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O
impasse continua na 4ª Cúpula das Américas,
em Mar del Plata, na Argentina. Diante da
falta de entendimento, os negociadores dos
34 países que participam da 4ª Cúpula das Américas
deixaram para os chefes de Estado e de
governo a conclusão dos debates. Os líderes
dos países se reúnem hoje com a missão de
destravar o processo, mas a proposta de
criar o cronograma pode realmente passar.
Após três
dias de intensa queda de braço, os países
se dividiram, apesar de, segundo a
imprensa internacional, a maioria numérica –
27 – ter concordado com a proposta de estabelecer
um cronograma de reuniões e de prazos para a
implementação da Alca. Do outro lado,
ficaram os quatro países do Mercosul –
Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – e a
Venezuela. A diferença é que o bloco quer
continuar negociando, mas sem pressões ou
datas para a implementação do livre
comércio.
Já o
presidente venezuelano Hugo Chávez avisou
que não aceita nenhum tipo de discussão
sobre a Alca, alegando que ela já "nasceu
morta". Segundo os negociadores brasileiros
que participam das reuniões e acompanham as
divergências, "o Mercosul não tem a mesma
pressa que os demais. É mais flexível e
entende que, antes de concretizar a Alca, é
preciso definir regras claras para acordos
trabalhistas e na área de subsídios
agrícolas, por exemplo".
Os outros
países, liderados pelo México, importante
aliado dos EUA na região, defendem uma
reunião já para abril do ano que vem, na
contramão do processo de integração, ou
seja, para acelerar a integração comercial.
No
entendimento dos quatro países do bloco, a
resistência não representa o isolamento do
Mercosul, como a imprensa tem destacado.
"Até porque, na Cúpula, todas as decisões
devem ser tomadas por consenso", disse o
negociador. As diferenças incluem, além da
Alca, o texto sobre a situação trabalhista
dos imigrantes, dentro do item sobre a
geração de trabalho – principal tema da
Cúpula, principalmente na opinião do Brasil
e da Argentina.
Outras
divergências são sobre o uso da Organização
Mundial do Comércio (OMC) como órgão máximo
sempre que ocorrerem discussões comerciais
(posição defendida pelos países do Mercosul)
e sobre os subsídios agrícolas, apontados
por este mesmo bloco como principal barreira
à geração de trabalho e, conseqüentemente, a
governabilidade.
Com
agências internacionais.
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