Fale Conosco | Marxismo + Brasil | Editorial | Busca: 

Visite a página do Partido Comunista do Brasil

Nova pagina 1

Especiais

 

 

11º Congresso do PCdoB

Crise e corrupção - O Governo sob ataque

Guerra no Iraque

Brasil Sim 
Alca Não

Cuba

Governo Lula

Sindicais

Guerrilha do Araguaia

Juventude

Visite a página da União da Juventude Socialista

Cadastre-se

Receba notícias do Vermelho por e-mail
 


2003 - Top 3
2004 - 1º Lugar
2005 - Top 10

  Brasil

Brasil, sexta-feira, 29 de agosto de 2008

22 de junho de 2005

CRISE POLÍTICA

Lula contra-ataca: "Ninguém tem
mais autoridade" contra a corrupção

-
Lula: "Eu estar aqui incomoda muita gente"

Em um discurso comovente e comovido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou mais fundo na polêmica nacional sobre corrupção e usou como argumento sua biografia: "Se se é para fazer [a luta quotidiana contra a corrupção], ninguém neste país tem mais autoridade moral e ética do que eu para fazer o que precisa ser feito", contra-atacou.

Lula falou na manhã desta terça-feira (21) em Brasília, para uma platéia de cerca de mil trabalhadores do campo - delegados ao Congresso da União Nacional de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária. Manoel dos Santos e Luiz Marinho, presidentes da CUT e da Contag, estavam entre os presentes, uma platéia amiga que aplaudiu o improviso presidencial.

Primeira referência a reeleição

Sempre em tom polêmico, o presidente referiu-se pela primeira vez à sua reeleição em 2006. Disse que "tem gente que não gosta" que o governo faça transferência de renda e "os que torciam para que fosse um desastre o governo, já estão com medo hoje é da reeleição. Esse é o dado concreto e objetivo", frisou.

Para Lula, as denúncias recentes acontecem dentro dessa lógica. "Depois que nós fomos quebrando todas as barreiras que eles foram colocando, todas, eles então resolveram mexer na questão ética", disse o presidente. "Podem saber que nós vamos fazer a luta contra a corrupção se transformar, não numa bandeira, porque isso não pode ser bandeira apenas, a luta contra a corrupção tem que ser uma prática quotidiana, tem que ser uma mudança em todas as instituições, tem que ser uma mudança de comportamento e, se é para fazer, ninguém neste país tem mais autoridade moral e ética do que eu para fazer o que precisa ser feito neste país".

O "governo que age" e "o que deixa esquecer"

O presidente reafirmou que nunca nenhum governo combateu tanto a corrupção como o seu. "Na história republicana, e ouso dizer isso na frente de trabalhadores e trabalhadoras rurais do meu país, na história republicana, nenhum governo fez, contra a corrupção, 20% do que estamos fazendo. Nenhum governo fez", afirmou. E estimulou os trabalhadores a "pegar todas as denúncias de corrupção dos últimos 10 anos" e ver "a diferença entre o governo que age para combater e o governo que deixa a imprensa esquecer a manchete".

Lula disse, contudo, que cabe aos deputados e senadores criar "mecanismos de auto-investigação", pois "não tem como o Poder Executivo fiscalizar" o Legislativo. E estimulou os parlamentares a criar "quantas CPIs quiserem", mas "cumprir com o papel do próprio Congresso Nacional, que é votar as coisas que o Brasil tem interesse", disse, entre aplausos, e agregou: "Nós não podemos permitir que por conta de uma CPI, o Congresso não funcione".

A imprensa e o "ritual da gravata"

Em um momento de fogo cerrado contra o governo na grande imprensa, o presidente não passou recibo e ainda elogiou o zelo investigativo da mídia. "A imprensa cumpre um papel extremamente importante em denunciar as possíveis mazelas que existem em qualquer lugar do país". Mas disse que a mídia pode "fazer um levantamento", pois "tem arquivo": pede tudo que saiu de corrupção há dez anos, toda semana, todo dia e todo mês. E veja o que foi investigado neste país".

Em mangas de camisa, Lula usou o guarda-roupa para exemplificar o incômodo das elites com a marca de classe do seu estilo de governo, que vinculou nas entrelinhas à campanha oposicionista: "Vocês pensam que eles não ficam incomodados porque eu estou aqui sem gravata? Porque tem um ritual, eu sou a negação do ritual histórico que foi criado neste país, pela minha origem, de onde eu vim, isso é que faz a diferença. Estar aqui com vocês incomoda, incomoda muita gente. Vocês sabem quanto nós fizemos de transferência de renda nesse pouco tempo que estamos no governo? São 17 bilhões de reais de transferência de renda, dinheiro que sai dos cofres públicos e vai para a mão do povo pobre deste país", argumentou.

Com agências e
Presiência da República

Untitled Document

Voltar

Comente este artigo
Imprimir
Enviar

..:: Diário Vermelho ::..

NACIONAIS

• Até o momento não há Notícias Nacionais

INTERNACIONAIS

• Até o momento não há Notícias Internacionais

 
VERMELHO.ORG.BR