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Como bem afirma o
Comitê Central em seu Projeto de
Resolução Política, "elevar a
incorporação dos comunistas no debate
político é uma tarefa indissociável de
ampliar sua participação na luta de
idéias. O Partido precisa ser a
consciência avançada do tempo presente.
Tem que colocar a luta de idéias num
patamar superior de preocupações e
ações. Essas novas exigências de
natureza ideológica impõem maior
aproximação com a intelectualidade
(...). Isto significa intensificar a
relação com os intelectuais do meio
acadêmico, científico, cultural e
artístico (...)".
Especificamente sobre os
cientistas, é preciso ressaltar o
trabalho realizado pela UJS na recém
criada frente Jovens Cientistas, onde
temos tido participação destacada a
frente da Associação Nacional de
Pós-graduandos (ANPG) e crescente
influência entre algumas Associações de
Pós-graduandos (APGs) ou núcleos
embrionários de futuras APGs em
importantes universidades e institutos de
pesquisa.
Entretanto, como é
natural em toda experiência ou atuação
mais pioneira em determinado movimento,
ainda padecemos de certo eixo político
nessa empreitada. Falta ser organizado ou
desenvolvido um coletivo de militantes e
dirigentes destacados para atuarem mais e
melhor nessa estratégica área
científica.
Temos destacados quadros
estudantis militantes da UJS na
iniciação científica e na
pós-graduação espalhados em
laboratórios de diversas universidades e
institutos de pesquisa em todas as
regiões. Somando-se ao trabalho dos
professores universitários comunistas,
absorvendo nossa rica e nova experiência
no governo Lula de participação
institucional em agências de fomento
(como é o caso do CNPq), no próprio
Ministério da Ciência e Tecnologia, e
também nas secretárias de fundações de
C&T estaduais ou municipais, vem se
fazendo necessário ativos ou seminários
nacionais para organizar melhor essa
atuação de forma mais harmônica e
sintonizada, capazes de unificar a ação
desse conjunto militante.
Planejar melhor a
atuação comunista entre a
intelectualidade, aproveitando melhor o
potencial dos seus quadros militantes
inseridos na academia, se dará com o
desenvolvimento de espaços específicos a
essa finalidade. A realização de um
seminário nacional direcionado a todos
esses militantes que atuam na pesquisa, na
pós-graduação e na academia em geral,
precisa ser avaliado. É necessário
desenvolver mais espaços de debates sobre
C&T, por exemplo, sem cair na
"fragmentação e na despolitização
das tendências 'movimentistas' que se
manifestam entre as forças
revolucionárias do mundo".
De fato, o Partido
precisa crescer de forma direcionada e
planejada, sobretudo entre o proletariado,
a juventude e a intelectualidade
progressista. A atuação da UJS entre os
pós-graduandos, por exemplo, contempla
dois desses setores que queremos ampliar
em nossas fileiras: jovens e intelectuais.
A UJS é hoje a
organização política de mais prestígio
e influência entre os pós-graduandos
(120 mil apenas no stricto sensu) e
bolsistas de iniciação científica (40
mil entre PIBIC e PET). O PCdoB vem
aumentando sua inserção nesse meio e tem
participado destacadamente das próprias
definições nos rumos da política
nacional de C&T. Todo esse potencial
adquirido precisa ser melhor trabalhado e
desenvolvido a fim de se alcançar
conquistas mais expressivas. Um grande
desafio para um Partido que adota como
tema central renovar e reconstruir a
alternativa socialista, precisará contar
com a participação de amplos setores da
intelectualidade progressista e ainda
influenciar e coesionar os pensadores
avançados na luta de idéias na academia.
Na atual fase de
acumulação e construção mais
prolongada das forças avançadas, o
Partido deve elevar seu nível de
intervenção entre os cientistas e
intelectuais, ciente que a própria ação
política das massas é fortemente
influenciada por esses agentes. Isso visa
elevar a incorporação dos comunistas no
debate político e ampliar sua
participação na luta de idéias, fazendo
o "partido ser a consciência
avançada do tempo presente".
Encontros como o Partido
e os movimentos sociais e Partido e a
frente institucional ajudaram muito a
agregar novas formulações como atesta o
próprio Comitê Central. Diante da
imperiosidade de se elevar a atuação
comunista entre a intelectualidade
brasileira, torna-se importante uma
definição mais clara da atuação
comunista e ação mais efetiva nos
vários espaços correlatos, que poderia
avançar bem em um encontro partidário
sobre o tema, entre outras iniciativas.
Por fim, ao manifestar
meu apreço pelas justezas do Projeto de
Resolução Política do Comitê Central,
grifo a sua assertiva de que é preciso crescer
de forma direcionada, sobretudo entre o
proletariado, a juventude e a
intelectualidade progressista.
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Luciano Rezende Moreira, Executiva
Nacional da UJS
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