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O livro-reportagem Plim-Plim: a peleja de
Brizola contra a fraude eleitoral, dos
jornalistas Paulo Henrique Amorim e Maria
Helena Passos, com orelha de Mino Carta,
lançado ontem (3), reconstitui com riqueza
de detalhes a frustrada tentativa do extinto
Serviço Nacional de Informações (SNI) de
impedir a vitória de Brizola nas eleições
para governador de 1982 fraudando a
totalização de votos com a ajuda da
Proconsult, empresa de informática
contratada pelo TRE do Rio, e da Rede Globo
de Televisão.
O livro, da Conrad Editora do Brasil, de
São Paulo, reúne relatos e depoimentos de
personalidades como Leonel Brizola, Roberto
Marinho, Cezar Maia, Saturnino Braga; mais
os jornalistas Luis Carlos Cabral, Procópio
Mineiro, Pery Cotta e Pedro do Coutto; além
do especialista em pesquisas Homero Icaza
Sánchez e do então promotor Celso Fernando
de Barros, que tentou — sem sucesso — apurar
responsabilidades.
Fidelidade canina
Na época, a fraude na contagem dos votos
ficou conhecida como "escândalo da
Proconsult". No livro, os jornalistas
defendem que está mal contada a explicação
da Globo nas investigações da fraude e
argumentam que a emissora tentou manipular
os resultados da eleição. "Ainda naquela
madrugada de domingo, véspera de eleição, o
jornal O Globo chegava às bancas com
um editorial de capa que recomendava voto em
Moreira Franco", diz Paulo Henrique Amorim.
Paulo Henrique Amorim, que é descrito por
Mino Carta como um jornalista com
"fidelidade canina à verdade factual que
exerce a profissão com desabrido espírito
crítico, sendo infatigável na fiscalização
do poder", explica que Brizola ganhou as
eleições de 1982 duas vezes, "na lei e na
marra". Porque os militares, o SNI e a
Polícia Federal escolheram a empresa
Proconsult para dar a vitória a Moreira
Franco; ao mesmo tempo em que as
Organizações Globo — jornal e TV —
preparavam a opinião pública para a fraude,
que se concretizaria com a ajuda da justiça
eleitoral.
A informação é da
agência JB Online
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