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Cerca de
300 pessoas assistiram na noite de
sexta-feira (22), no Auditório da
Prefeitura de Barra do Garças (MT), a
exibição especial do filme de Ronaldo
Duque, Araguaya, A Conspiração do Silêncio
que retrata, em parte, a Guerrilha do
Araguaia ocorrida nos anos 70, em Xambioá,
na região do Bico do Papagaio, quando
cerca de 65 guerrilheiros do PCdoB
enfrentaram na selva, por cinco anos, as
tropas do Governo Militar da época.
A
concorrida sessão contou com a presença do
prefeito Zózimo Chaparral (PCdoB) e de
parte de seu secretariado, além de
estudantes, jornalistas e intelectuais que
compareceram para ver em imagens o que já
conheciam na escassa literatura a respeito
do tema, apesar dos 30 anos de sua
ocorrência.
Como se
sabe, a Guerrilha do Araguaia foi marcada
pela mordaça da censura da Ditadura
Militar que temia, caso fosse amplamente
divulgada pelos meios de comunicação, a
adesão de milhares de pessoas que
contrapunham na cidade aquele regime de
exceção comandado pelos generais de
plantão.
Os
dirigentes do PC do B, entre os quais o
seu comandante João Amazonas, concebeu uma
Revolução que partisse do campo para a
cidade, baseados nas experiências
vitoriosas de Ho Chi Minh, um general do
povo de pouco mais de 1.50m que derrotou o
exército mais poderoso do mundo, o dos
Estados Unidos, e da marcha vitoriosa de
Mão Tsé-tung, em 1949, na China.
A queda do
Araguaia, segundo seus historiadores, só
aconteceu, ao cabo de cinco anos de
confrontos na selva paraense, em função da
mordaça da censura e do estado de pânico a
que foi submetida a população local, toda
ela suspeita de simpatizar como Exército
Rebelde.
Aplaudida
de pé, a exibição especial de Araguya, A
Operação do Silêncio, na programação do
Festival de Praia 2005 devolve à população
de Barra do Garças, entre outras
atividades culturais, a legitimidade de
sua participação para discutir os mais
variados temas, principalmente aqueles que
dizem respeito à realidade social da
região do Araguaia.
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