| Intenção
de voto para presidente (estimulada) |
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| Fonte:
http://www.ibope.com.br |
"Administração
do governo Lula se mantém estável
e é aprovada por 45% da população",
afirma o relatório do instituto
Ibope (clique
aqui para ver o relatório)
sobre a pesquisa divulgada nesta quarta-feira
(21). A conclusão contrasta com
quase todo o noticiário da mídia
grande sobre a pesquisa, que se valeu
do artifício de ignorar a sondagem
anterior do Ibope, de agosto, e fazer
a comparação com os números
anteriores, de junho. O truque se manifestou
também na parte eleitoral. É
preciso ir ao relatório do Ibope
para ficar sabendo que no cenário
mais difícil, contra o prefeito
paulistano José Serra (PSDB), Lula
avançou 4 pontos percentuais em
relação a agosto, de 29%
para 33%, enquanto Serra estagnou nos
30% (veja o gráfico acima).
Recuperação
apesar do noticiário
A pesquisa divulgada ontem coletou entrevistas
entre os dias 8 e 12 de setembro. Foram
entrevistados 2.002 eleitores em 143 municípios.
A margem de erro é de de 2,2 pontos
para mais ou para menos — o que deixa
Lula e Serra em empate técnico.
A
sondagem anterior do Ibope, realizada
entre 18 e 22 de agosto, seguiu os mesmos
critérios e amostragens. E indicou
também empate técnico entre
Lula e Serra. A diferença é
que em agosto Lula aparecia 1 ponto abaixo
do tucano, enquanto agora está
3 pontos acima.
A
aparente recuperação do
desempenho de Lula na disputa da reeleição
— embora dentro da margem de erro — ocorre
apesar do noticiário francamente
desfavorável ao governo federal,
segundo a percepção dos
próprios entrevistados. Para 61%
deles, as notícias recentes na
tevê, nos rádios e jornais
foram "mais desfavoráveis"
ao governo, enquanto apenas 11% as julgaram
"mais favoráveis".
Contra
Alckmin, folga é maior
No
outro cenário pesquisado pelo Ibope,
em que Serra é substituído
pelo governador paulista Geraldo Alckmin,
também do PSDB, a vantagem de Lula
é mais confortável: ele
oscila negativamente em relação
a agosto, de 35% para 32%. Mas alckmin,
mesmo avançando 3 pontos, de 11%
para 14%, permanece atrás do ex-governador
fluminense Anthony Garotinho (PMDB), que
oscila de 15% para 17%.
Apenas
estes dois cenários de primeiro
turno se repetiram nas duas edições
da pesquisa (Naquela realizada em agosto,
o nome Mangabeira Unger também
fazia parte dos dois cenários,
como possível candidato do PDT,
porém em ambos obtinha 0% de intenções
de voto).
Na
pesquisa divulgada ontem, o Ibope aincluiu
ainda um cenário com os nomes do
governador Germano Rigotto (PMDB-RS) e
do senador Cristovam Buarque (DF), recém-saído
do PT para o PDT. Rigotto figurou com
2% das intenções de voto
e Cristovam com 0%.
Preocupação
no Planalto
Apesar do favoritismo do presidente em
2006, a pesquisa CNI-Ibope foi recebida
com preocupação no Planalto.
A maior parte dos itens averiguados mostra
erosão da imagem do presidente
e de seu governo.
A
pesquisa mostra que 45% da população
aprova a maneira como o presidente Lula
está governando o país.
O percentual é o mesmo registrado
na pesquisa de agosto. Já a desaprovação
oscilou para cima, de 47% para 49%. Foram
as duas únicas vezes, segundo o
Ibope, em que os números da desaprovação
superaram os da aprovação,
embora dentro da margem de erro.
O
estudo também mostra a expectativa
da população para os próximos
seis meses. A inflação vai
aumentar segundo 45% dos entrevistados,
o desemprego deve crescer para 53%, e
52% acreditam que a própria renda
não vai mudar.
A
área em que o governo obtém
maior desaprovação é
em relação aos impostos
(71%). A política de juros é
a segunda pior avaliada, com 63% de desaprovação.
Já a atuação em programas
sociais, de saúde e educação
é aprovada por 50% da população,
segundo o Ibope.
Maioria
acredita nas denúncias
Segundo
a pesquisa, 81% dos entrevistados afirmam
ter tomado conhecimento das denúncias
de corrupção envolvendo
empresas estatais e o Congresso, como
a do "mensalão". Para
46% estas denúncias são
totalmente verdadeiras, enquanto 32% as
consideram mais verdadeiras que falsas
e 13% acreditam que elas são mais
falsas que verdadeiras.
Entre
as pessoas que tomaram conhecimento das
denúncias de corrupção,
49% afirmam que o presidente não
deveria disputar a reeleição
em 2006 contra 47% que pensam de forma
contrária.
Um
quesito que permanece francamente favorável
a Lula é a comparação
com o governo de Fernando Henrique Cardoso:
43% dos entrevistados responderam que
o governo Lula está melhor, 27%
que está igual e 27% que está
pior do que o governo FHC. Mas também
aí há motivos para preocupação:
em agosto esta pergunta não foi
feita, mas em junho passado os números
eram mais favoráveis, respectivamente
48%, 27% e 21%.
Quando
se segmenta os questionários, alguns
padrões se manifestam. Os eleitores
do Nordeste mostram-se mais favoráveis
a Lula, e os sulistas mais críticos.
Mas o padrão mais constante é
o que diferencia as respostas por faixas
de renda familiar: em quase todos os quesitos,
as respostas seguem um padrão em
que os mais pobres são também
os mais favoráveis ao governo,
e os mais ricos os mais oposicionistas
(o Ibope trabalha com cinco faixas de
renda familiar, até 1 salário
mínimo, de 1 a 2, de 2 a 5, de
5 a 10 e mais de 10 salários).
Clique
aqui para ver os dados completos da pesquisa
CNI-Ibope de setembro
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Ibope de agosto
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