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Brasil, sábado, 4 de julho de 2009

31 de outubro de 2005

Propina
CartaCapital denuncia caixa 2 de ACMs e seus aliados


A matéria de capa da revista CartaCapital desta semana, intitulada "No tabuleiro da baiana tem", denuncia um esquema da pagamentos irregulares envolvendo a estatal Bahiatursa, subordinada à Secretaria de Cultura e Turismo (SCT) da Bahia, a agência de publicidade Propeg e a ONG Oficina das Artes. O governador da Bahia, Paulo Souto, é do PFL, mesmo partido do ex-governador e atual senador Antônio Carlos Magalhães e do deputado federal ACM Neto.

A publicação cita um relatório de junho deste ano preparado por Pedro Lino, um dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, segundo o qual a Bahiatursa teria movimentado, entre 2003 e 2005, R$ 101 milhões através de uma conta não registrada. Dos R$ 101 milhões citados na reportagem, R$ 48,1 milhões teriam sido depositados nas contas da Propeg, empresa administrada pelo publicitário carlista Fernando Barros. A conta do Bradesco 0800-1, de onde os recursos foram sacados, não está registrada nem no Sistema de Informações Contábeis e Financeiras (Sicof) nem no Sistema de Gestão de Gastos Públicos (Sigap).

Dupla tributação

A revista informa também que o atual presidente da Bahiatursa, Cláudio Taboada, foi indicado para o cargo pelo deputado ACM Neto. Segundo a matéria, entre 2003 e 2005 a Bahiatursa fez, por intermédio da Propeg, contratos de R$ 10,5 milhões com a ONG Oficina das Artes. A entidade tem cinco funcionários da SCT entre os sócios e dois outros no conselho fiscal. Além disso, a Bahiatursa também realizou convênios com a Sociedade Cultural Auguste Rodin que incluíam pagamentos por constultoria de "feng shui" e compra de camisas de grife para o engenheiro responsável pelo projeto do Museu Rodin.

O secretário de Cultura e Turismo, Paulo Gaudenzi, alega desconhecer o movimento de depesas e receitas da Bahiatursa. Já o secretário de Fazenda da Bahia, Albérico Mascarenhas, que integra o Conselho de Administração da estatal, explica que a conta 0800-1 recebe repasses de aumento de capital da Bahiatursa desde 1988, contabilizados como despesa "para evitar dupla tributação".

Com informações da
revista CartaCapital

 

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