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Será lançado no próximo dia 25
(terça-feira), no Museu de Arte da UFC (Mauc),
o livro Memórias Clandestinas: a imprensa e
os cearenses desaparecidos na Guerrilha do
Araguaia, da jornalista Mônica Mourão.
Dividido em três capítulos, o livro faz uma
retrospectiva do cenário nacional pré e pós
golpe de 64, passando pela censura à
atividade jornalística durante a ditadura
militar que culminou na quase total ausência
de notícias sobre a Guerrilha, acontecida de
1972 a 1975, às margens do Rio Araguaia, no
sul do Pará, liderada por jovens do PCdoB.
Além disso, a publicação discute memória
e oralidade, resgata histórias de vida dos
cearenses que participaram da Guerrilha e
traz à tona a dura realidade da ausência por
que passam as famílias dos desaparecidos –
situação de quatro dos sete cearenses que
participaram da Guerrilha. "A ausência do
corpo é a principal lacuna para os parentes
de desaparecidos. Eles não podem se
reorganizar após a perda da pessoa porque
não há morte. Mas também não há vida", diz a
obra.
O lançamento acontece no dia em que se
completam 30 anos do assassinato do
jornalista Vladimir Herzog, torturado até a
morte pelos integrantes do DOI-CODI, que
tentaram fazer crer que Vladimir havia
cometido suicídio por enforcamento.
Lançamento do Livro
Memórias Clandestinas
Local: Museu de Arte da UFC (Av. da
Universidade, 2854, Benfica)
Horário: 19h
Preço: R$ 10,00
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