O deputado Moisés Diniz afirmou
ontem que a esquerda brasileira, especialmente
o movimento popular, deve organizar manifestações
de apoio ao presidente eleito da Bolívia,
Evo Morales. O líder indígena
aymara, segundo as pesquisas de boca de
urna, venceu as eleições
presidenciais da Bolívia, com 51%
dos votos.
O deputado do PCdoB afirma que, depois
de 500 anos, um país sul-americano
elege um líder indígena
para presidente. O parlamentar acha que,
além do preconceito, Morales será
perseguido por todos aqueles que se submetem
ao pensamento econômico dos Estados
Unidos.
“Evo Morales sofrerá interdição
ideológica e política tanto
quanto Hugo Chavez. O problema é
que a Bolívia não tem os
petrodólares que tem a Venezuela,
para sustentar a sua posição
política e econômica. Por
isso a importância de se iniciar,
rapidamente, um movimento de solidariedade
ao líder indígena das Américas”,
afirmou o parlamentar.
Diniz considera que a posição
radicalizada de Evo Morales em defesa
da nacionalização do gás
de seu país provocará reações
até no Brasil. É que a Petrobrás
é uma das principais companhias
que operam na Bolívia. O parlamentar,
todavia, alerta que o discurso estará
voltado para a plantação
de coca por parte das camadas pobres bolivianas.
“A campanha contra Morales vai
focar a questão do uso natural
da coca pelos indígenas e pelos
camponeses. Eles vão falar da folha
da coca, mas todo mundo sabe que o problema
é o gás”, advertiu
Diniz.
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