Fale Conosco | Marxismo + Brasil | Editorial | Busca: 

Visite a página do Partido Comunista do Brasil

Nova pagina 1

Especiais

 

 

11º Congresso do PCdoB

Crise e corrupção - O Governo sob ataque

Guerra no Iraque

Brasil Sim 
Alca Não

Cuba

Governo Lula

Sindicais

Guerrilha do Araguaia

Juventude

Visite a página da União da Juventude Socialista

Cadastre-se

Receba notícias do Vermelho por e-mail
 


2003 - Top 3
2004 - 1º Lugar
2005 - Top 10

  Brasil

Brasil, sexta-feira, 10 de outubro de 2008

6 de julho de 2005

ACORDO NO CONGRESSO

Congresso instala CPI do "Mensalão",
extensiva ao governo FHC

 
Renan preside a sessão do Congresso que instalou a nova CPI

Após prolongada disputa entre governo e oposição, o Congresso Nacional instalou na noite de terça-feira (5), por acordo, a CPI do "Mensalão". Pelo acordo, a CPI é mista (com participação da Câmara e do Senado), como queria a oposição, mas investigará, como reclamava o governo, além do "Mensalão" também outros episódios de compra de votos de parlamentares, em particular na aprovação da emenda constitucional n.º 16/97, que permitiu a reeleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência.

O objetivo da Comissão será "apurar as denúncias de recebimento de quaisquer vantagens patrimoniais ou pecuniárias indevidas por membros do Congresso Nacional para aprovar matérias de interesse do Poder Executivo e as acusações do mesmo teor na deliberação da PEC da reeleição".

Indicação dos participantes

De acordo com o requerimento, 17 senadores e 17 deputados, mais o mesmo número de suplentes, devem ser indicados pelos líderes dos partidos para compor a nova CPI. O prazo de investigação será de 120 dias.

As lideranças partidárias terão 30 dias para fazer as indicações dos 34 componentes da comissão. O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que caso os partidos não façam as indicações ele vai marcar uma reunião com os líderes para receber os nomes. "Acredito que não haverá dificuldade, porque o requerimento já foi resultado de um acordo que tomou muitos dias de discussão. Vamos conversar com os líderes partidários e estabelecer um prazo razoável para que todos indiquem seus membros para a CPI do mensalão", comentou Renan.

Uma longa disputa entre CPIs

Oposição e governo disputaram até o último momento em torno de duas CPIs do "Mensalão". A bancada governista defendia que a CPI ocorresse apenas na Câmara, uma vez que, naquela Casa, o texto do requerimento de criação abrangia também investigação sobre a compra de votos para a aprovação da emenda da reeleição em 1997. Já a oposição defendia que a CPI mista, conforme dispunha o requerimento de sua criação, tivesse como fato determinado apenas as denúncias de pagamento de mesadas a deputados na atual legislatura, feitas pelo deputado Roberto Jefferson (PTB/RJ).

Obtido o acordo, o requerimento para criação da comissão foi assinado pelos líderes de praticamente todas as bancadas representadas na Câmara. Assinaram os líderes do PL, Sandro Mabel (GO); do PDT, Severiano Alves (BA); do PT, Paulo Rocha (PA); do PFL, Rodrigo Maia (RJ); do PSDB, Alberto Goldman (SP); do PCdoB, Renildo Calheiros (PE); do PPS, Dimas Ramalho (SP); do PV, Marcelo Ortiz (SP); do PP, José Janene (PR); do PSB, Renato Casagrande (ES); e do governo, Arlindo Chinaglia (PT/SP); além do vice-líder do PMDB, Jorge Alberto (SE), já que o líder do PMDB na Câmara, José Borba (PR) acabara de se afastar da liderança.

Uma chance para o referendo 2005

Com o acordo, deve ser retirada da pauta desta quarta-feira a votação do requerimento da CPI do "Mensalão" na Câmara, que vinha há dez dias sofrendo obstrução por parte da oposição. Sem o requerimento, a Câmara deve conseguir votar, talvez nesta quinta-feira (7), o decreto legislativo que autoriza o referendo sobre a proibição da venda de armas no país, em princípio no próximo dia 23 de outubro.

Se não for vetado antes do recesso do Congresso, o referendo, previsto no estatuto do desarmamento, não poderá acontecer este ano, já que não haverá tempo para que a Justiça Eleitoral faça a preparação necessária. Renan Calheiros fez um apelo aos deputados no sentido de apressar a votação da matéria.

Vários parlamentares se pronunciaram em favor desse aceleramento. Entre outros deputados, usaram da palavra para defender o referendo Raul Jungman (PPS/PE) e os líderes do PCdoB, Renildo Calheiros (PE) e do PSB, Renato Casagrande (ES). Os três partidos se reuniram para tratar do tema e chegaram a acenar com o recurso à obstrução para garantir que o referendo aconteça ainda em 2005.

"Nós não devemos votar a LDO no Plenário do Congresso antes de votar o referendo do desarmamento. Acho muito ruim para a sociedade brasileira, que apóia a realização da consulta em outubro próximo, que a Câmara encerre os trabalhos do semestre sem votá-la", disse o líder do PSB, ao justificar a disposição de obstruir a votação da LDO. Casagrande também informou que vai pedir votação nominal da matéria em plenário. Apoiado pelos principais partidos, da base do governo e da oposição, o referendo é rejeitado pela "bancada da bala", ligada aos interesses da indústria de armamentos e a setores ultraconservadores.

Com agências

Hit Counter

Untitled Document

Voltar

Comente este artigo
Imprimir
Enviar

..:: Diário Vermelho ::..

NACIONAIS

• Até o momento não há Notícias Nacionais

INTERNACIONAIS

• Até o momento não há Notícias Internacionais

 
VERMELHO.ORG.BR