Fale Conosco | Marxismo + Brasil | Editorial | Busca: 

Visite a página do Partido Comunista do Brasil

Nova pagina 1

Especiais

 

 

11º Congresso do PCdoB

Crise e corrupção - O Governo sob ataque

Guerra no Iraque

Brasil Sim 
Alca Não

Cuba

Governo Lula

Sindicais

Guerrilha do Araguaia

Juventude

Visite a página da União da Juventude Socialista

Cadastre-se

Receba notícias do Vermelho por e-mail
 


2003 - Top 3
2004 - 1º Lugar
2005 - Top 10

  Brasil

Brasil, terça-feira, 7 de outubro de 2008

5 de novembro de 2005

integração latinoamericana

Declaração final da 3ª Cúpula dos Povos diz um não definitivo à Alca

 

Com a decisão de que a Alca deve ser sepultada para sempre e um não definitivo ao livre comércio, a militarização e a dívida, concluiu na noite de quinta-feira (3) a 3ª Cúpula dos Povos. Na Declaração Final, aprovada após três dias de debates em torno de 150 fóruns, os milhares de delegados dos países do continente se pronunciaram pela luta também para pôr fim à pobreza, o desemprego e a exclusão social.

“Como antes em Santiago do Chile e em Quebec, nos temos encontrado novamente frente à Cúpula das Américas que reúne os presidente de todo continente, com a exclusão de Cuba, porque os discursos oficiais continuam carregando palavras sobre democracia e luta contra pobreza, os povos continuamos sem sermos levados em conta na hora de decidir sobre nossos destinos”, expressa o documento.

O texto afirma que a reunião propiciou o aprofundamento da resistência às calamidades neoliberais orquestradas pelo Império do norte e da decisão de de continuar construindo alternativas. “Vimos demonstrando que é possível mudar o curso da história e nos comprometemos a continuar avançando por esse caminho”, reforça.

O documento lembra que na 3ª Cúpula das Américas em Québec, os Estados Unidos forçou a fixar 1º de janeiro de 2005 como data para a entrada em vigor do acordo para a Área de Livre Comércio para as Américas (Alca) e culminar as negociações em quarto fórum de Mar Del Plata.

“Mas em primeiro de janeiro de 2005 amanhecemos sem Alca e a cúpula oficial da Argentina chegou finalmente com as negociações da Alca estancadas. Hoje estamos também aqui para comemorar!”, exclama a Declaração, que ao mesmo tempo, ressalta que a Casa Branca insiste em impor sua hegemonia mediante acordos de livre comércio bilaterais ou regionais, como o conseguido na América Central e que buscam com os países andinos.

Denuncia que esse estratégia para afirmar sua política a favor das corporações norte-americanas vêm acompanhada de uma crescente militarização do continente e de bases militares. “Agora para dar a última cartada – diz o texto - o genocida George W. Bush vem à Cúpula de Mar Del Plata para tentar elevar sua política de segurança a compromisso continental com o pretexto do combate ao terrorismo, quando a melhor forma de acabar com ele seria reverter sua política intervencionista e colonialista”.

Qualificadas como palavras vazias e propostas demagógicas, as formulações nos documentos finais da 4ª Cúpula das Américas referidas ao combate à pobreza e à geração de emprego, pois o concreto é a perpetuação de um modelo que fez mais miserável e injusto ao continente com a pior distribuição da riqueza no mundo.

Remarca que para impor essas políticas Washington e seus cúmplices chantagem com a dívida externa, para impedir o desenvolvimento dos povos em violação de todos os direitos humanos. “A declaração dos presidentes não oferece nenhuma saída concreta, como seria a anulação e não pagamento da dívida ilegítima, a restituição do que se tem cobrado demais e o ressarcimento das dívidas históricas, sociais e ecológicas aos povos de nossa América”.

A 3ª Cúpula dos Povos expressa sua Declaração Final, não somente denuncia esta situação, senão que resiste esta política e vem construindo alternativas populares a partir da solidariedade e a unidade. Por isso, adotou 10 pontos nos quais demanda que se suspendam imediata e definitivamente as negociações da Alca e reafirma o emprego de favorecer e impulsionar processos próprios de integração regional, como a Alternativa Bolivariana de América Latina e o Caribe (Alba).

O texto reclama também da anulação da dívida externa, que qualifica de ilegítima, injusta e impagável, e assume a luta dos povos do subcontinente pela distribuição eqüitativa da riqueza, com trabalho digno e justiça social, para erradicar a pobreza, o desemprego e a exclusão social.

A soberania alimentar dos povos, a agricultura sustentável e uma reforma agrária integral, assim como um rechaço enérgico a militarização do continente são outros pontos incluídos.

A Cúpula dos Povos condenou os Estados Unidos pela dupla moral, evidenciada quando fala de lutar contra o terrorismo enquanto que protege o terrorista Luis Posada Carriles e mantém na prisão cinco patriotas cubanos para os quais exigem imediata liberdade. Nesta 3ª Cúpula dos Povos da América, conclui o documento assumimos o compromisso de redobrar a resistência, fortalecer a unidade na diversidade e convocar uma nova e maior mobilização continental para enterrar a Alca para sempre e construir ao mesmo tempo a alternativa de uma América justa, livre e solidária.

O documento, adotando um massivo ato no estádio polideportivo, será lido e votado amanhã na marcha contra a presença de Bush e a manifestação final.

Hit Counter

Untitled Document

Voltar

Comente este artigo
Imprimir
Enviar

 
..:: Diário Vermelho ::..

NACIONAIS

• Até o momento não há Notícias Nacionais

INTERNACIONAIS

• Até o momento não há Notícias Internacionais

 
VERMELHO.ORG.BR