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Levantarei questões que
objetivamente estarão ou poderão estar
prejudicadas, mas gostaria que servissem
de reflexão para momentos posteriores. A
primeira é sobre o tamanho do Congresso.
Não vejo com simpatia um Congresso com
1.100 delegados. Além de bastante caro,
numa situação de enorme fragilidade
financeira do partido, esse número
elevado de presentes vai inibir o debate,
o que seria o essencial para a
elaboração de nossa linha política.
Tenho dito que o tamanho do Congresso se
mede é pela mobilização anterior e não
pela plenária final. Esta poderia ser
realizada, sem grandes prejuízos, com
500, 600 companheiros sem comprometer
politicamente o evento
A segunda se refere à
forma de apresentação dos documentos -
um documento no seu conteúdo magistral,
que demonstra o amadurecimento e
capacidade de nossa direção.
Provavelmente escrita em várias mãos,
verifica-se uma repetição de
informações e opiniões que poderiam (ou
não) ser evitadas. Essas repetições
verificam-se até mesmo num mesmo tema que
volta a ser repetida na situação
nacional, na parte sobre partido e até
mesmo no estatuto. Poderíamos ver a
possibilidade de um profissional de
jornalismo ou especialista do gênero
sistematizar numa forma mais objetiva,
mais clara, menos cansativa, sem afetar o
conteúdo. Na questão internacional, por
exemplo, há referências em excesso à
suposta decomposição do capitalismo.
A terceira se relaciona
com a forma do estatuto. Na verdade, a
proposta de novo estatuto poderia ser
considerada uma mistura de tese política,
documento sobre partido, programa
socialista e estatuto propriamente dito.
Tenho alguns retoques a levantar. Na
essência o documento é rico, bem
elaborado, mas este é um instrumento de
trabalho que imagino prioritário para os
novos filiados, na suposição de que os
atuais membros tenham uma compreensão
razoável da natureza de nosso partido.
Nesta condição, o primeiro documento de
contato para eles, deveria ser mais
conciso, mais leve, mais objetivo. Todas
as demais considerações , excetuando
funcionamento do partido, direitos e
deveres do militante, poderiam ser objeto
de uma outra publicação, que seria de
grande utilidade para a militância
consolidada e para os novos, numa fase
intermediária.
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Geraldo
Galindo, presidente do Municipal de
Salvador
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