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dispositivo em testes na base Kirtland |
O Pentágono está prestes
a dizer adeus às bombas de gás
lacrimogêneo e às rombudas
balas de borracha. A razão disso
é que pretende utilizar agora sua
nova criação tecnológica,
o Active Denial System, ou Sistema de
Negação Ativa. É
um sistema eletromagnético de armas
não letal, segundo o Pentágono,
que pode desbaratar uma multidão
em segundos, usando a mesma tecnologia
que é usada em um forno microondas
doméstico.
A arma de repressão é classificada
como "menos letal" pelo Pentágono
porque emite um raio de microondas de
95 gigahertz, a 600 metros de distância,
provocando a sensação de
calor na pele e uma dor intolerável
em menos de cinco segundos de exposição,
mas que "teoricamente não
causa danos permanentes às pessoas",
segundo o sítio da Força
Aérea Americana (http://www.de.afrl.af.mil)
.
Cientistas americanos já
estão questionando a segurança
dessa nova arma de raios, de estilo "Guerra
nas Estrelas", na repressão de
manifestantes e que deve ser utilizada no Iraque no
próximo ano.
A arma de repressão é classificada como "menos letal" pelo Pentágono. Ela emite um raio de microondas de 95 gigahertz, a 600 metros de distância, que provoca a sensação de calor na pele e uma dor intolerável em menos de cinco segundos de exposição.
Segundo o Pentágono, a onda eletromagnética penetra em 2 milímetros da pele, causando dor semelhante a causada pelo toque em uma lâmpada incandescente acesa. O objetivo da arma é fazer com que, por reflexo natural do ser humano à dor, as pessoas em uma reunião ou manifestação sejam dispersadas rapidamente.
No entanto, a revista New Scientist revelou ontem que, durante testes feitos em uma base da Força Aérea Kirtland, no Novo México, os participantes que desempenharam o papel de manifestantes receberam a ordem de retirar óculos e lentes de contato para protegerem seus olhos.
Em outro teste, eles também tiveram que retirar objetos de metal, como moedas, de suas roupas, para evitar queimaduras na pele. "O que acontece se alguém na multidão não conseguir, por qualquer razão, escapar do raio?", perguntou Neil Davison, coordenador do projeto de pesquisas com armas não-letais da Universidade Bradford, do Reino Unido. "Como vocês podem garantir que a dose (do raio) não cruza o limite que provoca danos permanentes? A arma pára (o raio) para evitar exposição longa demais?", perguntou.
O tempo de exposição das pessoas ao raio pode provocar danos irreparáveis à visão e aos órgãos internos, por queimadura. O Pentágono manifesta "alegria" porque a arma não provoca danos imediatos e não faz pessoas sangrarem diante de câmeras de televisão. Mas os efeitos posteriores da arma ainda não foram revelados. O raio eletromagnético eleva a temperatura da água, pois agita as moléculas com tal velocidade que o atrito resultante da agitação provoca calor. É possível que, posteriormente à exposição, as pessoas tenham seus órgãos afetados pelo calor extremo. "Alguém que use lente de contato, por exemplo, pode ficar cego, pois perderia a película de umidade entre o olho e a lente, colando as duas estruturas", diz Davison.
A revista informou que uma versão da arma montada sobre um veículo, batizada de Xerife, deve ser colocada em uso no Iraque em 2006. Dez anos de pesquisa e mais de 40 milhões de dólares foram destinados a esse projeto, que é comparado por seus críticos a uma versão militarizada de um simples e doméstico forno de microondas. Desenvolvida pela empresa Raytheon Corporation e por outras empresas terceirizadas pelo Departamento de Defesa, ainda está em testes na base Kirtland, da Força Aérea Americana. Segundo sítios especializados, a arma deve entrar em operação somente em cinco anos. Estão sendo desenvolvidas para o uso portátil e também em helicópteros.
Da redação, com agências internacionais
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