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Camaradas
No esforço de nosso 11º
Congresso, trago a lume minha
contribuição numa questão que venho
defendendo há alguns anos e que hoje,
morando novamente no Brasil, percebo o seu
real tamanho diante da situação que
muitos olham com desconfiança.
Falo aqui da realidade
brasileira e seus imigrantes (legais e
ilegais) espalhados pelo mundo. Para isso,
tentarei ser breve, porém, claro o
suficiente para tentar dimensionar a
importância da atuação direta do
Partido Comunista do Brasil numa realidade
ainda cheia de misticimos e
mal-entendidos.
A partir do momento em
que o Partido, organizadamente,
mobilizar-se para construir estruturas
políticas nos países onde a presença
brasileira aconteça de forma
significativa, muita coisa surgirá, e
acredito, descortinaremos uma interessante
e importante frente de luta.
Interessante, porque é
na questão dos trabalhadores estrangeiros
do tão propalado paraíso do primeiro
mundo, que residem as principais
contradições do capitalismo mundial,
dentro, e isso é essencial, dos próprios
países que comandam o sistema está, a
nu, as celeumas e o foco das crises que
por ora ainda se fomentam nos intestinos
dos países ricos, e que, num futuro não
muito distante, poderão ganhar contornos
significativos. E convenhamos, lugar
melhor não há para dar ao mundo os
ventos do socialismo renovado, remoçado e
com ganas de reocupar o espaço que lhe
foi usurpado pelos traidores do
revisionismo.
Importante, porque é,
para o Brasil e para toda a América
Latina, uma questão vital na luta contra
o imperialismo e seu neoliberalismo. O
PCdoB atuar junto ao brasileiro, que
arrisca sua sorte em qualquer país do
mundo, além de contribuir para a
organização desses tão desorganizados
trabalhadores, trará, em contrapartida, o
desmascaramento de como funcionam as
estruturas reais de países tidos como o
paraíso terreno para muitos.
Portanto se optarmos por
agir forma organizada e consciente nas
diversas comunidades brasileiras
espalhadas pelo globo, isto poderá
significar um passo adiante não somente
na retomada da internacionalização
comunista, coisa que tanto aspiramos e
trabalhamos, mas também apresentará
reflexos nos mais diversos campos. A
seguir por esse caminho, o Partido
Comunista do Brasil passará a ter
influência, inclusive, na nova etapa em
que a cultura brasileira e o exemplo do
modelo brasileiro representam para o
mundo, pois reconhecidamente, somos modelo
mundial de nação pacífica,
maravilhosamente criativa e acima de tudo
tolerante, e olha que temos uma montanha
de problemas internos e que hoje, aos
olhos do mundo, são diminuídos vista
nossa pujança política e econômica
atingidas em pouco tempo de governo Lula.
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Paulo
Tedesco, Rio Grande do Sul
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