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Brasil, segunda-feira, 8 de setembro de 2008

4 de novembro de 2005

mar del plata

4ª Cúpula das Américas: presidentes continuam discussões sobre Alca

 

O impasse continua na 4ª Cúpula das Américas, em Mar del Plata, na Argentina. Diante da falta de entendimento, os negociadores dos 34 países que participam da 4ª Cúpula das Américas deixaram para os chefes de Estado e de governo a conclusão dos debates. Os líderes dos países se reúnem hoje com a missão de destravar o processo, mas a proposta de criar o cronograma pode realmente passar.

Após três dias de intensa queda de braço, os países se dividiram, apesar de, segundo a imprensa internacional, a maioria numérica – 27 – ter concordado com a proposta de estabelecer um cronograma de reuniões e de prazos para a implementação da Alca. Do outro lado, ficaram os quatro países do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – e a Venezuela. A diferença é que o bloco quer continuar negociando, mas sem pressões ou datas para a implementação do livre comércio.

Já o presidente venezuelano Hugo Chávez avisou que não aceita nenhum tipo de discussão sobre a Alca, alegando que ela já "nasceu morta". Segundo os negociadores brasileiros que participam das reuniões e acompanham as divergências, "o Mercosul não tem a mesma pressa que os demais. É mais flexível e entende que, antes de concretizar a Alca, é preciso definir regras claras para acordos trabalhistas e na área de subsídios agrícolas, por exemplo".

Os outros países, liderados pelo México, importante aliado dos EUA na região, defendem uma reunião já para abril do ano que vem, na contramão do processo de integração, ou seja, para acelerar a integração comercial.

No entendimento dos quatro países do bloco, a resistência não representa o isolamento do Mercosul, como a imprensa tem destacado. "Até porque, na Cúpula, todas as decisões devem ser tomadas por consenso", disse o negociador. As diferenças incluem, além da Alca, o texto sobre a situação trabalhista dos imigrantes, dentro do item sobre a geração de trabalho – principal tema da Cúpula, principalmente na opinião do Brasil e da Argentina.

Outras divergências são sobre o uso da Organização Mundial do Comércio (OMC) como órgão máximo sempre que ocorrerem discussões comerciais (posição defendida pelos países do Mercosul) e sobre os subsídios agrícolas, apontados por este mesmo bloco como principal barreira à geração de trabalho e, conseqüentemente, a governabilidade.

Com agências internacionais.

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