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Batista durante
intervenção |
Acaba de ser concluída a intervenção
especial de João Batista Lemos, secretário
sindical do PCdoB no 11º Congresso, que
acontece até o próximo dia 23 na Academia
de Tênis, em Brasília. Inicialmente,
Batista fez um balanço da situação do
trabalhador brasileiro, destacando que
“durante os últimos 25 anos o Brasil tem
vivido uma crise econômica estrutural, que
colocou em questão as perspectivas de
desenvolvimento e em certa medida a própria
soberania. Tivemos duas décadas perdidas.
A estagnação da renda per capta, que
cresceu em média apenas 0,33% ao ano desde
1981, acirrou os conflitos em torno da
distribuição da renda e agravou os
problemas sociais, prejudicando
principalmente os trabalhadores”.
No entanto, ressaltou que “o
crescimento da economia em 2004 e 2005,
embora abaixo do potencial nacional e
contido pelas políticas monetária e fiscal
aliviou a situação, mas não alterou
substancialmente o quadro da crise, nem
resgatou a dívida social, como se pode
deduzir pelas taxas de desemprego nas
principais regiões metropolitanas do país,
estimadas em mais de 17% pelo DIEESE”.
Em seguida, o dirigente comunista
enfatizou a importância da classe
proletária na luta por um novo projeto
nacional de desenvolvimento, com
distribuição de renda e valorização do
trabalhador e do salário mínimo,
diagnosticando também a desestruturação do
movimento sindical: “Reconhecer a
centralidade do trabalho e do proletariado
na luta política da atualidade não nos
autoriza a ignorar a crise que se abateu
sobre o movimento sindical, os partidos
comunistas e progressistas e o
proletariado. Para que tenha êxito, a luta
por mudanças pressupõe grandes
mobilizações políticas de massas e o
fortalecimento das organizações sociais e
elevação do seu nível de intervenção nas
batalhas políticas, bem como e
destacadamente da presença e influência do
PCdoB entre os trabalhadores”. Veja abaixo
a íntegra de sua intervenção.
De Brasília,
Priscila Lobregatte
ACUMULAR FORÇAS NO PROLETARIADO
* João Batista Lemos
A crescente oposição da classe
trabalhadora e dos povos da América Latina
às políticas neoliberais ditadas pelo
fracassado “Consenso de Washington” é um
dos fenômenos mais significativos deste
momento da nossa história. Indica que a
direção dos ventos da luta de classes, até
agora determinada pela ofensiva
reacionária dos neoliberais, pode mudar.
Embora com diferentes ênfases, e de um
modo mais revolucionário na Venezuela, um
processo de mudanças parece estar em curso
na região. Este processo vem também se
manifestando nos países centrais a partir
da resistência da classe trabalhadora
contra as medidas que visam reduzir os
direitos sociais conquistados. A vitória
de Lula em 2002 foi uma expressão deste
movimento mais geral de oposição popular
ao neoliberalismo.
De outro lado, fortalecidas pela crise
política, as forças conservadoras e de
direita, lideradas pelo PSDB, se articulam
visando reconquistar o Palácio do Planalto
em 2006 e aprofundar a orientação
neoliberal. Ao mesmo tempo, continuam a
pressionar pela blindagem da política
monetária (ampliando a autonomia do Banco
Central) e um maior arrocho fiscal.
A luta contra o neoliberalismo e por
mudanças sociais não se esgotou no governo
Lula. Adquiriu antes novas características
e maior complexidade. Tende a se desdobrar
em confrontos de classes ainda mais
radicais no futuro. É neste contexto que
devemos analisar o trabalho e a
perspectiva dos comunistas na classe
operária e no movimento sindical
brasileiro, tendo em vista que o PCdoB, no
apoio ao governo Lula, vive um período de
acumulação de forças.
Como anda a situação dos
trabalhadores?
