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Brasil, quinta-feira, 20 de novembro de 2008

28 DE OUTUBRO DE 2005

TOLEDO & ASSOCIADOS

Pesquisa aponta 51% de imagem
positiva do governo Lula

Avaliação do governo Lula por "classes"
de renda: mais crítica entre os mais ricos

A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é positiva para 51,0% dos brasileiros e negativa para 48,1%. A conclusão é do instituto de pesquisa de mercado Toledo & Associados, que divulgou nesta quinta-feira os resultados de uma sondagem.

Este resultado positivo para o governo apresenta consideráveis variações conforme a faixa de renda do pesquisado. Na chamada classe A, mais rica, a desaprovação – avaliação "ruim", "péssimo" ou "regular para ruim" – soma 64,2%. Ela cai para 62,6% na "classe" B. Chega a 47,7% na "classe" C, a mais numerosa, que garante a imagem positiva do governo. E volta a subir, para 54,8%, na "classe" D. (veja o gráfico ao lado).

A pesquisa Toledo restringiu-se a 12 capitais de Estado (de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo) e baseou-se em 2.022 questionários coletados entre 8 e 15 de outubro. Outra particularidade é que ela ouviu apenas eleitores maisores de 25 anos. A margem de erro é de 2,2 pontos para mais ou para menos.

Reeleição incerta

A Toledo & Associados também empregou um critério próprio para indagar sobre a eleição do ano que vem. Em vez das clássicas pesquisas com um leque determinado de presidenciáveis, perguntou: "Pensando nas eleições para presidente em 2006, votaria pela reeleição do presidente Lula?".

As respostas deram 58,0% de "Não", 32,7% de "Sim" e 9,2% de "Não sei". E mais uma vez se distribuiram desigualmente na pirâmide social. Na "classe" A, o "Não" chegou a 64,2% e o "Sim" reduziu-se a 23,9%. Na extremidade oposta, "classe" C, os resultados foram 54,3% e 35,8%.

Quanto à distribuição geográfica, São Paulo fou a capital mais hostil ao governo na maioria das perguntas. Enquanto o Recife e Manaus foram as mais governistas. No Recife, 50,0% dos pesquisados disseram que votariam em Lula, contra 46,7% que não votariam.

O governo e a corrupção

Os entrevistados também opinaram sobre a corrupção atual do governo Lula. A resposta mais citada, ou seja, 43% dos entrevistados acreditam que a “corrupção é igual a que existia no governo de Fernando Henrique Cardoso”. Outros 15% acham que a “corrupção no atual governo seja menor do que a do anterior” e 40% afirmam que “a corrupção é maior”.

Outra pergunta buscou captar as opiniões sobre a atitude do governo Lula frente à corrupção. Para 38% o presidente tem boas intenções, mas não está sendo capaz de colocá-las em prática; 29% acreditam que o presidente participa da corrupção; 19% acham que o presidente é inocente, mas não trabalha para acabar com a corrupção; e 8% afirmam que o presidente está tendo sucesso no combate à corrupção.

Ponto forte, Fome Zero; ponto fraco, impostos

Quanto às áreas de ação do governo, Fome Zero, combate ao desemprego e política externa tiveram avaliação predominantemente positica. Juros, relação com o Congresso, combate à corrupção, número de viagens internacionais e impostos federais foram avaliados negativamente. A maior desaprovação foi quanto aos impostos: 73% de desaprovação contra 13% de aprovação.

Dos entrevistados, 54% acreditam que as CPIs “vão acabar em pizza”, 38% acham que “apenas alguns serão denunciados”, 8% crêem que “os realmente culpados serão denunciados” e 2% não sabem.

Mas a pesquisa indicou uma expectativa moderadamente otimista sobre o futuro do país. A resposta mais freqüente foi que a situação permanecerá igual (39%). Os que acreditam em melhora são 31% e em piora 27%.

A Toledo aferiu os seguintes índices de confiança-desconfiança para algumas instituições. Os resultados são os seguintes, por ordem decrescente de desconfiança:

Instituição Confia nela?
Sim Não Neutro
Câmara dos deputados 18% 68% 13%
Senado federal 20% 65% 14%
Poder Judiciário (Tribunais/juízes) 39% 44% 16%
Promotores públicos 43% 40% 16%
Imprensa 54% 28% 17%
OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) 50% 31% 17%
Igrejas 61% 25% 12%

Clique aqui para ver o relatório da pesquisa Toledo

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