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| xxAldo
Rebelo (de bigode), na Corregedoria |
O
ministro Aldo Rebelo, da Articulação
Política, confirmou o que já
havia dito em entrevista no depoimento
que prestou na Comissão de Sindicância
da Câmara dos Deputados, nessa quarta-feira
(29). Os depoimentos são sigilosos.
O ministro deu entrevista à imprensa
na saída. “Perguntaram se eu tinha
ouvido falar desse assunto, e eu disse
que tinha ouvido falar nessa reunião
com a presença de ministros e do
presidente. E que tínhamos tomados
providências de recolher as informações
sobre as medidas adotadas pela Câmara
dos Deputados em relação
ao assunto”.
O
presidente do PT, José Genoíno,
também depôs na Comissão
de Sindicância, que apura se houve
quebra de decoro parlamentar nas denúncias
feitas pelo deputado Roberto Jefferson
(PTB/RJ), de que o PT pagava “mensalões”
aos deputados do PP e PL para votar com
o governo. Ele negou o pagamento de “mensalão”
e a doação de R$4 milhões
pelo PT ao PTB, refutando as afirtmações
do deputado Roberto Jefferson.
Genoino
deu entrevista ao sair da reunião,
enfatizando que "quem está
acusando tem que provar". Segundo
o presidente do PT, seu partido assumiu
despesas com shows e com materiais de
campanha, como adesivo e camisetas, em
conjunto com o PTB. Essas despesas teriam
sido pagas diretamente pelos diretórios
municipais do PT nas localidades onde
houve apoio do PT ao PTB e vice-versa.
O
relator da comissão de sindicância,
deputado Robson Tuma (PFL/SP), informou
que a comissão não vai trabalhar
no recesso parlamentar e que nesta quinta-feira
(30) será divulgado novo cronograma
de trabalhos.
Providências
adotadas
Rebelo
destacou para os jornalistas que “as investigações
tanto da Polícia Federal como na
Câmara dos Deputados - na Corregedoria
(Comissão de Sindicância)
e CPI Comissão Parlamentar de Inquérito)
vão dar as respostas cabais as
essas perguntas que interessam aos senhores
e senhoras, ao congresso, ao governo e
a sociedade brasileira”.
O
ministro disse ainda que, na época
em que tomou conhecimento do assunto (suposto
pagamento do “mensalão”), “a Câmara
adotou providências - a Corregedoria
abriu procedimento, o presidente João
Paulo (PT/SP) notificou o Ministério
Público, eu acho que a Câmara
adotou as providências que deveria
adotar na época”.
Rebelo
negou pagamento do "Mensalão"
e explicou aos jornalistas que “o governo
unia sua base, no primeiro ano, quando
fui líder, procurando demostrar
que os projetos eram projetos para o país”.
Ele ironizou: “Vão dizer que a
gente pagava 'Mensalão' para oposição,
porque a oposição votou
com o governo matérias muito importantes”.
E destacou a aprovação das
reformas tributária, da Previdência,
a Lei das Parcerias Público-Privadas
(PPPs), lei de Falência, Lei de
Biosegurança, lembrando que “foram
aprovadas no governo do presidente Lula,
inclusive com votos da oposição”.
“Eu
considero inverossímil esse tipo
de história. Eu nunca vi nenhum
deles – Marcos Valério, Delúbio
Soares ou Sílvio Pereira – em qualquer
atividade que tivesse relação
com articulação política
do governo com Câmara dos Deputados
e Senado Federal”, concluiu.
Ausentes
Robson
Tuma anunciou o cancelamento dos depoimentos
de três dirigentes do PT - Delúbio
Soares, Sílvio Pereira e Marcelo
Sereno - que também seriam ouvidos
nesta quarta-feira. Tuma disse que eles
não comparecerem nem deram justificativa.
"A comissão de sindicância
não tem o poder de convocar. Ela
convida as testemunhas. Quem busca a verdade
contribui para a comissão de sindicância",
disse o relator, que aguarda nova data
para esses depoimentos.
A
comissão de sindicância ouviu
igualmente o publicitário Marcos
Valério Fernandes de Souza, acusado
por Jefferson de ser o mensageiro do "mensalão"
supostamente pago a deputados do PL e
do PP em troca de apoio ao governo. Ele
depôs às 18 horas.
Também
foi ouvido o deputado Carlos Rodrigues
(PL/RJ), apontado por Jefferson como um
dos beneficiados pelo mensalão.
De
Brasília
Márcia Xavier
e Rita Polli
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