Durante os últimos 25 anos o Brasil tem
vivido uma crise econômica estrutural, que
colocou em questão as perspectivas de
desenvolvimento e em certa medida a
própria soberania. Tivemos duas décadas
perdidas. A estagnação da renda per capta,
que cresceu em média apenas 0,33% ao ano
desde 1981, acirrou os conflitos em torno
da distribuição da renda e agravou os
problemas sociais, prejudicando
principalmente os trabalhadores.
O quadro piorou com a hegemonia das
idéias neoliberais e aplicação das
políticas correspondentes a partir dos
anos 90 do século passado. Orientado para
a depreciação da força de trabalho e a
intensificação do domínio e da espoliação
imperialista, o neoliberalismo deixou uma
herança perversa de dependência econômica
e degradação das relações sociais.
Embora com uma economia de porte
respeitável (a oitava do mundo quando
medida pela Paridade de Poder de Compra),
o Brasil ostenta o vergonhoso título de
vice-campeão mundial da desigualdade
social, exibindo o segundo pior perfil de
distribuição da renda entre as nações, à
frente apenas de Serra Leoa.
Os 10% mais ricos abocanham 46,9% da
renda . A parte do produto apropriada pela
classe trabalhadora sofreu um apreciável
declínio. Equivalia a cerca de 50% do PIB
em meados dos anos 1980. Despencou para
36% em 2002, segundo dados do IBGE.
O desemprego subiu de modo
extraordinário. Em 1982, 2,8% da população
trabalhadora (1 milhão e oitocentos mil )
não tinham ocupação. Em 2000 o percentual
de desocupados ascendia a 15%, o que em
números absolutos significava 12 milhões.
Além disto, 25% estavam empregados em
ocupações precárias.
O desemprego impulsionou a
informalidade e a precarização das
relações entre capital e trabalho, de
forma que hoje mais de 50% da mão-de-obra
assalariada não tem carteira assinada e
trabalha à margem da legislação, sem
desfrutar direitos e benefícios sociais
elementares como férias, 13o, FGTS, entre
outros. O excesso de oferta sobre a
demanda no mercado de trabalho, a inflação
que atravessou os anos 1980 e persistiu
até meados da década passada, assim como
as políticas neoliberais convergiram para
um forte arrocho dos salários.
O salário mínimo atual possui apenas um
terço do seu valor real verificado em
1959. Os poucos postos de trabalho criados
nas duas últimas décadas (bem menos que o
número de jovens incorporados à População
Economicamente Ativa) foram em geral
precários e de baixa remuneração. Em 2003,
nada menos que 10% dos ocupados ganhavam
menos de meio salário mínimo, 17, 8%
recebiam entre meio e um salário mínimo,
sendo que no Nordeste 46% dos
trabalhadores e trabalhadoras tinham
remuneração inferior ao mínimo, de acordo
com o IBGE. O total de assalariados com
carteira assinada em 2003 era ainda menor
do que em 1989 e entre os integrantes
deste mercado formal a maioria (64,2%)
ganhava até três salários (mínimos) e
tinha um baixo grau de escolaridade.
Por detrás destes números revela-se uma
realidade social dramática e violenta, um
quadro de grandes dificuldades e
sofrimentos do povo brasileiro. São sinais
de uma dívida social imensa, que fazem da
luta por mudanças um imperativo político
das forças progressistas e em especial do
nosso Partido Comunista do Brasil. Mudar
significa reverter esta situação,
redistribuir a renda em favor da maioria
do povo, revalorizar a força de trabalho,
satisfazer as justas demandas dos
movimentos sociais, obter o crescimento
sustentado do PIB a taxas compatíveis com
as potencialidades das forças produtivas
nacionais.
Confrontado com a pesada herança
neoliberal, o governo Lula promoveu
avanços relevantes no campo da política
externa, no relacionamento com os
movimentos sociais (pautado pelo respeito
e a democracia), em alguns programas de
cunho assistencialista, assim como na
recuperação do papel desenvolvimentista do
BNDES. Mas revela-se tímido e muito tem
deixado a desejar na solução de problemas
como o desemprego em massa, valorização do
salário mínimo, democratização da
propriedade rural e outros, além de
priorizar uma agenda de reformas que às
vezes se choca frontalmente com os
interesses da classe trabalhadora, como
foi o caso da reforma previdenciária.
