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Diosdado Fortuna, o líder da greve declarada
na multinacional Nestlé na província
filipina de Laguna, foi assassinado por
desconhecidos quando se dirigia para casa,
informou ontem (24) a imprensa local.
Fortuna, de 50 anos, morreu na quinta-feira
em um hospital de Calamba, 50 quilômetros ao
sul de Manila, onde tinha sido internado
depois que vários desconhecidos dispararam
quando dirigia uma moto a caminho de casa.
A vítima, que levou dois tiros nas
costas, acabava de deixar as instalações da
Nestlé em Cabuyao, onde centenas de
trabalhadores permanecem em greve para
exigir que a multinacional suíça respeite o
regulamento estabelecido pela Corte Suprema
filipina para os aposentados. Fortuna era o
presidente da União de Empregados Filipinos
desde 1988, quando o líder anterior, Meliton
Roxas, morreu em circunstâncias similares.
Os trabalhadores associados ao sindicato,
que reúne cerca de 600 membros, pediram
justiça e acusaram a direção da empresa de
organizar o crime para deter a greve.
Diversas organizações a favor dos direitos
humanos acusaram a Nestlé de desarticular as
bases sindicais de suas fábricas nas
Filipinas utilizando a intimidação e a
violência.
A informação é da
agência EFE
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