Visite a página do Partido Comunista do Brasil

Nova pagina 1

Especiais

 

 

11º Congresso do PCdoB

Crise e corrupção - O Governo sob ataque

Guerra no Iraque

Brasil Sim 
Alca Não

Cuba

Governo Lula

Sindicais

Guerrilha do Araguaia

Juventude

Visite a página da União da Juventude Socialista

Cadastre-se

Receba notícias do Vermelho por e-mail
 


2003 - Top 3
2004 - 1º Lugar
2005 - Top 10

  Brasil

Brasil, sábado, 4 de julho de 2009

22 de janeiro de 2006

ALIANÇAS NA AMÉRICA LATINA
Lula e Toledo inauguram ponte integrando Brasil e Peru, no Acre
 
 
Lula e Toledo durante abertura da cerimônia de inauguração da ponte

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o do Peru, Alejandro Toledo, participaram da inauguração da ponte que liga Assis Brasil, no Acre, a Iñapari, no Peru. Segundo o presidente Lula, a ponte, com 240 metros de extensão, é um grande passo "para consolidar o caminho brasileiro em direção ao Oceano Pacífico".

Em seu discurso, Lula disse que ele, Toledo e o presidente da Bolívia, Carlos Mesa, cumpriram uma promessa feita em agosto de 2004 de deixar de fazer discursos vazios sobre a integração latino-americana e começar a construir uma aliança concreta entre os países da região.

"Esta ponte sobre o Rio Acre é um símbolo maior da aliança estratégica que Peru e Brasil forjaram. Estamos tornando realidade o imenso potencial de cooperação e parceria entre os dois países. Habilitamos nossos cidadãos e nossos produtos a transitar livremente entre os vizinhos, que começam a se conhecer melhor", afirmou Lula, lembrando que a obra foi construída pelo governo do Acre, com apoio do governo federal. "Este é o primeiro passo para realização de outro sonho antigo, a ligação sul-americana entre o Pacífico e o Atlântico", declarou.

Lula ressaltou que a ponte poderá fazer com que as economias do Brasil e do Peru cresçam ainda mais. "É indescritível que um país que tem um potencial como o Brasil, que tem a economia mais rica da América do Sul, que tem a indústria mais forte da América do Sul, não tenha, há 100 anos, pensado em construir uma ponte singela como esta para permitir que nossos povos, que nossos produtos, que nossa cultura possam transitar livremente entre os dois países fazendo com que a economia cresça tanto no Peru quanto no Brasil", declarou.

O governante brasileiro também afirmou que os dois países resolveram "andar com suas próprias pernas". "O que estamos fazendo hoje ao vermos esses povos atravessarem [a fronteira] pela ponte e depois assistirmos a esses dois caminhões que estão ali carregados aguardando a abertura da ponte para fazer a primeira travessia levando produtos brasileiros para Porto Maldonado é a demonstração de que o Brasil e o Peru resolveram, depois de muitos séculos, andar com as próprias pernas, falar com a própria boca, pensar com a própria cabeça", disse.

Direito ao crescimento e à cidadania

Lula disse que o século 21 vai ser o século da América do Sul. "Nós temos consciência disso. Nós, peruanos e brasileiros, queremos ter a melhor relação com o mundo inteiro, a mais democrática, a mais respeitosa, mas também queremos dizer ao mundo que queremos ter o mesmo direito de crescermos, de nos desenvolvermos e de poder gerar riquezas suficientes para garantir que nesse século o povo pobre possa ganhar a mesma cidadania que os americanos e os europeus conquistaram séculos atrás. Queremos garantir que esse empreendimento recupere muito rapidamente o nosso tempo perdido", disse.

Lula também falou que os governos anteriores não haviam feito uma obra como a nova ponte porque tinham uma visão "colonizada". "Não fizeram isso porque não sabiam que precisavam, não fizeram isso porque não sabiam a extensão do nosso PIB, não fizeram porque tinham a cabeça colonizada mesmo depois da conquista da independência. Eram dirigentes que acreditavam que a Europa e os Estados Unidos permitiriam nosso desenvolvimento", afirmou.

Rodovia Interoceânica

Na solenidade, o presidente do Brasil lembrou outra obra importante para a efetiva ligação sul-americana. "Há quatro meses, participamos, em Porto Maldonado, no Peru, do lançamento das obras da rodovia Interoceânica", citou Lula, dando o crédito da iniciativa à Toledo. "Com apoio do meu governo e da iniciativa privada brasileira", completou. Com a rodovia e a nova ponte, o Brasil terá acesso ao Oceano Pacífico por meio dos portos peruanos de Ilo, Maratani e San Juan.

Toledo afirmou que, a partir desse portos, " poderão sair os produtos com direção à Ásia, aos Estados Unidos e Europa, pois já não será necessário ir pelo Atlântico."