O crescimento da economia em 2004 e
2005, embora abaixo do potencial nacional
e contido pelas políticas monetária e
fiscal, aliviou a situação. Mas não
alterou substancialmente o quadro de crise
nem resgatou a dívida social, como se pode
deduzir pelas taxas de desemprego nas
principais regiões metropolitanas do País,
estimadas em mais de 17% pelo DIEESE.
A política econômica conservadora
rebaixa o potencial de crescimento da
economia nacional e constitui hoje o maior
obstáculo ao atendimento das demandas,
anseios e necessidades do povo brasileiro.
Por isto, é com absoluta razão que a CUT,
o conjunto do movimento sindical e a CMS
exigem uma mudança de rumos neste campo.
A solução política progressista para os
impasses que foram criados começa pelo
enfrentamento da centralidade da questão
nacional.
Entretanto, é preciso observar o fato
de que a revolta contra o neoliberalismo
emergiu na América Latina das contradições
e conflitos sociais e que somente as
massas populares, e não mais setores das
classes dominantes, podem liderar e levar
a um resultado exitoso a luta pela
soberania. Seria falso e errado interpor
uma muralha da China entre as questões
nacional e social, pois ambas estão
estreitamente interligadas.
Por quê desenvolvimento com
valorização do trabalho?
A depreciação do trabalho tem dado a
tônica da economia política das classes
dominantes (sob a hegemonia do capital
financeiro) em todo o mundo. Recentemente,
constou das manobras em curso na
Organização Internacional do Trabalho
(OIT) para viabilizar a flexibilização de
uma das conquistas mais antigas do
proletariado: a jornada diária de 8 horas
de trabalho. Apesar dos resultados
deploráveis colhidos até o momento, o
neoliberalismo tende a aprofundar tal
orientação, insistindo no nosso caso, por
exemplo, em impor uma reforma trabalhista
que reduz ou flexibiliza direitos sociais
arrancados na luta de classes ao longo do
século XX. A verdade desta nossa história,
que tem a prática por critério, vem
demonstrando com fartura de provas que a
depreciação do trabalho não é uma boa
conselheira do desenvolvimento. A
degradação das relações sociais promovidas
pelo neoliberalismo anda de mãos dadas com
o baixo crescimento e a estagnação da
renda per capta.
O crescimento econômico não deve ser o
único objetivo de um novo projeto de
desenvolvimento, mas a vida acabou
estabelecendo uma associação estreita
entre o crescimento, emprego e a
distribuição de renda, conforme já tinha
sido notado pelo economista Celso Furtado.
A recuperação e o fortalecimento do
mercado interno são condições
indeclináveis para o crescimento
sustentado do PIB. A via para isto passa
necessariamente pela valorização do
trabalho.
Bandeiras classistas como geração
emprego, redução da jornada, valorização
dos salários, manutenção e ampliação dos
direitos trabalhistas, reforma agrária,
universalização das políticas públicas,
capazes de estimular o mercado interno, se
transformaram nas novas condições em
bandeiras do desenvolvimento nacional.
Desfraldar a bandeira do desenvolvimento
com soberania e valorização do trabalho
significa conferir ao proletariado
brasileiro o papel de protagonista na luta
política em curso contra o neoliberalismo
e pelas mudanças sociais.
Diante desta realidade, o que fazer?
Reconhecer a centralidade do trabalho e
do proletariado na luta política da
atualidade não nos autoriza a ignorar a
crise que se abateu sobre o movimento
sindical, os partidos comunistas e
progressistas e o proletariado. Para que
tenha êxito, a luta por mudanças pressupõe
grandes mobilizações políticas de massas e
o fortalecimento das organizações sociais
e elevação do seu nível de intervenção nas
batalhas políticas, bem como e
destacadamente da presença e influência do
PCdoB entre os trabalhadores.
