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A Federação dos Trabalhadores da Agricultura
(Fetagri) e Comissão Pastoral da Terra (CPT)
divulgaram uma nota em que denunciam ameaças
de morte aos líderes dos trabalhadores
despejados de fazendas no Sul do Pará. De
acordo com a nota, 4 mil famílias já foram
expulsas pela tropa especial da Polícia
Militar do Pará, que há três meses vem
cumprindo liminares nas propriedades da
região.
O texto denuncia que os fazendeiros
ameaçam as lideranças e a quem acolher os
desabrigados, como ocorreu com as 70
famílias retiradas da fazenda Tibiriçá, na
cidade de Marabá, no mês de julho. Segundo a
nota, "os fazendeiros da região estão agindo
de forma coordenada para reprimir as
organizações dos trabalhadores e perseguir
suas lideranças".
A Fundação Agrária do Tocantins Araguaia
(Fata), que abrigou essas famílias, chegou a
ter sua área de produção incendiada no
início do mês de agosto. A Fetagri e a CPT
informam ainda que os acontecimentos já
foram registrados nas polícias Civil e
Federal e criticam a morosidade do Incra
(Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária) na implementação da reforma agrária
no Pará.
A informação é da
Agência Brasil
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