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Pensar estrategicamente
o Brasil, seu desenvolvimento soberano,
bem situado, capaz de liderar e conviver
fraternalmente com os mais diversos
países, oferecendo resistência ao
imperialismo, não pode prescindir de um
olhar mais atento para a importância da
Amazônia, seu papel e lugar nessa
fundamental tarefa. Vê-la com outros
olhos é romper com o pensamento adestrado
pelo colonizador. Não como celeiro ou
santuário, faces da mesma moeda, mas como
fator de crescimento inclusivo, de
integração e equilíbrio regional.
A Amazônia pela própria natureza é uma
região de múltiplas potencialidades: dos
grandes manguezais do nordeste, das
províncias minerais, das faixas de terra
roxa e campos naturais, dos recursos
hídricos e energéticos, das reservas de
gás, da imensa biodiversidade, de um povo
inteligente e trabalhador e da sua
produção científica. Sem dúvida uma
região de cobiça para as grandes
potências que manifestam velada ou
descaradamente suas intenções.
Na atual divisão internacional do
trabalho, a Amazônia serve à lógica do
saque, suprindo com estoques de energia
sólida, mineral e essências o mercado
mundial sem contrapartida necessária para
o seu desenvolvimento, a não ser uma
produção de montagem ou a disputa sobre
quem produz pelotas de ferro.
O desenvolvimento da Amazônia está
essencialmente ligado à capacidade do
Brasil compreendê-la, não só como
grande parcela de seu território ou
enquanto fronteira a estabelecer uma
colonização interna, mas na sua
complexidade, com realidade própria, que
exige conhecimentos científicos sobre a
exploração de seus potenciais, a
aplicação de nova tecnologia, o
desenvolvimento da química fina, entre
outros, gerando, no seu diferencial,
possibilidades de inclusão de sua gente,
com preservação ambiental e contribuindo
assim para defendê-la.
Portanto, o melhor desempenho da Amazônia
está condicionado a um projeto nacional
de desenvolvimento no país que valorize a
ciência e a tecnologia, prime pelo
investimento e mercado interno, capacite
os trabalhadores e gere regiões
prósperas e verticalizadas capazes de
estabelecer relações de
interdependência não subalternas. Por
outro lado, a Amazônia é importante para
o desenvolvimento do país e torna o
Brasil geopoliticamente importante na sua
relação soberana com outros países, por
sua localização, possibilidades e
riquezas estratégicas.
Assim como, o gaúcho Raul Bopp cantou a
Amazônia em seu poema "Cobra
Norato" exprimindo a dialética entre
os homens e a natureza, a vida e a morte,
o real e a lenda, o particular no
conjunto, assim os comunistas de todo o
país precisam conhecê-la e sabê-la como
elemento significativo para o futuro
socialista do Brasil.
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Érico
de Albuquerque Leal, secretário
Estadual de Organização/Pará
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