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A tristemente famosa revista
Veja, da Editora Abril, tem conquistado há anos o troféu de pior jornalismo
de toda imprensa nacional. Com suas matérias sensacionalistas, preconceituosas e
mentirosas, a publicação bate todos os recordes de indecência. Na última edição,
apresentou uma fantasiosa história sobre a ex-prefeita de São Paulo, Marta
Suplicy, dizendo que ela também patrocinava o "mensalão". Sem respeitar o limite
do que se pode aceitar como boa educação, a revista agrediu a ex-prefeita em
matéria na qual até o título — "O mensalão da perua" — é uma tremenda baixaria.
O texto, republicado mesmo tendo sido motivo de ação na Justiça,
afirma que vereadores da Câmara Municipal de São Paulo receberam "mesadas"
mensais de até R$ 120 mil para aprovar projetos do Executivo na gestão da prefeitura, de 2001 a 2004. De acordo com a revista, o esquema de corrupção foi relatado a dois ocupantes
de altos postos na administração tucana do recém-eleito prefeito José Serra, que
sucedeu Marta. Segundo a Veja, em conversas com o presidente da Companhia de Engenharia de
Tráfego, Roberto Scaringella, e com o secretário municipal de governo, Aloysio
Nunes Ferreira, o empresário Jorge Moura, dono da empresa Consladel, disse ser o
responsável pela manutenção da caixinha para os parlamentares.
Em nota, Marta Suplicy
afirma que o conteúdo de "reportagem" é
"difamador e injurioso", e atinge sua honra. Por isso ela processará a
publicação.
Leia a íntegra da resposta de Marta:
"A revista Veja, na sua edição de hoje, produziu um libelo de conteúdo
difamador e injurioso com o intuito de atingir minha imagem, minha honra e
dignidade. Estou tomando as medidas judiciais cabíveis contra esta revista. Esse
artigo, como outros já publicados pela revista Veja, visa atingir, além de minha
pessoa, o PT e o governo do presidente Lula com claro conteúdo difamador,
tentando destruir o caráter ético, transparente e republicano que norteiam os
princípios políticos e a trajetória de nosso partido."
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