Dois grupos racistas dos Estados Unidos
comemoraram neste sábado (13) a
libertação sob fiança
do ex-líder da Ku Klux Klan (KKK),
Edgar Ray Killen, que apelou de sua sentença
de 60 anos pelos assassinatos de três
jovens militantes anti-racistas, no dia
21 de junho de 1964.
A
prisão de Killen, quatro décadas
depois do tríplice assassinato
inspirado por sua pregação,
tinha sido vista como uma tardia vitória
do movimento pelos direitos civis, mas
durou pouco e agora quem comemora são
os racistas. O crime de 1964 inspirou
o filme "Mississipi em Chamas".
Richard Barrett, chefe do movimento nacionalista
pela supremacia branca no Estado do Mississipi
(sul dos EUA), qualificou a libertação
do ex-pastor Batista como uma "vitória"
e declarou que planejava instituir o "Dia
do Agradecimento a Killen".
O grupo "Cavaleiros Brancos da Ku
Klux Klan" planeja uma manifestação
de apoio a Killen para o dia 12 de novembro,
informou o jornal Clarion-Ledger.
Killen, de 80 anos, foi sentenciado a
60 anos de prisão em junho deste
ano pelos assassinatos. Para tornar efetiva
sua libertação, ele deverá
assegurar o pagamento de 600 mil dólares
de fiança.
Com
France Presse
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