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O PTB, presidido, ainda, pelo deputado
Roberto Jefferson (RJ), está entre
os mais revoltados com a denúncia-provocação
feita pelo sem presidente em entrevista
ao jornal Folha de S. Paulo. Desde
a segunda-feira, quando a entrevista chegou
às bancas, a direção
do partido procura uma forma de afastar
Jefferson da sua presidência.
O
afastamento foi decidido em reunião
da Executiva do PTB na noite de segunda-feira
(6). Mas durante toda a terça-feira
os petebistas de mais alto coturno tentaram
em vão convencer o parlamentar
de se afastar do cargo - o ministro do
Turismo, Walfrido dos Mares Guia foi o
principal deles. Outra reunião,
à noite, marcou para decidir sobre
o impasse e tirar uma nota posicionando
o partido diante da crise.
"O
PTB acabou"
Os
dirigentes petebistas argumentam que foram
pegos de surpresa pela publicação
da entrevista, sobre a qual nenhum deles
teria sido avisado. Eles avaliavam que
o partido sofreu um golpe com o episódio
- um deles chegou a dizer que "o
PTB acabou" - e que uma possível
reação só seria possível
sem Jefferson.
O
senador Fernando Bezerra (PTB/RN), líder
do governo no Congresso, chegou a Brasília
defendendo o afastamento. "Ele é
o responsável pelos atos dele e
não pode ter falado como presidente
do partido", disse Bezerra.
Uma
das soluções aventadas para
o impasse é a dissolução
da direção petebista, que
implicaia automaticamente na destituição
de Jefferson. Enquanto isso, o presidente
questionado divulgou nota convocando os
membros do Diretório Nacional do
partido para uma reunião nos dias
17 e 18 de junho - o que significaria
protelar a decisão.
Promessa
de uma "nova bomba"
Jefferson
prometeu também uma "nova
bomba" na próxima terça-feira
(14), quando deverá depor no Conselho
de Ética da Câmara. Segundo
o deputado Gustavo Fruet (PSDB/PR), o
presidente do Conselho de Ética,
Ricardo Izar (PTB/SP) ficou "estarrecido"
ao ouvir de Jefferson a promessa de "soltar
um novo míssil contra o governo".
O presidente questionado estaria ameaçando
inclusive seus colegas de legenda com
a possibilidade de apresentar mais denúncias
contra o próprio PTB, caso continue
a ser pressionado.
A
nota ser divulgada hoje pela direção
do PTB "vai em três sentidos",
segundo o Bezerra. "O primeiro é
o de apoio ao governo. O segundo é
no sentido de apoiar todas as investigações
sobre as denúncias feitas e o terceiro
é que o partido entende que o país
vive um momento muito delicado e é
necessário garantir a estabilidade
das instituições",
disse Bezerra.
Bezerra
confirmou que ele e Mares Guia vão
pessoalmente ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva para colocar os seus cargos
à disposição. "Estes
são dois cargos de decisão
do presidente. Os demais são de
decisão do partido. A decisão
de entregar todos os cargos ainda não
está fechada, mas esta é
a tendência do PTB", informou
Bezerra.
PL
pede cassação
A
bancada do PL, acusada pelo deputado petebista,
entregou ao presidente da Câmara,
Severino Cavalcanti, um pedido para a
abertura de processo de cassação
do mandato do deputado Roberto Jefferson.
O pedido foi entregue pelo presidente
do partido, deputado Valdemar Costa Neto
(SP), e pelo líder do partido na
Câmara, deputado Sandro Mabel (GO).
Os
deputados liberais querem denunciar o
presidente do PTB diretamente ao Conselho
de Ética da Câmara, por quebra
de decoro parlamentar.
Com
agências
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