
Rabelo, foi a vez dos
militantes prestarem tributo ao histórico
comunista Dynéas Aguiar, vice-prefeito de
Campos do Jordão, que teve papel
indispensável na formação da primeira
Escola Nacional do PCdoB, na década de
80, após os anos de ditadura e
clandestinidade que enfraqueceram o
partido. No auditório, Adalberto Monteiro
entregou uma placa comemorativa, lembrando
a trajetória combativa de Aguiar. "A
nova Escola Nacional do PCdoB não veio do
nada. Ela tem sido erguida baseada no
legado da escola que funcionou entre os
anos 80 e 90. Centenas de militantes que
estiveram na clandestinidade puderam ter
acesso aos fundamentos do marxismo por
meio dela. Foi isso que ajudou o PCdoB a
se reerguer. E o companheiro Dyneas teve
participação fundamental nesse
processo", disse Monteiro.
Emocionado, Dyneas agradeceu dizendo que
sempre esteve a serviço do partido.
Lembrou que "o PCdoB enfrentou
ditaduras e derrotas, mas seus militantes
e dirigentes sempre tiveram força porque
lutavam por uma bandeira, a bandeira
comunista".
De São Paulo,
Priscila Lobregatte
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