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Brasil, quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

8 de outubro de 2005

MÍDIA REACIONÁRIA

Resistir: Mídia portuguesa faz campanha de provocação contra Venezuela


A direita portuguesa iniciou quinta-feira uma enorme campanha de provocação contra a Venezuela Bolivariana. Conspícuos jornais corporativos, como o Diário de Notícias e O Público, capitaneiam tal campanha, ou alinham com a desinformação e a mentira.

O pretexto para esta campanha escabrosa contra a pátria de Bolívar são os quatro portugueses detidos na Venezuela. Em outubro de 2004 eles foram apanhados no Aeroporto de Caracas com 386 kg de cocaína. Pretendiam transportá-la para a Europa num avião fretado à Air Luxor.

São eles: Maria Margarida Mendes, "empresária" do Vimieiro, Maria Virgínia Passos, advogada de Arraiolos, e Maria Antonieta Soares, as quais permanecem detidas. Ao contrário do que mente o Diário de Notícias, as referidas mulheres não eram "passageiras" e sim as responsáveis pelo fretamento do avião, um Citation X.

O quarto português detido é o co-piloto, que se encontrava no interior da aeronave quando a carga de cocaína foi ali introduzida. O comandante e a hospedeira foram libertados há muito pelas autoridades venezuelanas.

Numa falação confusa, a reação portuguesa reclama: 1) do fato de o avião apreeendido ter sido mudado de hangar, quando as autoridades venezuelanas têm o direito de guardá-lo onde muito bem entenderem; 2) do fato de o processo judicial que as autoridades venezuelanas movem contra os quatro indiciados ter tido adiamentos. Mas passaram-se apenas nove meses desde a apreensão da carga de narcótico. Será que não sabem o quanto demoram os julgamentos nos tribunais portugueses?

O mais preocupante nesta campanha de má fé contra a Venezuela Bolivariana é a tentativa de envolvimento do presidente de Portugal. São conhecidas as fragilidades de Jorge Sampaio. É por isso de recear que se deixe manipular a ponto de levantar o assunto na próxima Cúpula Ibero-Americana, que será realizada em Salamanca, em 14 de outubro.

Deve-se esclarecer clara e frontalmente: o governo venezuelano não deve nenhuma satisfação ao governo português. O crime foi cometido na Venezuela e é lá que tem de ser julgado, de acordo com as leis venezuelanas. Seria extremamente incorreto, para não dizer abusivo, que o presidente português mencione o assunto ao seu homólogo venezuelano. Os canais diplomáticos normais são perfeitamente adequados para transmitir ao governo português todas as informações que necessita acerca dos quatro portugueses indiciados.

Publicado no Resistir.info

 



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