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As discussões sobre a Área de Livre
Comércio das Américas (Alca) devem ser
adiadas até a reunião da Organização Mundial
do Comércio (OMC) em Hong Kong, em dezembro
próximo. Foi o que defendeu ontem o ministro
argentino da Economia, Roberto Lavagna, em
conversa com o secretário de Comércio dos
Estados Unidos, Carlos Gutiérrez. "Alguns
países já firmaram certos acordos e, para
eles, a questão agrícola não é central, mas
para o Mercosul é um tema fundamental",
disse Lavagna a Gutiérrez, segundo um
funcionário do governo argentino.
A declaração de Lavagna ocorreu no
momento em que representantes dos 34 países
que participam da 4ª Cúpula das Américas, em
Mar del Plata, tentam destravar as
discussões sobre os acordos que serão
firmados pelos presidentes na próxima quinta
e sexta-feira no evento. Há muito pressão
dos EUA e Canadá para incluir a Alca na
agenda da região, mas os principais líderes
latino-americanos têm se manifestado contra.
"Na declaração final de Mar del Plata haverá
uma menção sobre o processo da Alca, que
segue em aberto", registrou Lavagna.
Os Estados Unidos tentam destravar o
processo de formação da Alca, enquanto
outros países defendem um avanço vinculado
ao compromisso de redução dos subsídios
agrícolas aplicados pelas grandes economias
do norte. "Estes temas serão tratados em
Hong Kong e é melhor esperar os resultados
para se fazer uma avaliação", disse Lavagna
a Gutiérrez, que não participará da Cúpula.
Sobre a reunião da OMC em Hong Kong, as
duas partes "concordaram em manifestar sua
preocupação com a oferta européia em matéria
agrícola", revelou o funcionário. Lavagna
também pediu a Gutiérrez que os Estados
Unidos aprovem uma abertura dos mercados de
cítricos e carnes argentinas.
Com agências.
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