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Uma questão que me
parece de extrema importância nos debates
do 11.º Congresso, e que está ligada
diretamente ao nosso funcionamento é o
debate sobre a melhor forma de garantir a
democracia interna, garantir a
participação de todos os militantes nos
debates e na condução dos rumos do PCdoB
é fundamental para não cairmos nas
armadilhas da burocratização. Por outro
lado também garante a unidade uma vez que
a centralidade da direção está amparada
pelos debates coletivos realizados pela
militância partidária que aceita a
opinião da maioria.
Quanto à necessidade de
garantir o centralismo democrático como
pilar de nossa organização partidária
acredito que não haja dúvida, mas existe
um grande debate sobre a melhor maneira de
transpor esse conceito da teoria para a
prática, como garantir a participação
democrática e soberana dos militantes nos
fóruns partidários e ao mesmo tempo
ampliar nossas fileiras mantendo a unidade
de ação política em um partido
revolucionário e de massas.
O debate aberto, franco
e leal, feito com maturidade política e
com respeito e camaradagem são
ingredientes para garantir a plena
democracia interna, a busca de posições
de consenso das opiniões apresentadas
são parte do modelo de funcionamento do
PCdoB, que nesse aspecto se diferencia de
outros partidos. O voto aberto em todos os
fóruns partidários é um elemento que
fortalece e ajuda a formar nossos quadros
e nossos dirigentes e militantes. Não
vejo como a instituição do voto secreto
em alguns fóruns partidários possa
contribuir para melhorar nossas práticas,
ao contrário essa prática abe espaço
para nos tornarmos mais parecidos com os
outros partidos.
Se existem problemas na
aplicação do atual modelo isso se deve
mais às nossas insuficiências em sua
correta aplicação, a debilidade de
muitos lugares em consolidar o
funcionamento (e os debates) nas OB's,
como espaço privilegiado de atuação e
também de educação militante, lugar de
formação de uma conduta militante, que
na maior parte das vezes acaba relegada a
um segundo plano diante dos embates
políticos cotidianos em entidades,
governos eleições, congressos, etc.
É certo que muito se
tem feito mas o crescimento do PCdoB nos
últimos anos é gigantesco dobando o
número de militantes em poucos anos, é
necessário redobrar esforços para
implantar nosso modelo de funcionamento
como algo natural à todo militante e não
buscar novos formatos que podem até
evitar alguns problemas, mas de forma
alguma contribuem para ampliar o debate.
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Andreia Nunes
Militão, professora de história e
membro da direção municipal de São
José do Rio Preto
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