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Este é o
sexto congresso do Partido Comunista do
Brasil que conta com a participação do
operário Maurício Ramos, o Mauricinho,
diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do
Rio de Janeiro e, desde 1981, militante do
PCdoB. “Estamos realizando um grande
feito, uma proeza! É o primeiro congresso
realizado sem o João Amazonas, mas ele foi
o nosso professor, o nosso educador, o
nosso ideólogo, o que nos permitiu fazer
deste um congresso vitorioso. A
coordenação e o estilo do Renato Rabelo
propiciaram a condução firme do Partido
numa situação nova, de grandes disputas
políticas, mas perseverando no nosso rumo,
no objetivo da conquista do socialismo”,
avalia Mauricinho.
Quando
participou do 6º Congresso, em 1983,
Mauricinho ainda não era dirigente
sindical e o PCdoB vivia uma situação de
semi-clandestinidade. “Desde então,
enfrentamos muitas turbulências e nos
preparamos para ocupar maiores espaços.
Viemos ampliando nossa ação e influência,
consolidando uma posição anti-neoliberal.
Nossa presença entre os trabalhadores
cresceu, nossa atuação no movimento
sindical também. Para este Congresso, na
capital do Rio nós mobilizamos 280
trabalhadores, dos quais 40% eram gente
nova no Partido. Isso é um crescimento
real entre os trabalhadores. Após a
Conferência Municipal, eu fui à fábrica da
PEM Engenharia, que está construindo a
Plataforma P-51, e um operário veio
sorrindo em minha direção, dizendo:
‘Mauricinho, entrei no seu Partido, entrei
no PCdoB’. Também recentemente, o
Sindicato dos Metalúrgicos liderou uma
greve vitoriosa que resultou em filiações
importantes de operários para o Partido”.
Mauricinho
integrou uma das mesas que dirigiram a
plenária final do Congresso: “Fiquei
admirado com o elevado nível das
intervenções feitas pelos camaradas de
todos os estados no Congresso. É visível o
crescimento quantitativo e qualitativo,
político, da nossa militância. Este
Congresso vai possibilitar um salto, um
avanço da nossa luta pelo socialismo”.
De Brasília,
Carlos Pompe |