Fale Conosco | Marxismo + Brasil | Editorial | Busca: 

Visite a página do Partido Comunista do Brasil

Nova pagina 1

Especiais

 

 

11º Congresso do PCdoB

Crise e corrupção - O Governo sob ataque

Guerra no Iraque

Brasil Sim 
Alca Não

Cuba

Governo Lula

Sindicais

Guerrilha do Araguaia

Juventude

Visite a página da União da Juventude Socialista

Cadastre-se

Receba notícias do Vermelho por e-mail
 


2003 - Top 3
2004 - 1º Lugar
2005 - Top 10

  Brasil

Brasil, quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

17 de AGOSTO de 2005

CARAS-PINTADAS EM BRASÍLIA

Manifestação contra corrupção e o golpismo supera expectativas

 

 

 
Os manifestantes coloriram a Esplanada dos Ministério

A entusiasmada participação de milhares de pessoas na manifestação de ontem (16/8) em Brasília superou as expectativas da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e das entidades estudantis que convocaram o evento. A polícia do distrito federal estima em “mais de 10 mil” o número de participantes. Os organizadores falam em 30 a 40 mil pessoas. Um ato massivo e de grande importância, avaliam.

Os manifestantes coloriram a Esplanada dos Ministérios. O vermelho vestiu os comunistas e os sem-terra; o verde e amarelo estavam nas roupas e pintado nos rostos dos jovens estudantes. E teve quem vestisse preto para lembrar a luta contra a corrupção. As cores se misturavam também nas milhares de bandeiras carregadas por estudantes, sindicalistas, sem-terra, indígenas, mulheres, trabalhadores rurais, funcionários públicos e militantes dos movimentos de moradia e de vários outros movimentos que aderiram à manifestação.

A grande faixa que abria a passeata – ocupando toda a extensão da pista de carros – sintetizava as reivindicações dos manifestantes: “Contra a desestabilização e a corrupção. Mudanças na política econômica. Reforma política democrática, já”.

Com apitos e gritando palavras de ordem, os manifestantes percorreram toda a Esplanada dos Ministérios, parando em frente ao Ministério da Fazenda, para exigir mudanças na política econômica; e em frente ao Congresso Nacional, para defender a manutenção do presidente Lula no cargo e apuração das denúncias de corrupção e punição dos responsáveis.

Solidariedade ao presidente

 
Muitas bandeiras circularam pelo ato

Foi a segunda grande manifestação popular que expressou de forma clara a solidariedade e o apoio dos movimentos sociais ao mandato do presidente Lula. A primeira ocorreu em Goiânia, no último dia 3 de julho, e várias outras manifestações localizadas têm sido realizadas em diversas cidades do país. "Não queremos que Lula caia. Se ele cair, será um retrocesso para todos os movimentos sociais do Brasil", disse Gustavo Petta, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). "Estamos aqui para criticar a política econômica do governo", afirmou.

Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB, que falou em nome do Partido, disse que “nós vivemos atualmente no Brasil uma luta política acirrada. E toda luta política tem lado e nós estamos do lado daqueles que elegeram o presidente Lula” – quando foi bastante aplaudido -, acrescentando que “nós estamos do lado dos que dialogam com o movimento social, com os movimentos que lutam por seus direitos, mas é preciso compreender que é necessário defender o governo Lula.

Rabelo encerrou o discurso gritando “Lula fica”, festejado pelos manifestantes que responderam aos gritos de “Lula fica”.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Felício, foi na mesma linha. O dirigente cutista disse que "ninguém vai derrubar o Lula". Em discurso em frente ao Congresso, Felício afirmou que estava dando um aviso aos parlamentares. "Ninguém vai cassar o Lula. Para cassar o Lula, terão de passar por cima dos movimentos sociais, dos estudantes, dos trabalhadores e do povo", disse.

Segundo ele, Lula é um símbolo do povo latino-americano. "A derrota do Lula não seria somente uma derrota do cidadão, mas uma derrota da esquerda no mundo e na América Latina e o deputado que apresentar um pedido de impeachment contra Lula vai ter que prestar contas à população", disse.

O presidente da CUT afirmou ainda lamentar que parte da esquerda "tenha de unido à direita e esteja sendo financiada por ela para protestar contra Lula". Ele se referia à manifestação contrária ao presidente que partidos como PSTU, PDT, PSOL e PDT farão nesta quarta-feira contra Lula.

Ao mesmo tempo em que defendeu o presidente, João Felício pediu que Lula mude a política econômica e "pare de fazer superávit primário e de beneficiar os banqueiros".

O coordenador do MST, João Paulo Rodrigues, classificou o pedido de "impeachment” defendido pela direita de “fajuto". Ele garantiu que a melhor forma dos movimentos sociais defenderem avanços no processo político é exigir que o governo faça as mudanças prometidas. "Queremos um projeto de desenvolvimento para o país e isso se faz lutando contra o parasitismo do capital financeiro", concluiu.

Mudanças econômicas

 
 

Gustavo Petta disse que “é preciso saída enérgica para a crise, mas é necessário mudar a política macroeconômica”. A manifestação fez uma parada em frente ao Ministério da Fazenda, onde o secretário nacional de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Antônio Carlos Spis, leu a Carta ao Povo Brasileiro.

