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Brasil, sábado, 4 de julho de 2009

30 de julho de 2005

QUARTO REICH  

Senador americano desencadeia polêmica ao comparar Bush a Hitler

 

No início da última semana, enquanto o British Medical Journal publicava dossiê pedindo que fosse estudada novamente o número de mortes de civis provocadas pela invasão do Iraque, do outro lado do Atlântico, um dos primeiros opostos a essa guerra, o senador democrata Robert Byrd desencadeava uma polêmica, ao comparar o líder do regime americano George W. Bush com o chanceler da Alemanha Nazista Adolf Hitler.

Byrd baseou sua comparação nas modificações do funcionamento do Senado empreendidas por Bush e que, segundo sua opinião, lhe permitirão encher os tribunais de juízes da extrema direita.

O senador explicou que, além de empregar um discurso diplomático muito "pacifista" e "pró-democrático", Hitler nunca abriu mão da idéia de se esconder atrás da legalidade, porque percebeu o valor psicológico que representava ter a lei do seu lado. "Em vez disso, torcia as leis e tornava legal a ilegalidade", comentou o senador.

Lei Patriota

Corroborando a opinião de Byrd, o Senado americano aprovou ontem (29) a prorrogação da Lei Patriota, que restringe direitos civis em nome da falaciosa luta "anti-terrorista" levada a cabo pelo regime americano desde os ataques de 11 de setembro.

A famigerada lei dá ao governo poderes de caçar pessoas sem obedecer aos procedimentos normais de busca e apreensão, assim como de espionar cidadãos por meio de escutas telefônicas, analisar registros médicos e de bibliotecas, sem ter de pedir à Justiça autorização para tal, se utilizando de um "tribunal" secreto.

A câmara dos deputados havia aprovado sua versão da lei no início de julho. As diferenças nas versões das duas Casas devem ser resolvidas antes que um projeto final da lei seja levado à sanção de Bush.

"Como todas as leis, esta inclui medidas que não têm o apoio de todos neste órgão", disse o líder da minoria no Senado, o democrata Harry Reid.

O projeto do Senado, aprovado sem oposição, prorroga por quatro anos a permissão de se ir a um tribunal secreto para pedir acesso aos registros de suspeitos em livrarias e bibliotecas. O projeto da câmara prorroga a Lei Patriota por 10 anos.

Com agências internacionais e Prensa Latina



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