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| A
reunião que instalou a CPI |
A
escolha do presidente e do relator da
Comissão Parlamentar de Inquérito
(CPI) dos Correios monopolizou as discussões
na sessão de instalação
da comissão, nessa quinta-feira
(9), no Senado. A comissão foi
instalada sob a presidência do integrante
mais idoso, senador Jefferson Peres (PDT/AM)
que, em menos de uma hora de discussão,
suspendeu a sessão para uma tentativa
de acordo entre os os líderes governistas
e da oposição, sobre os
nomes para os dois cargos-chave. Após
uma hora de reunião, a sessão
foi recomeçada para Peres anunciar
que adiaria para terça-feira (14)
a escolha dos nomes.
A
reunião foi aberta com a sugestão
do nome do senador César Borges
(PFL/BA) pelo bloco PSDB/PFL no Senado
para ocupar a presidência ou a relatoria
da comissão. O senador José
Agripino (PFL/RN) pediu a relatoria para
a oposição, alegando que
na CPI da Terra, a última a ser
instalada, o governo ocupou o cargo. Segundo
o deputado, sua proposta obedecia ao critério
de alternância.
O
líder do governo no Senado, senador
Aloizio Mercadante (PT/SP) defendeu que
a indicação dos nomes não
poderia ser feito pelos blocos. Segundo
ele, pelos acordo feito, os nomes do presidente
e do relator devem vir dos partidos com
maiores bancadas na Câmara e no
Senado, no caso o PT e do PMDB, respectivamente.
Ele defendeu a votação para
escolha dos nomes, em função
de não haver acordo sobre as indicações.
Investigação
de 10 anos
Aloizio
Mercadante falou sobre a necessidade de
“uma investigação ampla,
sem se fixar apenas num momento ou período
menor do tempo”, que inclua não
só os dois anos e meio do governo
Lula, mas também os oito anos de
mandato de Fernando Henrique Cardoso.
Para
o senador, o funcionário dos Correios
acusado de corrupção, Maurício
Marinho, tem 28 de serviço, e provavelmente
“não começou essa prática
agora, recente”. O líder petista
destacou que “uma comissão marcada
pela polarização, no ano
pré–eleitoral, exige experiência,
vivência, e a construção
de um nome de consenso é sempre
o melhor caminho para o trabalho de maior
credibilidade”.
José
Agripino manifestou preocupação
com a opinião pública. Ele
lembrou que “se a presidência e
o relator e a maioria da comissão
forem do mesmo lado, vai se tornar facciosa.
Tudo que puder ter interpretação
de facciosidade, vai ser vista com lente
de aumento”. Ele manifestou vontade de
“tentar encontrar o caminho da investigação
sem suspeitas”. E saiu para a discussão
sobre acordo de nomes, dizendo que “não
retira o nome de César Borges,
porque vai parecer que estamos participando
de uma farsa. Qual o defeito do senador
César Borges?”, perguntou.
A
CPI dos Correios vai investigar as denúncias
de corrupção por funcionários
da estatal. A iniciativa partiu da oposição,
após denúncias publicadas
na revista Veja dia 14 último,
e terminou ganhando também o apoio
da base do governo, depois das novas denúncias
feitas pelo deputado Roberto Jefferson
(PTB/SP), em entrevista à Folha
de S. Paulo desta segunda-feira (6).
Quem
são hoje os nomes da CPI
A
lista dos membros que compõem a
CPI dos Correios sofreu alterações
nesta quinta-feira (9). No bloco PFL-PSDB,
o senador Leonel Pavan (PSDB/SC) cedeu
lugar à senadora Lúcia Vânia
(PSDB/GO); no bloco PT-PSB-PL-PPS, o senador
Tião Vianna (PT/AC) foi substituído
pelo senador Roberto Saturnino (PT/RJ),
e a senadora Ana Júlia Carepa (PT/PA)
passou para suplência.
Dos
representantes da Câmara dos Deputados,
saiu Kátia Abreu (PFL/TO) da suplência,
dando lugar ao deputado Félix Mendonça
(PFL/BA). No PTB, o deputado José
Múcio cedeu a vaga de titular a
Arnaldo Faria de Sá; e o deputado
Luiz Antônio Fleury assumiu a suplência,
que estava vaga.
Ainda
não foram preenchidos até
o momento, na Câmara, uma das suplências
do PMDB e outra do PP.
Veja a nova lista completa dos membros
da CPI dos Correios, titulares e suplentes:
Titulares
Heráclito Fortes (PFL-PI)
César Borges (PFL-BA)
Demóstenes Torres (PFL-GO)
Sérgio Guerra (PSDB-PE)
Alvaro Dias (PSDB-PR)
Suplentes
Efraim
Moraes (PFL-PB)
José Jorge (PFL-PE)
Romeu Tuma (PFL-SP)
Leonel Pavan (PSDB-SC)
Almeida Lima (PSDB-SE)
Titulares
Luiz
Otávio (PA)
Wirlande da Luz (RR)
Maguito Vilela (GO)
Ney Suassuna (PB)
Suplentes
Garibaldi
Alves Filho (RN)
Leomar Quintanilha (TO)
Gerson Camata (ES)
Valdir Raupp (RO)
Titulares
Delcidio
Amaral (PT-MS)
Ideli Salvatti (PT-SC)
Roberto Saturnino (PT/RJ) [substitui Tião
Viana (PT-AC))
Aelton Freitas (PL-MG)
Suplentes
Sibá Machado (AC)
Fátima Cleide (RO)
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
Ana Julia Carepa (PA) [no lugar de Saturnino,
que passa a titular]
Titular
Jefferson
Péres (AM)
Suplente
Juvêncio da Fonseca (MS)
Titular
Fernando
Bezerra (RN)
Suplente
Sérgio
Zambiasi (RS)
Titular
Heloísa
Helena (AL)
Suplente
Geraldo Mesquita Júnior (AC)
Titulares
Carlos
Abicalil (MT)
Jorge Bittar (RJ)
Maurício Rands (PE)
Suplentes
Henrique
Fontana (RS)
José Eduardo Cardozo (SP)
Jamil Murad (PCdoB, por cessão
do PT)
Titulares
Asdrúbal
Bentes (PA)
Osmar Serraglio (PA)
Fernando Diniz (MG)
Suplentes
Wilson
Santiago (PB)
Aníbal Gomes (CE)
(vago)
Titulares
Antonio
Carlos Magalhães Neto (PFL/BA)
Onyx Lorenzoni (PFL/RS)
Suplentes
Onyx
Lorenzoni (PFL/RS) [substitui Kátia
Abreu (TO)]
Murilo Zauith (PFL/MS)
Titulares
Eduardo
Paes (RJ)
Gustavo Fruet (PR)
Suplentes
Alberto
Goldman (SP)
Carlos Sampaio (SP)
Titulares
Nélio
Dias (RN)
Nelson Meurer (PR)
Suplentes
Benedito de Lira (AL)
(vago)
Titular
Sandro
Mabel (GO)
Suplente
Inaldo
Leitão (PB)
Titular
Arnaldo
Faria de Sá (SP) [substitui José
Múcio (PE)]
Suplente
Luiz
Antonio Fleury (SP)
Titular
Denise
Frossard (RJ)
Suplente
Geraldo
Thadeu (MG)
Titular
Álvaro
Dias (RN)
Suplente
Pompeo de Mattos (RS)
De
Brasília
Márcia Xavier
Com Agência Senado
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