A verdade é que, hoje, o movimento
sindical está desarticulado e dividido,
enfrentando uma forte crise ideológica que
resulta na perda de perspectiva, induzindo
à conciliação de classe. A classe operária
ainda não se recuperou dos golpes
objetivos e subjetivos que sofreu com a
chamada reestruturação produtiva,
desemprego massivo e precarização, assim
como pela derrota histórica do socialismo.
Em contrapartida, é também verdade que
cresce a resistência ativa da classe
trabalhadora e dos povos ao
neoliberalismo, destacadamente na América
Latina. Também no Brasil há sinais de
recuperação das lutas dos trabalhadores e
das trabalhadoras: além das mobilizações
nacionais, 302 greves foram realizadas em
2004 pela ampliação dos direitos
adquiridos e por novos direitos, o que
reforça a tendência de avanço e retomada
das lutas populares.
Para fazer frente a esta realidade, os
comunistas sindicalistas precisam adotar
iniciativas no movimento sindical visando
elevar o nível da luta e consciência
política dos trabalhadores e das
trabalhadoras. Com as mudanças ocorridas
nos processos produtivos e no mercado de
trabalho se faz necessário repensar os
sindicatos:
1) Para que possam representar o
conjunto dos trabalhadores empregados
formais e informais, terceirizados e
também os desempregados do mesmo ramo de
atividade, em suas diversidades de gênero,
raça, crenças e orientação sexual.
2) Para que aprofundem a organização
nos locais de trabalho, onde devem ser
construídas as principais trincheiras de
luta da classe, organizar na prática os
Comitês Sindicais Unitários de Base até
que sejam conquistados por lei.
3) Para que possam desempenhar o papel
de expressão dos interesses da classe
trabalhadora no plano mais geral da
sociedade. Além das lutas em torno dos
problemas relacionados a salários,
jornadas e condição de trabalho (que
inspiraram sua criação no passado), o
movimento sindical tem que abordar as
questões associadas à política econômica,
papel e dimensão do Estado Nacional,
políticas públicas, cultura, educação,
meio ambiente, entre outras.
Do ponto de vista tático e no esforço
para melhor influenciar na atual relação
de forças, devemos realizar dois
movimentos concretos:
1) Aprofundar a autonomia sindical e
construir a unidade na ação do movimento
sindical e deste com a Coordenação dos
Movimentos Sociais, aproximando-os do
movimento político em curso, de defesa do
governo Lula e pressão no sentido das
mudanças, abrindo perspectivas para uma
repactuação programática em torno de
bandeiras comuns e mobilizadoras dos
trabalhadores e do povo.
2) Globalizar as lutas, especialmente
na América Latina através da ação
solidária dos movimentos sindicais
classistas e dos Fóruns Sociais Mundiais.
Assim os trabalhadores e as trabalhadoras
terão melhores condições de cumprir seu
papel protagonista na luta por um novo
projeto de desenvolvimento com base na
soberania e valorização do trabalho.
Como relacionar nossa tática com a
estratégia socialista no movimento
sindical? Como fortalecer o partido
entre os trabalhadores?
A presença, organização e influência
dos comunistas no proletariado têm uma
importância estratégica e devemos
harmonizar nossa tática política com este
objetivo. No 2o Encontro resgatamos o
conceito amplo formulado originalmente por
Engels sobre o proletariado. Reforçamos a
identidade do partido com a classe
trabalhadora e demos alguns passos no
sentido de uma análise mais concreta sobre
sua configuração na atualidade em nosso
país, tendo em vista as mudanças operadas
no chamado mundo do trabalho ao longo das
últimas décadas. O encontro de Belo
Horizonte recordou históricas debilidades
e concluiu que o pano de fundo dos
problemas é a subestimação do papel do
proletariado nas batalhas políticas em
curso e no projeto do nosso Partido
Comunista. Creio que cabe ao 11o Congresso
iniciar uma abordagem nova e
revolucionária do tema. São três as
premissas que devemos satisfazer para
enfrentar com êxito tal desafio:
1- Não devemos contrapor a intervenção
política à necessidade de fortalecer a
organização do Partido entre os
trabalhadores e trabalhadoras, pois
intervenção política e estruturação
partidária têm uma relação dialética.