O documento, entregue ao presidente Lula no dia 22 de junho passado, “está cada vez mais atual”, destaca Spis. "Na Carta, alertamos o presidente da necessidade de se firmar uma sólida aliança com o povo. Isso se faz com uma política econômica que priorize a produção e o desenvolvimento sustentado", ressaltou.

O presidente da CUT, João Felício, defendeu "a necessidade de redução imediata dos juros e do superávit primário, sem o que o Brasil não terá crescimento sustentado e deixará sem perspectiva a imensa massa de jovens que chega todos os anos ao mercado de trabalho". O dirigente cutista insistiu na necessidade “de investimentos nas áreas sociais e na infra-estrutura, fortalecer o poder de compra dos salários, gerar emprego, renda, redistribuir riqueza, e isso se faz com apoio à produção, enfrentando a especulação", afirmou.

Ditadura da mídia

O presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Marcelo Gavião, lembrou de questionar “a ditadura da mídia”, reivindicando a democratização dos meios de comunicação, “porque os movimentos sociais não tem espaço na mídia – os estudantes querem uma TV, os sem-terra querem uma TV, porque a televisão no Brasil tem que ser de uma só família?” indagou, numa alusão à TV Globo, da família Marinho.

Gustavo Petta denunciou as tentativas da mídia de estabelecer relação entre a manifestação com o movimento que derrubou o ex-presidente Fernando Collor. “Durante toda a preparação para o ato, a mídia buscou - em vão - colocar palavras na boca da entidade universitária e manipular, buscando um paralelo com o "impeachment" de Collor”, relatou.

Spis também se manifestou sobre o assunto, dizendo que "nos posicionamos de forma clara pela democratização dos meios de comunicação, com o enfrentamento ao monopólio da desinformação das grandes redes e o fortalecimento dos canais públicos e comunitários", alertando que do contrário, governo e movimentos sociais viram presa dos interesses privados.

Os discursos sobre a necessidade de democratização dos meios de comunicação fez ainda mais sentido com cobertura absolutamente maldosa e deslocada dos fatos que o Jornal Nacional de ontem e boa parte da imprensa fez sobre a manifestação.

Reforma política

 
Manifestantes se concentraram em frente à Catedral

A reforma política figurou também em todos os discursos. João Felício defendeu o financiamento público de campanha e fidelidade partidária. Segundo ele, este é o caminho para garantir a democracia contra os golpistas. "Não podemos aceitar que a direita desavergonhada, que dilapidou o Estado brasileiro com as privatizações, venha agora dar uma de vestal. Nós não queremos a volta dos neoliberais. Apoiamos Lula contra o retrocesso".

Também Spis enfatizou "o apoio ao projeto político encabeçado pelo presidente Lula, que deve ser retomado para que o governo tenha base de sustentação social no enfrentamento com os setores golpistas da mídia, do PSDB e do PFL". Para o dirigente sindical, a diferença desse governo é o apoio popular. “Nós estamos aqui, Lula, dê um passo em nossa direção”, disse Spis.

Parlamentares deram apoio

O maior número de parlamentares que compareceram à manifestação era do PCdoB. Estiveram presentes os deputados comunistas Jamil Murad (SP), Inácio Arruda (CE), Vanessa Grazziotin (AM) e o deputado estadual do Ceará, Francisco Lopes. Do PT, foram vistos os deputados Maria do Rosário (RS), Roberto Gouveia (SP), Luciano Zica (SP). A deputada Maninha (DF) assinava uma faixa em que pedia apuração das denúncias e punição para os responsáveis. Do PTB, esteve presente Jackson Barreto (SE).

O terceiro vice-presidente do PT, Valter Pomar, falou em nome do Partido dos Trabalhadores. Ele também fez um discurso defendendo a “punição dos corruptos e corruptores”, destacando que “o movimento ajuda a mudar o rumo, porque a direita quer se aproveitar dos erros de alguns para voltar ao poder”. E, como os demais oradores, concluiu com palavras de aclamação; “Viva a Esquerda Brasileira”. O presidente nacional do PT, Tarso Genro, que estava em reunião, juntou-se mais tarde aos manifestantes.

A manifestação foi encerrada, debaixo do sol quente do começo da tarde, em frente ao Congresso com os participantes cantando o Hino Nacional. As lideranças anunciaram novas mobilizações para o dia 25 de agosto, em Salvador; e dia 26, em São Paulo.

Da redação,
Cláudio Gonzalez
Colaborou, de Brasília, Márcia Xavier

Leia também:
Palavras de ordem miraram na direita e na hipocrisia da oposição
Manifestação mostra a força dos estudantes brasileiros, diz Ubes
Lula recebe movimentos sociais e promete encaminhar reivindicações


Hit Counter

Untitled Document

Voltar

Comente este artigo
Imprimir
Enviar

 
..:: Diário Vermelho ::..

NACIONAIS

• Até o momento não há Notícias Nacionais

INTERNACIONAIS

• Até o momento não há Notícias Internacionais

 
VERMELHO.ORG.BR