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Brasil, quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

7 de julho de 2005

CPI DOS CORREIOS

Jamil Murad alerta para "jogo
malandro" das forças retrógradas


Ao participar da inquirição do publicitário Marcos Valério como integrante da CPI dos Correios, nesta quarta-feira (6), o deputado Jamil Murad (PCdoB/SP)
aproveitou para fazer um pronunciamento político. Em nome "do compromisso de 83 anos de existência do meu partido", ele fez um alerta ao país.

"Nós precisamos estar alertas, pois somos portadores de uma vontade nacional de transformar o Brasil. E se nós formos entrar nesse jogo esperto e malandro de certos setores da sociedade brasileira nós vamos ver o Brasil patinar", advertiu.

Jamil relatou que começou "a entender de política" na morte do Getúlio Vargas, entrou no PCdoB em 1968 e tem testemunhado "o golpe das elites contra esse anseio do povo que vai às ruas luta, luta, tem vitórias e dali a pouco elas são frustradas. No meu entendimento nesse momento estão tentando fazer isso de novo", afirmou. Disse também que, com a perspectiva de "o povo brasileiro sair desta situação", aberta pela eleição do presidente Lula, "a gente já esperava que as classes dominantes e as forças retrógradas iriam fazer de tudo para impedir isso".

Identidades ideológicas

"Eu alerto a nação, eu alerto os deputados e senadores: além das perguntas mais simples em torno dos fatos, nós temos que procurar relacionar esses fatos com os grandes interesses que procuram impedir um caminho novo para o Brasil. Porque eu reconheço nesses integrantes do crime organizado na área da arapongagem, eu vejo nesse pessoal do mesmo perfil político e ideológico de muitos representantes de forças políticas dentro dessa CPMI", disse o deputado, depois de se referir aos depoimentos feitos pelos ex-agentes do SNI Jairo Martins e José Fortuna Neves, "que foi braço direito do major Curió na Serra Pelada".

Ao mesmo tempo em que defendeu a investigação das denúncias e a punição dos responsáveis, jamil afirmou que "nós não queremos jogar a água suja fora com a criança junto", referindo-se à expectativa popular de mudanças no país. "Essa criança nasceu pela vontade do povo e na esperança do povo que é o governo Lula", afirmou.

Jamil qualificou de "sórdido" o ataque que vem sendo feito ao PT, que considerou "um partido político ligado ao povo". E comentou: "Eu não sou do PT. No entanto, nós não podemos mascarar a feroz luta política em nível nacional e internacional que nós estamos travando hoje. Eu conclamo nosso povo a participar mais ativamente, jogando um papel transformador na nossa sociedade, porque esses arapongas aliados a certos setores políticos sempre golpearam o povo e sempre falando em corrupção. Foi assim o mar de lama que cercou o Getúlio, foi assim o mar de lama para derrubar o João Goulart e tem sido assim em outros países", disse Jamil Murad.

Com Senado Federal

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