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Brasil, quinta-feira, 20 de novembro de 2008

27 de outubro de 2005

processo bolivariano

Chávez: “Fidel e eu estamos conspirando”

 


“Fidel e eu estamos conspirando, conspirando permanentemente contra a morte, contra a fome, a miséria, as enfermidades, contra esse pobreza que assola o nosso povo e ajudando a quantos possamos, não somente na América senão no mundo”. Essa foi a afirmação do presidente venezuelano Hugo Chávez durante sua intervenção no encontro que teve com o Movimento do Empresariado Francês (Medef), que agrupa mais de 750 empresas francesas de todo tipo, exceto agricultura.

A partir de Paris, considerou que se deve continuar lutando contra a miséria e a pobreza que atinge milhões, e ao mesmo tempo ressaltou que as alianças estratégicas com a França “são necessárias e imprescindíveis” e que espera estabelecer uma “aliança superior” com a França. Saúde e moradia são temas prioritários para o governo bolivariano. E existe uma fonte vontade de estabelecer uma aliança estratégica com a França para a fabricação de medicamentos a baixo custo e a construção de moradias para os venezuelanos.

O presidente se referiu ao tema da saúde, particularmente à fabricação de medicamentos ao menor custo possível. “Na conversa que tivemos com De Villepin, ele propôs como um dos temas nos quais França quer cooperar conosco e lhe demos as boas vindas a essa intenção, a essa oferta tão útil e tão necessária, não somente para o povo venezuelano senão para muitos povos do nosso continente”.

Ele considerou que “uma aliança estratégica para produzir medicinas ao mais baixo custo possível é vital para o mundo” pela aparição de novas enfermidades a cada dia. Não obstante, assegurou que “a enfermidade geral é a fome, porque daí vêem muitas outras doenças, não somente físicas, mas morais e sociais”. Em seguida, propôs dar a essa questão “o lugar número um na lista de prioridades” e estabelecer “uma verdadeira aliança estratégica e instalemos na Venezuela plantas de fabricação de diversos medicamentos e baixemos os custos até onde possamos”.

Sobre o convênio assinado entre Cuba e Venezuela, que envolve 20 mil médicos que se dedicam à medicina integral comunitária, comentou que “médicos com uma suprema consciência social, não como alguns que se não pagar não te atendem, médicos que, como Cristo, vão pelos caminhos dos pobres para prevenir enfermidades”. Chávez fez um chamado à reflexão e perguntou quantas mulheres não perdem seu bebê antes de parir ou logo depois somente porque não tomou uma pastilha de ácido fólico? Quantas crianças não podem chegar a serem adultos porque sua mãe não tem quem o atendesse ou detectasse a tempo um probleminha? Quantas mães não morrem no parto?

O presidente assegurou que “a mortalidade infantil na América está em torno de 27 por cada mil nascidos vivos, que morrem antes de cumprir um ano. Em Cuba, é de 5 por cada mil. Na Venezuela, estávamos em 24, agora estamos em 16 e ainda é terrivelmente alto”. O líder bolivariano ressaltou que pela primeira vez na Venezuela estão sendo realizadas campanhas massivas de vacinação para bebês, além do seu registro, “porque as crianças pobres não tinham registro”. Segundo Chávez, agora está aumentando a atenção à mulher grávida e o parto com atenção médica especializada.

Construção de novos povos

O presidente bolivariano também comentou que a questão da moradia “é um drama para os venezuelanos e para os povos do terceiro mundo. Esse é um dos símbolos horríveis do subdesenvolvimento” e ressaltou que seu país avançou bastante nesse sentido, fazendo “mudanças estruturais no governo”: “Recentemente fundamos o ministério da Moradia e Habitação, e estamos reestruturando todas aquelas velhas instituições, muito burocratizadas, com muita corrupção que funcionavam de maneira autônoma e com planos anarquizados. Agora temos cada dia maior grau de coesão e de eficiência”.

Chávez ressaltou que sua intenção é alcançar uma aliança estratégica com empresas francesas dedicadas à construção de casas. Além disso, foi aprovado pelo ministério recentemente um projeto que determina a diminuição das taxas de interesse para permitir a aquisição de moradias, sobretudo para as camadas populares. “Estamos subsidiando a moradia, tem que ser subsidiada, principalmente nos países como os nossos onde a necessidade é tão grande os custos aumentaram muito e ainda existem muitas limitações de poder aquisitivo para muita gente”.

Sobre os planos de desenvolvimento da nação venezuelana, Chávez destacou que é preciso redistribuir a população e para isso é necessária a fundação de novos povos. E Chávez assegurou que a França pode contribuir com esse projeto. “Temos grandes estratégias, vocês podem nos ajudar na construção de novos povos, de novas urbanizações, de novas cidades com um conceito integral”.

As informações são da Argenpress.


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