A Interoceânica tem 2.600 quilômetros de extensão e, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o custo estimado é de US$ 700 milhões, sendo que US$ 420 milhões serão financiados pelo Programa de Financiamento a Exportação (Proex), do governo brasileiro. O restante dos recursos virá da Corporação Andina de Fomento (CAF) e do governo peruano.

Integração latino-americana

"Como no futebol, onde os gols é que contam, nos governos as obras é que contam. E na obra da ponte Assis Brasil-Iñapari estão a alma e o coração do desejo de integração latino-americana", disse Toledo.

No final de seu discurso, Toledo assumiu o compromisso de, antes do final do seu governo, em julho, empreender todos os esforços para que nada impeça a construção das rodovias Intereoceânicas do sul e do norte. "Mas isso só não basta. Temos que fazer rentáveis as estradas, e, para isso, precisamos de investimentos privados e da construção dos corredores econômicos, cuidando do meio ambiente e respeitando a diversidade cultural dos povos por onde passam essas estradas", disse.

Toledo também disse que, antes de julho, pretende criar duas linhas aéreas ligando Cuzco a Manaus e Rio Branco. "Agora que não precisamos de passaporte para ir e vir, necessitamos de conectividade aérea."

Na cerimônia, o presidente regional de Madre de Dios, do Peru, José de La Rosa de Maestro Rios, conduziu seu discurso em um clima de integração latino-americana. "Esta ponte que unifica dois países irmãos pode acabar com as fronteiras e tornar-nos uma só unidade", disse. "A América Latina se orienta segundo a posição antiimperialista, e o apoio mútuo entre os países deve ser a alternativa a essa conivência [com o imperialismo].

O político peruano afirmou que a obra contribuirá para o desenvolvimento sustentável de sua região. Ele citou o líder seringueiro Chico Mendes ao lado de figuras centrais da história da América do Sul, como Simon Bolívar e José Martí.

Amazônia: "coração do subcontinente"

Lula argumentou que, muitas vezes, a natureza separou o Brasil e o Peru por rios e outras tantas vezes ainda "faltou aos governantes a determinação necessária para superar esses obstáculos e forjar caminhos capazes de um unir nossos povos".

O presidente brasileiro assinalou que o grande objetivo dos dois presidentes é fazer da região amazônica um espaço de integração, aproximando os povos dos dois países e promovendo uma rica convivência "no coração do subcontinente". Na avaliação de Lula, a inauguração da ponte de integração é também o início de um novo capítulo na história dos povos da Amazônia. "Uma história de busca por maior participação no desenvolvimento econômico, social e político dos nossos países", explicou.

A ponte sobre o Rio Acre tem 110 metros de vão livre, com quatro pistas de rolamento e duas passarelas para pedestres. Foram feitos investimentos de cerca de R$ 25 milhões com recursos do governo federal e do governo do Acre.

Segundo o Ministério dos Transportes, a ponte vai trazer mais desenvolvimento às regiões de fronteira do país e novas oportunidades de comércio, além de condições melhores para o escoamento de produtos da Zona Franca de Manaus.

Essa é a segunda ponte inaugurada pelo governo brasileiro no sentido de integrar a América do Sul. A outra liga o Brasil à Bolívia e foi inaugurada em 2004.

O governador do Acre, Jorge Viana, citou em seu discurso a assinatura do Termo de Compromisso entre a Eletronorte e o governo do Acre para as obras de infra-estrutura elétrica, no valor de R$ 170 milhões, para implantação de 530 quilômetros de rede de energia na região, beneficiando tanto o lado peruano quanto o brasileiro.

Mercosul

Lula afirmou que a multiplicação de missões empresariais e a assinatura de acordos de livre comércio entre o Mercosul e o Peru farão o intercâmbio Brasil-Peru ultrapassar o recorde de US$ 1,4 bilhão alcançado em 2005.

Segundo ele, as relações bilaterais entre Brasil e Peru "atravessam um período excepcional". Prova disso, exemplificou, são as ações concretas de cooperação e a intensificação do intercâmbio em todas as áreas. "Nossa aliança estratégica gerou compromissos fundamentais. Pela via do comércio, estamos entrelaçando as duas economias, cada vez mais complementadas", destacou.

Também estavam entre os presentes os ministros da Fazenda, Antônio Palocci, dos Transportes, Alfredo Nascimento, de Minas e Energia, Silas Rondau, do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, e do Meio Ambiente, Marina Silva.

Da redação,
Érika Finati,
Com Agência Brasil

Hit Counter

Untitled Document

Voltar

Comente este artigo
Imprimir
Enviar

..:: Diário Vermelho ::..

NACIONAIS

• Até o momento não há Notícias Nacionais

INTERNACIONAIS

• Até o momento não há Notícias Internacionais

 
VERMELHO.ORG.BR