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“Fidel e eu estamos conspirando, conspirando
permanentemente contra a morte, contra a
fome, a miséria, as enfermidades, contra
esse pobreza que assola o nosso povo e
ajudando a quantos possamos, não somente na
América senão no mundo”. Essa foi a
afirmação do presidente venezuelano Hugo
Chávez durante sua intervenção no encontro
que teve com o Movimento do Empresariado
Francês (Medef), que agrupa mais de 750
empresas francesas de todo tipo, exceto
agricultura.
A partir de Paris, considerou que se deve
continuar lutando contra a miséria e a
pobreza que atinge milhões, e ao mesmo tempo
ressaltou que as alianças estratégicas com a
França “são necessárias e imprescindíveis” e
que espera estabelecer uma “aliança
superior” com a França. Saúde e moradia são
temas prioritários para o governo
bolivariano. E existe uma fonte vontade de
estabelecer uma aliança estratégica com a
França para a fabricação de medicamentos a
baixo custo e a construção de moradias para
os venezuelanos.
O presidente se referiu ao tema da saúde,
particularmente à fabricação de medicamentos
ao menor custo possível. “Na conversa que
tivemos com De Villepin, ele propôs como um
dos temas nos quais França quer cooperar
conosco e lhe demos as boas vindas a essa
intenção, a essa oferta tão útil e tão
necessária, não somente para o povo
venezuelano senão para muitos povos do nosso
continente”.
Ele considerou que “uma aliança
estratégica para produzir medicinas ao mais
baixo custo possível é vital para o mundo”
pela aparição de novas enfermidades a cada
dia. Não obstante, assegurou que “a
enfermidade geral é a fome, porque daí vêem
muitas outras doenças, não somente físicas,
mas morais e sociais”. Em seguida, propôs
dar a essa questão “o lugar número um na
lista de prioridades” e estabelecer “uma
verdadeira aliança estratégica e instalemos
na Venezuela plantas de fabricação de
diversos medicamentos e baixemos os custos
até onde possamos”.
Sobre o convênio assinado entre Cuba e
Venezuela, que envolve 20 mil médicos que se
dedicam à medicina integral comunitária,
comentou que “médicos com uma suprema
consciência social, não como alguns que se
não pagar não te atendem, médicos que, como
Cristo, vão pelos caminhos dos pobres para
prevenir enfermidades”. Chávez fez um
chamado à reflexão e perguntou quantas
mulheres não perdem seu bebê antes de parir
ou logo depois somente porque não tomou uma
pastilha de ácido fólico? Quantas crianças
não podem chegar a serem adultos porque sua
mãe não tem quem o atendesse ou detectasse a
tempo um probleminha? Quantas mães não
morrem no parto?
O presidente assegurou que “a mortalidade
infantil na América está em torno de 27 por
cada mil nascidos vivos, que morrem antes de
cumprir um ano. Em Cuba, é de 5 por cada
mil. Na Venezuela, estávamos em 24, agora
estamos em 16 e ainda é terrivelmente alto”.
O líder bolivariano ressaltou que pela
primeira vez na Venezuela estão sendo
realizadas campanhas massivas de vacinação
para bebês, além do seu registro, “porque as
crianças pobres não tinham registro”.
Segundo Chávez, agora está aumentando a
atenção à mulher grávida e o parto com
atenção médica especializada.
Construção de novos povos
O presidente bolivariano também comentou
que a questão da moradia “é um drama para os
venezuelanos e para os povos do terceiro
mundo. Esse é um dos símbolos horríveis do
subdesenvolvimento” e ressaltou que seu país
avançou bastante nesse sentido, fazendo
“mudanças estruturais no governo”:
“Recentemente fundamos o ministério da
Moradia e Habitação, e estamos
reestruturando todas aquelas velhas
instituições, muito burocratizadas, com
muita corrupção que funcionavam de maneira
autônoma e com planos anarquizados. Agora
temos cada dia maior grau de coesão e de
eficiência”.
Chávez ressaltou que sua intenção é
alcançar uma aliança estratégica com
empresas francesas dedicadas à construção de
casas. Além disso, foi aprovado pelo
ministério recentemente um projeto que
determina a diminuição das taxas de
interesse para permitir a aquisição de
moradias, sobretudo para as camadas
populares. “Estamos subsidiando a moradia,
tem que ser subsidiada, principalmente nos
países como os nossos onde a necessidade é
tão grande os custos aumentaram muito e
ainda existem muitas limitações de poder
aquisitivo para muita gente”.
Sobre os planos de desenvolvimento da
nação venezuelana, Chávez destacou que é
preciso redistribuir a população e para isso
é necessária a fundação de novos povos. E
Chávez assegurou que a França pode
contribuir com esse projeto. “Temos grandes
estratégias, vocês podem nos ajudar na
construção de novos povos, de novas
urbanizações, de novas cidades com um
conceito integral”.
As informações são da Argenpress.
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