2- A centralidade do trabalho junto ao
proletariado deve ser assumida pelas
direções em todas as instâncias e frentes
partidárias
3- As direções (nacional, estaduais e
municipais) precisam providenciar os
recursos necessários para realizar um
paciente e cuidadoso planejamento do
trabalho junto ao proletariado,
identificando os principais ramos,
empresas e categorias para a organização
partidária, numa perspectiva de médio
prazo, evitando o imediatismo e o atropelo
dos calendários eleitorais .
Como organizar na luta e fortalecer
a CSC?
O desenvolvimento da CSC e a
valorização de seu projeto político
possuem um papel estratégico no
fortalecimento do PCdoB. O encontro de
Belo Horizonte apontou diretrizes
importantes sobre o tema, que também está
contemplado na nova proposta de estatuto,
cujo Capítulo VII dispõe sobre a atuação
dos comunistas nas entidades e movimentos
sociais e orienta o trabalhador filiado ou
militante (parágrafo único do capítulo 50)
a se vincular à CSC.
No 10° Congresso do partido apontamos
como tarefa o relançamento nacional da
Corrente Sindical Classista . O balanço é
vitorioso! Agora, para o próximo período,
impõe-se o fortalecimento da CSC nos
Estados, tarefa que exige um
acompanhamento atencioso por parte das
direções partidárias e deve estar
combinada com a elaboração de um plano
estratégico de construção no proletariado,
visando formar militantes, estimular a
luta social, fortalecer o Partido e
consolidar sua identidade de classe .
A abordagem dialética do debate sobre a
reforma sindical foi um exemplo de conduta
autônoma e independente, orientada pela
direção do partido. Soubemos articular a
luta de massa com a frente institucional e
estabelecer corretamente o princípio de
unidade e luta, enxergando a necessidade
de uma reforma sindical democrática e
progressista e ao mesmo tempo não
negligenciando a necessidade de combater
as concepções pluralistas e
social-democratas de organização sindical.
As lideranças do sindicalismo classista
tomaram várias iniciativas para intervir
no debate, apresentaram propostas,
encabeçaram a luta vitoriosa contra a PEC
369 e lograram a aprovação pela 11a
Plenária Nacional da CUT de uma
“plataforma democrática” que traduz as
idéias mais avançadas sobre o tema.
Em outro plano, experiências concretas
dirigidas por lideranças classistas – que
com base na nossa política concretizam
através da luta a valorização do trabalho,
recuperação da economia e do mercado
interno - devem ser valorizadas, como por
exemplo:
- A batalha pela recuperação do setor
naval, dirigida pelo Sindicato dos
Metalúrgicos do Rio de Janeiro e
Metalúrgicos de Angra dos Reis, juntamente
com os Marítimos, propiciou o
desenvolvimento da economia no estado.
Resgatou e reafirmou a luta pela soberania
nacional no setor.
- A conquista da redução da jornada de
trabalho, sem redução dos salários,
através da greve dos metalúrgicos da Ford
na Bahia, de 44 horas para 42 horas
semanais, estendida para todo parque
industrial do complexo automotivo.
Conseguiu-se a elevação do nível de
emprego, contribuindo também para o não
agravamento das doenças ocupacionais,
- Experiências de ocupações de terras
dos trabalhadores rurais, dirigidas pela
Fetag-BA que, além de gerar empregos,
desenvolveram a produção de alimentos e
contribuíram para o desenvolvimento
regional no estado.
Camaradas,
Será nas mobilizações políticas
nacionais e nas lutas concretas, com
independência e fisionomia própria (como
foi demonstrado na manifestação em
Brasília no dia 16 de agosto), educando as
bases em uma perspectiva revolucionária,
anticapitalista e socialista, que a C.S.C
pode e deve se constituir como uma
alternativa classista para o movimento
sindical brasileiro. A estruturação do
PCdoB no proletariado está intimamente
associada aos êxitos que obtivermos neste
sentido.
VAMOS À LUTA! VENCEREMOS!
Secretário Sindical Nacional do PCdoB
Coordenador Nacional da CSC
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